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Correr

por jonasnuts, em 20.11.17

Na senda do trabalhinho que tenho feito para me transformar numa pessoa mais saudável faltava a parte do exercício físico.


Inspirada pela minha irmã, decidi experimentar correr. Não é a primeira vez que experimento, mas é a primeira vez desde que parei de fumar, o que deve facilitar um bocadinho.

 

Inscrevi-me na São Silvestre de Lisboa. Portanto...... em 2 meses (um bocadinho menos) tenho de passar de 0km para 10km.

 

Porquê correr?

É uma coisa que depende de mim. Não tenho de me inscrever em ginásios, nem juntar-me a grupos, nem dar contas a terceiros, nem nada. Sou só eu. Se me apetece vou, se não me apetece não vou. Se quero ir mais devagar vou mais devagar, se quero ir mais depressa vou mais depressa. Não tenho de falar com pessoas. Vou a ouvir a minha musiquinha.

 

É barato (julgava eu). A sério......de que é que preciso? umas calças de fato de treino, uma t-shirt, uns ténis e está a andar, certo? Errado. Porque as calças têm de ser num tecido de jeito, e a t-shirt não pode ser de algodão, e preciso de algo para o pescoço e de algo para o cabelo, e preciso duma app e dum plano de treinos, e duma cena que meça o ritmo cardíaco e dum relógio que faça análises a tudo e a um par de botas em tempo real e os ténis....... os ténis são toda uma novela à parte. 

 

Porque têm de ser, obviamente, apropriados para uma pessoa pesada. Preciso de cushioning (sim que já andei a pesquisar), mas não só, preciso de suporte lateral, e preciso de saber se corro com os pés para dentro, se corro com os pés para fora, ou se corro de forma neutra, porque para cada tipo de corrida há ténis diferentes. O problema dos ténis resolveu-se sozinho...... ou melhor, com a ajuda da minha irmã que me ofereceu uns dela, que são praticamente novos e mesmo bons uns Nike Varoma (ou isso é a cena da bimby?) são uns nike qualquer coisa xpto.

 

Tenho um plano de treinos duma app (à borla) que me garante que no dia 30 de Dezembro eu vou correr 10Km em pouco mais do que uma hora (a desgraçada da minha irmã olhou para o tempo e suspirou - que grande seca que eu vou levar), tenho outra app (à borla) que me grava as distâncias e os percursos e os paces e a velocidade e as subidas e o raio que a parta e que quer sempre partilhar aquilo com o mundo. 

 

Essa é outra....... por que raio é que as pessoas partilham nas redes sociais as corridas que fazem? Ou as caminhadas? Não percebo. O que é que me interessa que fulano fez o percurso entre A e B, uma distância de x km, em y tempo, e mais uns pós? Não percebo (não percebo a sério......se quiserem explicar-me, agradeço :)

 

A pulsação cardíaca no final de cada treino é medida à boa maneira de pessoa com dedos e relógio. Dedos no pulso, durante 10 segundos, multiplica por 6. 

 

Onde correr é mais complicado, porque,  no Inverno, escurece cedo e eu não quero levar uma traulitada para me roubarem o telemóvel. Tenho andado pelo paredão de Oeiras, onde há muita gente a fazer de tudo, pelo que quase nunca estou sozinha.

 

Encontro muita informação online, mas pouco adaptada a quem está a começar e não percebe nada do assunto. Ou então, é acessível mas cheira demasiado a publicidade pelo que a credibilidade deixa muito a desejar. Mas se calhar sou eu que sou muito exigente ou não encontrei ainda o blog certo.

 

E, por último, alguém me explique porquê running e não corrida? Para onde me vire, querem vender-me cenas de running, mas ninguém corre :)

 

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De quem terá sido a ideia?

por jonasnuts, em 16.11.17

A sério........ 

 

Quem é que pensou que isto era boa ideia?

E quem é que aprovou a ideia?

 

E quem é que, depois de ver a coisa já feita, achou que continuava a ser uma boa ideia?

 

A sério. Expliquem-me.

 

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Bloqueia-mos*

por jonasnuts, em 15.11.17
A facilidade com que se aprovam leis para que sites sejam bloqueados sem acesso aos tribunais é extraordinária.
 
O poder judicial não se manifestar acerca desta tendência é, em si próprio, muito esclarecedor acerca da capacidade de acção deste poder judicial, muito envelhecido, muito alheado da realidade, muito fechado na sua bolha. A imagem que habitualmente associamos à justiça, duma mulher vendada, todos os dias faz mais sentido, embora pelos motivos errados. A justiça quer-se cega, mas não se quer burra.
 
Junte-se a isso a quase nula vontade (ou competência, ou ambos) do quarto poder em funcionar como fiscalizador.
 
Estamos então à mercê do executivo e do legislador, portanto, estamos à mercê do junta-se a fome à vontade de comer.
 
Estamos lixados. Com F de cama.

 
 
 
 
* Eu sei como é que se escreve bloqueamos e bloqueámos. O hífen está errado, mas é de propósito.

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Ir de moto

por jonasnuts, em 14.11.17

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Estou quase a fazer 6 meses de moto, a conduzir uma média de 1000km/mês, distribuídos pelos dias úteis (é raro andar ao fim-de-semana).

 

Estou a adorar e estou farta de aprender coisas.

 

Por exemplo...... as mulheres são mais espaçosas. As mulheres e os velhos. 

Isto é, numa bicha de carros parados, se há um carro a impedir a passagem da moto, quem vai ao volante em 95% dos casos é uma mulher, ou um velho.

 

Além de mais espaçosas, são cegas e surdas.

Uma pessoa pode estar ali mesmo ao lado, que as senhoras (e os velhos) nem dão por nós, não se afastam, não facilitam, não dão passagem, não porra nenhuma, porque as motos não existem.

 

Se por acaso é um gajo que está a impedir a passagem, quando se apercebe tenta facilitar. Ou é velho, e então não.

 

Os gajos também não são flores que se cheirem, descansem. Os gajos são os que ultrapassam em curvas. 

Os gajos são também os que gostam de tentar aproveitar o cone de aspiração da minha 125.

É uma coisa que me irrita, quando estou ao volante do meu carro, que andem colados à minha traseira. Com o carro é fácil de resolver, cheirinho de travão e está feito. Com moto, o cheirinho de travão fica mais difícil, porque o pára-choques sou eu. Ainda estou a tentar perceber como é que se resolve.

 

Gosto de andar atrás de motos mais potentes, dou-lhes sempre passagem, porque com a barulheira que fazem, são os Moisés do trânsito...... dão umas aceleradelas e é ver os carros a afastar-se, qual Mar Vermelho de sucata. Eu, com a minha 125 não consigo fazer barulho. Tem de haver uma buzina constituída por uma coluna à frente da moto que, quando accionada, solta o rugido duma 1100. Se não há, start-up aí vou eu.

 

O botão da buzina também está num sítio merdoso, pelo menos para uma principiante. Eu buzino. De carro. De mota faço piscas. Tenho de arranjar uma solução, mas só quando a buzina for de jeito, que para o piiiiii pífio que faz, mais vale estar quieta.

 

Conduzir uma moto devia ser uma prova obrigatória para se ter carta de condução de carro. Para os senhores dos carros perceberem.

 

Se soubesse o que sei hoje, não tinha comprado um capacete compacto. Tinha comprado um daqueles em que o maxilar inferior sobe. 

 

Ainda estou a tentar perceber como é que se demora menos de meia hora para colocar os óculos, depois do capacete posto (eu tenho cabelo comprido, e entre o cabelo comprido e a pressão que o capacete faz, a porra da haste fica sempre do lado de fora das orelhas).

 

Também ainda estou para perceber como é que faço para que os óculos (e a viseira) não embaciem, porque o método de deixar uma nesga aberta está a tornar-se complicado à medida que a temperatura baixa. Lá chegarei.

 

Agora com licença que vou à procura de calças de inverno, que já tenho blusão de inverno, mas da cintura para baixo ainda ando cheia de frio :)

 

 

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Segurança Social II

por jonasnuts, em 03.11.17

Final feliz (não é desses) da minha história com a Segurança Social (auto-link).

 

Feliz mas tardio, entenda-se.

 

Para quem não quis seguir o link, a coisa explica-se em três tempos, os senhores enganaram-se e eu, como tinha tratado de tudo online (por mail), achei que a resolução da coisa também teria de passar exclusivamente pelo online e pelo telefone. Recusei-me a ir fisicamente à Segurança Social.

 

Hoje, dois meses depois dos primeiros eventos, ficou sanado o problema.

 

Não me desloquei às instalações da Segurança Social.

 

Claro, deu uma trabalheira, em mails directos, em mails usando o site, em telefonemas. Mas não me desloquei.

 

Obviamente, tive direito a situações caricatas do tipo, pedirem mais informações através duma mensagem de mail proveniente de um no-reply e sem identificarem um endereço de contacto.

 

Sim, tive de reclamar, oficialmente. Sim, tive de telefonar uma catrefada de vezes e, no telefonema, a sugestão dos operadores era sempre a mesma "vá a uma delegação da segurança social". A quantidade de gente que é canalizada do online para o ofline é extraordinária. Devia ser ao contrário.

 

Mas, seja como for, resolvi a coisa e não fui lá.

 

Espero ardentemente poder regressar à minha comunicação tradicional com a Segurança Social, a comunicação unilateral, daqui para lá, todos os meses. 

 

Porque precisar da Segurança Social sem ser para lhes pagar é muitíssimo frustrante e se eu precisasse do que me devem para pagar coisas, estaria lixada com f de cama.

 

É pouco segura, a nossa Segurança Social. 

 

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Fake news

por jonasnuts, em 12.10.17

Não, não vou cascar nos órgãos de comunicação social. Não desta vez, pelo menos.

 

Vou apontar o dedo aos que considero serem os maiores culpados pela propagação de "Fake News". E reparem, "Fake News" é só um nome bonitinho para "mentiras", "aldrabices", "manipulações" e demais menos simpáticas características que a nomenclatura "fake news" pretende dourar.

 

A culpa é do povo.

 

Nestas coisas, nada como dar exemplos. Vamos lá. Em Junho deste ano começa a circular nas redes sociais (vulgo, Facebook, que no Twitter estas coisas ou não entram ou morrem à nascença) uma foto de uns pilares que que sustêm uma ponte que liga as Amoreiras à ponte 25 de Abril. Do ponto de vista estético, aquilo parece, de facto, prestes a entregar a alma ao criador e as legendas que acompanham a foto são anúncios de cataclismos iminentes. 

 

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A coisa toma proporções tais que alguns órgãos de comunicação social, cheirando-lhes, vão atrás, e muito bem. O problema é que vêm de lá com as mãos a abanar. É mesmo assim, os pilares estão de saúde vigorosa e recomendam-se. Não são bonitos, que não são, mas trabalham bem. É ver a notícia do Expresso.

 

Como se sabe, uma mentira tem um alcance 3 vezes superior à do seu contraditório pelo que, se formos a ver, ainda hoje a porcaria do post a anunciar a derrocada do viaduto, e da desgraça dos pilares anda por aí, a ser partilhado.

 

Então e de quem é a culpa disto tudo?

 

Pois que a culpa, com dolo, é de quem publica para querer manipular a opinião pública. Uns gajos que no Facebook se chamam "Portugal Contra a Geringonça" não deviam suscitar dúvidas a ninguém (e não é por serem estes, contra a geringonça, genericamente os anti qualquer coisa, devem ser encarados com uma razoável dose de prudência). 

 

Portanto, em primeiro lugar, a culpa é de quem publica, seja intencionalmente e com dolo seja por ignorância ou precipitação ou qualquer outra razão.

 

Em segundo lugar, a culpa é de toda a gente que clica em "partilhar" como se disso dependesse a sua vida. E da mesma forma que partilham a aldrabice, sem qualquer sentido crítico, recusam-se, porque se recusam, a partilhar o seu contraditório. E, mais, recusam-se a apagar a coisa.

 

Os culpados são aqueles que partilham sem olhar para a data, sem ler os comentários que entretanto se fizeram, parecendo que o assunto é fresquinho e viçoso.

 

Este foi publicado há 3 dias, como se não ser tivesse já falado sobre isto há 4 meses:

FGandra.jpg

 

 

Os culpados são todos aqueles que mesmo depois de avisados mantêm o post porque "é divertido" ou porque "não gosto de apagar comentários dos amigos" ou qualquer outra desculpa idiota do género. 

 

Os culpados são todos aqueles que se recusam, até, ao menos, a editar o post e a informar que se enganaram, ou que é mentira, ou a adicionar o link do contraditório. 

 

FGandra1.jpg

 

 

Não, estas pessoas não querem assumir que se enganaram, ou que se precipitaram, ou que foram enganadas e, por isso, mantêm-se cúmplices da coisa. 

 

E é assim, senhores e senhoras, que as "fake news" se propagam.

 

Porque as pessoas são estúpidas. Têm vergonha de ter sido enganadas, mas não têm vergonha de ser estúpidas.

 

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Identidade e bom senso

por jonasnuts, em 09.10.17

É o tema acerca do qual vou falar hoje, ao fim do dia, no Think Digital do ISEG, a convite da Carolina Afonso.

 

Diz que está esgotado, mas pode ser que haja desistências. É preciso um pré-registo, aqui.

 

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Créditos da foto (que já tem uns aninhos): David Ramalho

 

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Marketing político - Lavando os cestos

por jonasnuts, em 02.10.17

Esta é uma questão que me assalta sempre que decorrem eleições em Portugal.

 

O grau de amadorismo, do ponto de vista da comunicação, da grande maioria das candidaturas. É transversal, da esquerda à direita.

 

Quando falo em comunicação, não me refiro a mupis, panfletos, e demais material de suporte. Ou, pelo menos, não me refiro só. Refiro-me também (sobretudo) a consultores/assessores de imagem, consultores/assessores de dicção e colocação de voz, em alguns casos, os problemas são tão gritantes que bastaria alguém com algum senso comum e sem medo de ser despedido.

 

Há muitos anos, entre uma primeira e uma segunda volta das presidenciais, perguntaram a um grupo de publicitários em que é que os candidatos poderiam melhorar a imagem. A minha mãe, que fazia parte do grupo, recomendou vivamente a Jorge Sampaio que abandonasse os fatos beges e cinzento-claro, que optasse por cores menos mortiças, menos font de teint, gravatas um bocadinho mais exuberantes, sem colidir com a personalidade do candidato. 

As instruções foram acatadas.

 

Eu não estou a dizer que os candidatos tenham de deixar de ser quem são para passarem a apresentar-se de forma que colida com o seu padrão. Estou a dizer que há escolhas que se podem (e devem) fazer dentro de um universo compatível com os candidatos. 

 

Esta devia ser, mais do que uma preocupação dos candidatos, uma preocupação dos partidos. Porque a imagem dos partidos fica obviamente contaminada. Por isso é que a roupa de um candidato deve ser uma, em caso de vitória e deve ser outra, em caso de derrota. O tom dos discursos deve ser ensaiado. O improviso deve ser deixado para as ocasiões em que é mesmo necessário, sobretudo se se tratar de um candidato que não tenha o dom da palavra.

 

Os discursos, os debates, as participações em programas de rádio e de televisão têm de ser ensaiados. Não é um trabalho de preparação que se faça durante a campanha. Tem de começar-se antes, muito antes, na construção de um perfil que, no momento em que se inicia a campanha, já esteja completamente à vontade, já tenha incorporado tudo (as aulas de postura, de colocação de voz, de dicção, de comunicação, de falar em público), e na campanha é apenas preciso um complemento aqui e ali para adaptar às necessidades específicas do combate.

 

Como é que isto não é óbvio para a vasta maioria dos políticos e, sobretudo, dos partidos, é um mistério.

 

Tenho este post para escrever há uns anos (mais ou menos desde o famoso caso (auto-link) do "Oh Luís, fica melhor assim, ou assado?"), mas o que fez com que, finalmente, me decidisse, foi isto:

tlc.jpg

A sério gente........ contratem pessoas independentes (mas não antagónicas), que não tenham nada a ganhar nem a perder, que não tenham receio de vos dizer as verdades e que tenham a capacidade de vos propor uma estratégia que vai muito além de gastar milhões em papel, para ver se ganham o campeonato dos confetti.

 

Eu conheço gente competente na matéria. Call me.

 

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Blue Planet II

por jonasnuts, em 29.09.17

 

BP2.jpg (600×316) (2).jpg

Coming soon, dizem eles.

 

Na minha opinião, not soon enough.

 

Fica o trailer, para adoçar a boca.

 

 

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Women who are changing the world

por jonasnuts, em 28.09.17

women who are changing the world

À boleia do post anterior deixo-vos o link para um site que é um projecto da Time Magazine, que entrevista uma série de mulheres que quebraram e quebram barreiras.

 

Era giro alguém pegar na ideia e adaptar para Portugal.

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