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As esposas

por jonasnuts, em 22.10.16

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As esposas são, como se sabe, acessórios importantes.

 

Por exemplo, aqui o Monteiro, precisava duma esposa para poder ser campeão em pares mistos. 

 

A esposa não é campeã. É apenas o acessório quase imprescindível (quase) para que o Monteiro pudesse ser campeão.

 

Como já disse noutro sítio, usando um termo tão serôdio como o "esposa": faleçam senhores do O Jogo (sem link, que pela parte que me toca, não lhes encaminho nem um hit), F A L E Ç A M.

UPDATE:
Mais uns para a lista do "faleçam". O "jornal" A Bola tem na capa:

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UPDATE 2:
A lista do "faleçam" continua a aumentar. Na capa do Record:

serodios2.png

 

 

 

 

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A 1ª causa de morte em Portugal

por jonasnuts, em 14.10.16

Não. Não são os cancros, ou as doenças cardiovasculares, ou a diabetes ou qualquer coisa do género.

 

A julgar pela grande maioria da comunicação social, as pessoas morrem de doença prolongada. Não morrem de cancro, não morrem de complicações da diabetes, não morrem de complicações relacionadas com doenças mentais.... não, a doença prolongada é o pior dos males.

 

Não percebe, a grande maioria da comunicação social, que ao tentar dourar a pílula, está a desinformar.

 

Parabéns a todos os que tratam as coisas pelo nome. Um cancro, é um cancro, é um cancro. E nem sempre é mortal. E nem sempre é prolongado.

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Ainda a minha avó Zita

por jonasnuts, em 02.10.16

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A propósito do meu post de ontem (auto-link), sobre a minha avó, chega-me uma mensagem de um querido amigo (e colega) da minha mãe. Não interessa quem. Ele que se acuse se quiser :)

 

Deu-me a conhecer um episódio que eu desconhecia, sobre a minha avó. Anos antes de se ter cruzado com a minha mãe.

 

"A propósito de "somos quem somos"; após uma tentativa de assalto da PIDE à sede da CDU - gorada graças à iniciativa do Ary dos Santos, que os distraiu com o conhecido chamamento dos galináceos: pi,pi,pi - os presentes na reunião fugiram cada uma para seu lado. Eu enfiei-me no Roma, ali perto, onde a sua avó me acolheu [escondeu] na bilheteira.

Só posteriormente, quando trabalhei com a Olga e, por acaso, contei-lhe esta "aventura", vim a saber quem era a minha "salvadora."

 

Não me surpreende, a atitude da minha avó.

 

Trabalhou muitos anos na bilheteira do cinema Roma, e depois no Avis e por último no Estúdio 444 (muito filme vi eu à pala). Acérrima defensora dos direitos das mulheres e dos direitos dos trabalhadores, era sindicalizada, e muito envolvida nas actividades do sindicato. Delegada sindical.

 

Muito à frente, a Zita Pereira.

 

Obrigada OM, pela partilha :)

 

 

 

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Somos quem fomos

por jonasnuts, em 01.10.16

A teoria da evolução.

 

Herdamos características, que se vão apurando ao longo dos tempos. Não só características genéticas, mas sociais e comportamentais.

 

Nunca dei grande importância aos meus avós, nessa perspectiva, achava que era tudo mérito da minha mãe. Mas o mérito da minha mãe é mérito dos meus avós, e por aí acima.

 

Isto tudo a propósito de ter estado hoje a ver algumas fotografias de família. Álbuns cheios de caras que não reconheço, que não sei quem foram (quase tudo morto, provavelmente), mas que contribuíram.

 

Eu sou filha da minha mãe e neta da minha avó e bisneta da minha bisavó e foram estas mulheres, e os homens que elas escolheram que tornaram possível eu ser eu. 

 

A minha mãe casou de mini-saia, em 1967. Não era comum. 

 

Não sei em que ano a minha avó casou. 1944? A minha mãe era de 45, e eu sei que a minha avó casou antes da minha mãe nascer. Antes de engravidar já não garanto.

 

Vamos assumir que foi em 1944. Fotos de noivas que casaram nessa época, em Portugal, mostram tudo muito coberto, e cheio de véus, e folhos, e caudas, e cortinados e enfim, o que era típico na época.

 

A minha avó materna casou de tailleur. Saia por cima do joelho. Sem véu. Com o homem que escolheu. E era um mulherão, a minha avó Zita (nome de imperatriz, que a madrinha tinha regressado há pouco da coroação desta - as ligações da minha família à nobreza e essas coisas, por duas vias, ficarão para outro post). E trabalhava fora de casa. Num cinema. Era financeiramente independente do meu avô (e ainda bem, porque se estivesse a contar com o meu avô para essas coisas, tinha-se lixado).

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 Já tinha percebido antes. Demasiado tarde, mas antes. Mas o que sou, deve-se também ao que foi a minha avó. Nunca lhe agradeci porque quando a ficha me caiu já não havia oportunidade.

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Se és marinheiro ou marinheira de primeira viagem, e esta é a primeira semana da tua vida em que contactas com o mundo universitário, lembra-te que:

 

1 - Estás a criar histórias para contar em família, no Natal, onde toda a gente, e tu também, se rirá às gargalhadas.

 

2 - Estás, tu e toda a gente, com medo. 

 

3 - Aquela pessoa que também está nas mesmas circunstâncias que tu, mas que parece dominar a coisa, e está cheia de à vontade, e sabe tudo e tem um ar descontraído. Está pior que tu, mas usa a estratégia da fuga para a frente.

 

4 - Se ainda não assististe a uma aula do curso errado, ou do ano errado, ou da turma errada, estás a fazer alguma coisa mal.

 

5 - Se ainda não te perdeste nos corredores, pátios, ruas, caminhos e edifícios, também estás a fazer alguma coisa mal.

 

6 - Se fizeste perguntas e raramente percebeste as respostas que te deram, não estranhes, é mesmo assim.

 

7 - Se estás preocupado porque ainda não conseguiste ir a uma aula certa, não te preocupes, a primeira semana não serve para nada.

 

8 - Se já olhaste mil vezes para o horário e não consegues decifrar as siglas e os acrónimos que a faculdade propositadamente ali escreve porque acha que toda a gente tem de saber que S38 não é sala 38, mas sim semana 38, pensa que não estás só.

 

8 - Se ainda não te enturmaste, não te preocupes, pensa que para quem vai entrar só na 2ª fase, tu serás um experiente aluno que já tem mais 1 semana e meia de aulas, portanto, um veterano. Ajuda-os, quando chegarem.

 

9 - Se ainda não desesperaste, nem choraste, nem pensaste em desistir, nem quiseste fugir, não és normal.

 

Relax. Have fun. Se no futuro tiveres filhos, estás a criar as histórias que vão servir para lhes desfazer os nós, quando chegar a vez deles. 

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Se cá estivesses

por jonasnuts, em 18.09.16

Se cá estivesses hoje ias connosco.

 

Se cá estivesses, as coisas não caberiam no carro, com a quantidade de comida que terias feito para o puto ter a despensa, o frigorífico e o congelador cheios, e com a quantidade de coisas que terias comprado. Teríamos de fazer várias viagens.

 

Se cá estivesses estarias a rebentar de orgulho. E de medo. E feliz. E triste. Mas sobretudo feliz.

 

Se cá estivesses, faríamos a viagem de regresso a chorar. E a rir.

 

Se cá estivesses, estarias a fazer planos para lá ir dia sim, dia não, almoçar com ele. Ou mesmo todos os dias.

 

Se cá estivesses, seria tudo muito mais fácil.

 

É nas alegrias que me fazes falta. 

 

Não é nada. É em tudo.

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As minhas aventuras com o IRS (Take 5)

por jonasnuts, em 23.08.16

Na sequência da novela que me atormenta, relacionada com o meu IRS deste ano, ver aqui o take 1, aqui o take 2, aqui o take 3 e aqui o take 4, (tudo auto-links) escrevi para uma série de gente.

 

Resumindo. O meu filho, quando chegou ao 10º ano, escolheu o curso de artes. 

Este ano (lectivo) como habitualmente, no primeiro dia de aulas, chegou a casa com uma lista de material necessário, pedido pela professora de desenho. O pedido foi reforçado ao longo do ano, para a aquisição de mais material. E não é barato. Só no 12º gastei mais de €600 em material de desenho (dos quais €556,55 têm iva com mais de 6%).

 

Material que não existindo, teria duas consequências. A primeira era uma falta de material (e duas faltas de material correspondem a uma falta não justificada, e as faltas não justificadas dão chumbo), e a segunda era o puto não conseguir aprender aquilo que era suposto que aprendesse.

 

Comprei sempre todo o material escolar pedido por todos os professores. Desenho não foi excepção apesar de, no caso, eu não fazer a mínima ideia do que é que estava a comprar. Os esfuminhos e a sanguínea continuam a encantar-me.

 

Qual não foi o meu espanto quando a minha declaração de IRS é devolvida, com a indicação de que tinha declarado como despesas de educação facturas que não correspondiam a despesas de educação. E eu com a porra das facturas todas guardadinhas que, diligentemente digitalizei e enviei. Pois que não. Quem decide se as coisas são despesas de educação ou não, não são os professores, não são os alunos, não são os encarregados de educação, não. É a taxa do IVA. Se o IVA é de 6% são despesas de educação. Se o IVA não for de 6%, pode vir o papa, que a coisa não é despesa de educação, mas despesas gerais e familiares. Oh senhores, eu na minha família não tenho precisão nenhuma de esfuminhos nem de sanguíneas.

 

Pissed, toca de escrever para o Ministro da Educação, o Ministro das Finanças e o Ministro da Cultura (porque o curso é de artes, e os materiais relacionados com as artes são absurdamente caros, e trata-se duma discriminação para quem quer seguir esta área).

Escrevi também para todos os grupos parlamentares. 

 

Isto foi no início de Julho. Estamos em final de Agosto.

 

A única pessoa que me respondeu, enfim, através da entidade a que aparentemente competia responder, foi o Ministro da Educação (e mesmo assim, fora do prazo legal de 30 dias que este tipo de entidades têm para responder a contactos). Disse-me o senhor da DGE que quem tinha essa competência era o Ministério das Finanças, e que eles nada tinham a ver com o assunto, o que é absurdo, porque as finanças não têm competência para distinguir esfuminhos de sanguíneas e, espera-se, o Ministério da Educação tem. 

 

Quanto aos outros? Silêncio absoluto.

 

Ministro da Cultura? Nada. Ministro das Finanças? Nada. Todo e qualquer grupo parlamentar? Nada. Por acaso, noutras circunstâncias, houve um grupo parlamentar que não teve pejo nenhum em contactar-me, a pedir cenas e colaboração. E por acaso, eu até colaborei. Deve ter ficado entupida, a via.

 

O Ricardo_A avisou-me que saiu hoje uma notícia, no Observador que diz "O Ministério das Finanças admite que as alterações às deduções das despesas com educação em IRS criaram "desigualdades" e, por isso, o Governo vai alterar o regime já no próximo orçamento.". Diz ainda que "o Governo tem a intenção de propor a revisão do regime no Orçamento do Estado para 2017”, uma vez que este regime “só pode ser alterado por Lei da Assembleia da República"

 

Observador.png

 

 

A tal Assembleia da República onde estão os grupos parlamentares que têm mais que fazer do que responder aos contactos de quem representam, enfim, quando não lhes dá jeito.

 

E a minha pergunta é: E não viram essas desigualdades antes? É que não é coisa pequena. É, para quem perceba um bocadinho do assunto, absurdamente óbvio que não pode ser a taxa do IVA a decidir o que são despesas de educação e o que não são despesas de educação. Estavam grossos quando fizeram a lei?

 

E, se vão mudar no próximo orçamento, o que é que acontece a quem ficou a arder este ano? Lixa-se com f de cama?

 

Esta lei entrou em vigor durante a legislatura anterior. Passou com votos do PSD e do PP. O PS, BE, PCP e PEV votaram contra. Tendo sido tão ligeiros a desfazer merdas da anterior legislatura, podia dar-lhes a ligeireza para esta também. Mas não. 

 

Devem estar ocupados a responder a mails atrasados.

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Parabéns, Kim Catrall

por jonasnuts, em 23.08.16

Já venho atrasada uns dias, mas mais vale tarde que nunca.

 

A Kim Catrall fez 60 anos há dois dias.

 

E porquê os parabéns à Kim Catrall? Por causa do Sex and the City? Não.

 

Porque, durante uns anos valentes, eu achei que quem ia mostrar ao mundo como é que se envelhece como deve ser, seria a Madonna.

 

E afinal enganei-me. Tem sido a Kim Catrall e a Susan Sarandon.

 

Quando chegar aos 50, quero ter este aspecto :)

 

kim_cattrall.jpg (992×558).jpg

 

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Não é novidade já aqui falei disso (auto-link), embora para mim tenha chegado demasiado tarde.

 

Mas vem a propósito do filho que fez um vídeo com o pai e que se tornou, obviamente, viral.

 

O filho, Simon 'Mac' McDermott, vendo o pai a fugir, sem sair do sítio, encontrou a música. 

E nos momentos em que canta, o pai, Ted McDermott, regressa.

 

Quem tem (ou teve) familiares com Alzheimer, sabe que estes regressos são raros (e vão rareando cada vez mais, com a progressão da doença), pelo que qualquer ferramenta ou estratégia que proporcione esses momentos é de usar e abusar. Fica toda a gente a ganhar.

 

Podem saber mais sobre este pai e sobre este filho, aqui.

 

A música é uma ferramenta extraordinária, para a memória, e não é preciso que se tenha sido cantor, ou que se tenha trabalhado na indústria. Basta apenas que se tenha ouvido música. 

 

 

Gostava de ter sabido disto a tempo de ajudar a minha avó e, consequentemente, a minha mãe. 

 

Fica para a próxima.

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PSP de proximidade

por jonasnuts, em 17.08.16

Tinha ficado agendada uma conversa, na sequência daquele episódio (auto-link) entre o meu filho e alguns agentes da PSP, no Alive, por iniciativa do Comandante José Carlos Neto (Comando Metropolitano de Lisboa, Divisão Policial de Oeiras), que foi a pessoa com quem falei ao telefone quando aconteceu a coisa.

 

O Comandante já estava de férias (que interrompeu para tratar do "meu" caso), e tinha dito que gostaria de falar pessoalmente comigo quando regressasse e que alguém me contactaria para agendar a coisa.

 

Três dias depois estava a ser contactada, e a conversa ficou agendada para esta manhã.

 

Uma pessoa às vezes tem ideias pré-concebidas, e nada como o contacto com a realidade para desempoeirar as ideias.

 

Aguardava-me uma pessoa substancialmente mais nova do que o que tinha imaginado. Substancialmente mais moderna do que eu tinha pensado e muito mais informal do que eu tinha antecipado. E sem farda, abençoado.

 

Confirmou-se, isso sim, a ideia que eu tinha de que há, indubitavelmente, algo a mudar, para melhor, na PSP.

 

Conversas privadas mantêm-se privadas, e é o que vai acontecer com esta, mas estou convicta de que se todos os comandantes fossem assim, e tivessem esta postura, as coisas andariam ainda mais rapidamente.

 

PSP de proximidade com a comunidade (e vice-versa). É o caminho.

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