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Cara Lusófona

por jonasnuts, em 25.05.16

Foi com muito gosto que soube que andam a fazer a ronda das escolas secundárias, dando a conhecer os serviços que prestam, no ensino superior, e explicando os cursos, de forma contextualizada, aos alunos do 12º ano, para cada uma das áreas.

A sério que gostei.

 

Achei um bocadinho estranho o material promocional, por ser num suporte "analógico", mas percebi que todas fizeram mais ou menos a mesma coisa.

 

O vosso "folheto" era, de longe, o mais luxuoso. Quadricromia frente e verso, papel com, no mínimo 180gr./M2, pelo menos 4 dobras, um luxo. Vê-se que têm dinheiro para investir. Excelente.

 

lusofona.jpeg

E, no entanto, o meu filho disse-me à cabeça que não queria ir para a Lusófona, pelo que perderam um freguês. E como eu acredito nas críticas construtivas, até vou explicar porquê, quais as razões que ele deu, e que eu subscrevo.

 

O vosso folheto é capaz de funcionar para os finalistas de ciências ou de economia, ou mesmo de letras. Mas, o meu filho escolheu artes. E não escolheu artes por ser mais fácil, ou por achar que teria menos trabalho (quer dizer, também teve a sua importância, mas não foram os principais motivos). O meu filho escolheu artes porque é essa a vocação dele. Desde sempre.

 

E ele explicou-me porque é que a Lusófona não fazia parte da short list das escolhas dele.

 

Mãe, eu estou em artes, é uma área em que me quero especializar. Uma universidade que me apresenta como cartão de visita um folheto cheio de erros, é sinal de que pode ser boa noutras áreas, mas na área do Design, não presta para nada.

 

E que erros são esses, perguntam vocês?

 

lusofona2a.jpg

Estão a ver a imagem bucólico campestre, a da vaca com um casal em que a menina tem um gato ao colo? Pode ser que funcione para potenciais alunos de veterinária mas, para um aluno de artes, aquele intervalo entre o topo dessa imagem e a foto de cima, a das boazonas, aos olhos de um aluno de artes, é um erro.

 

Ainda na mesma montagem de fotos, e voltando à imagem da vaca, se olharem para o alinhamento dessa foto, com as duas fotos dos nerds que estão à esquerda, reparam que há ali um gap, que colide também com a do Humphrey Bogart wannabee.  

 

E, por último, o texto.

 

lusofona2b.jpg

Estão a ver o ponto no i? Não me refiro ao acento, mas ao ponto. Reparem que está por baixo do "e"da palavra "Teu". A curva do ponto podia acompanhar a curva do "e". E não acompanha.

E pronto, o meu filho diz que não confia numa universidade que parece ser tão fraca nas competências que se propõe a ensinar. Não confia.

 

E eu estou com ele.

 

Espero ter ajudado.

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No rescaldo do debate

por jonasnuts, em 25.05.16

Fui convidada a participar, no passado dia 16 de Maio, num debate promovido pelo Bloco de Esquerda, sobre o tema "Pirataria e censura digital".

 

O tema pareceu-me interessante, tenho falado bastante sobre a coisa, havia pluralidade de opinião (não estava só um dos lados) e pareceu-me coisa séria e com potencial de interesse. Decidi aceitar o convite, porque sou assim, uma ingénua disfarçada de fundamentalista, e os meus valores democráticos teimam em vir à tona, depois de um período de desilusão decorrente da experiência anterior. 

 

E lá fui eu.

 

Devo dizer que a capacidade de mobilização da malta da indústria é assinalável. Já tinha dado por isso quando fui ao Prós e Contras e, mais uma vez, na Casa Amarela da Assembleia da República, essa capacidade revelou-se. Ou isso ou andam sempre em manada.

 

Eu gosto de debates. A sério que gosto. Mas debates onde se debata. E onde se ande à batatada. Batatada no bom sentido do termo, onde haja diálogo, e onde se esgrimam argumentos.

 

Também gosto das coisas equilibradas. Por isso estranhei que, na mesa, estivesse o deputado Pedro Filipe Soares, e 4 pessoas. Teria lógica que, havendo 4 lugares, dois fossem ocupados por pessoas a favor do memorando de entendimento, e outros dois por pessoas contra o memorando de entendimento.

 

Mas não....... Estavam 3 pessoas contra o memorando (eu incluída) e uma pessoa a favor do memorando. Chamei a atenção para isso, ao deputado Pedro Filipe Soares, que desvalorizou.

 

O modelo escolhido para o "debate" em causa (com aspas) não proporcionava.....debate. Era por rondas. Cada um falava 5 minutos. Sem direito a contraditório imediato, sem diálogo. Boring.

 

Sempre que havia um início de troca de galhardetes o deputado acalmava a hostes, pondo cobro ao potencial de animação.

 

E pronto, foi isto até ao fim.

 

Não se disse ali nada que não pudesse saber-se consultando os blogs dos intervenientes, ou os sites oficiais das entidades que representavam.

 

Tudo muito estéril.

 

No final, a cereja no topo do bolo, e a demonstração de que, de facto, o Bloco de Esquerda é muito hábil na gestão/manipulação cirúrgica da opinião pública.

 

Na intervenção de conclusão do debate, o deputado Pedro Filipe Soares, encerra tentando agradar a todos.

 

"Há direitos que não estão a ser salvaguardados com esta legislação e com este memorando", diz, agradando a quem está contra o memorando, mas "admite que poderá não ser uma tarefa à qual o partido possa dedicar-se no curto prazo", refere mais à frente, dando a mensagem que a indústria quer ouvir, não se preocupem que não vamos fazer nada.

 

Portanto, estamos contra, mas não vamos fazer nada.

 

Gregos e Troianos. Burros e Ciganos. Cravos e Ferraduras.

 

Entretanto serviu para criar buzz, e piscadelas de olhos no twitter.....

 

fogodevista.jpg

Notícias no Tek, aqui e aqui. Notícia e áudio do "debate", aqui.

 

Não serviu para quase nada, este "debate". E digo quase porque, pela parte que me toca, serviu para confirmar que não sirvo para a política (este tipo de política) e serviu para me vacinar durante mais uns tempos. A ver quanto tempo dura o luto, desta vez.

 

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A porra da vírgula, filho

por jonasnuts, em 25.05.16

A vírgula não existe. Morra a vírgula, morra! Pim!

 

A vírgula que anda nas bocas do mundo, não existe. O que não é mau, porque sendo algo tão pequenino, seria um desperdício, para as bocas do mundo, que mereciam algo mais consistente do que uma pequena vírgula.

 

A história conta-se rapidamente.

 

Houve uma manif dos amarelos (que são a favor da manutenção dos contratos de associação mesmo nos sítios onde haja redundância da oferta). Nessa manif, havia um cartaz, que não tinha vírgula.

 

semvirgula.jpg

Não sei de quem é a foto. Roubei n' O Insurgente.

 

No exacto momento em que isto aparece, o @boloposte (no Twitter, que é onde tudo acontece), faz uma alteração à frase, usando um programa de edição de imagem.

 

comvirgula.jpg

 

E com um comentário que não engana ninguém.

 

Portanto, a vírgula é artificial. Muita gente difundiu a imagem sem contexto, o que fez com que algumas pessoas (eu incluída) achassem que podia ser real. Vá lá.... não seria a primeira vez que aparecia uma calinada num cartaz.

 

Posto isto...... e sendo a vírgula colocada a posteriori, a frase, para pessoas que, como eu, são contra os contratos de associação onde haja redundância da oferta, faz mais sentido com a vírgula do que sem a vírgula. 

 

Em suma, non è vero, è ben trovato.

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A definição de cagufa

por jonasnuts, em 21.05.16

(2) Cabide.jpg

 

Mais informção aqui (auto-link).

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Programa para o próximo fim-de-semana

por jonasnuts, em 17.05.16

(1) Cabide, a revista ao vivo.jpg

 O programa completo, para os dois dias:

 

Índice | Cabide nº4
Teatro da Trindade

Sábado, 21 de Maio
15h30-18h
[Intervalo 17h-17h15]

Editorial
João Pombeiro e Luís Alegre

Kazoo Karaoke
João Mestre e Vasco Martins

Primeiro milhão com a literatura
Afonso Cruz

Os números enganam
David Marçal

O interesse do interesse
Rui Tavares

Repetição e cópia
Carla Hilário Quevedo

Haverá vida para além da cópia?
Ilustração de André Carrilho

A evolução das indústrias
Maria João Nogueira


21h30
Filme escolhido por Pedro Mexia

Domingo, 22 de Maio
15h30-18h00
[Intervalo 17h00-17h15]

Kazoo Karaoke
João Mestre e Vasco Martins

Real Fake
Luís Alegre

As minhas cenas
Kalaf Ângelo

O poder das cópias
José Bragança de Miranda

Haverá vida para além da cópia?
Ilustração de André Carrilho

Entrevista a Francisco Teixeira da Mota
João Pombeiro

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Hoje é dia de debate

por jonasnuts, em 16.05.16

Hoje é dia de ir ao Parlamento.

 

AUDICAO-PUBLICA-PIRATAS.JPG.jpg

Calcei-me em honra do título do debate. 

 

iPhone - Photo 2016-05-16 10_16_19.jpeg (3024×4032).jpg

 

Apareçam às 15h00, na Casa Amarela da Assembleia da República. 

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Cumpre-se a tradição

por jonasnuts, em 10.05.16

Maio 2005 - Jonasnuts.jpg

 

11 anos de Blog e, mais uma vez, voltei a esquecer-me da data certa.

 

Foi na semana passada.

 

Todos os anos é a mesma coisa.

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The crazy ones

por jonasnuts, em 07.05.16

Here's to the crazy ones.

The misfits.

The rebels.

The troublemakers.

The round pegs in the square holes.

The ones who see things differently.

They're not fond of rules, and they have no respect for the status quo.

You can quote them; disagree with them; glorify or vilify them.

About the only thing you can't do is ignore them.

Because they change things.

They push the human race forward.

And while some may see them as the crazy ones, we see genius.

Because the people who are crazy enough to think they can change the world are the ones who do.

 

Este poema (?) é atribuído a uma catrefada de gente. Ao Steve Jobs. Ao Jack Kerouac. Ao John Appleseed

Na realidade, é da autoria de Craig Tanimoto, um publicitário, what else.

Fez parte da campanha da Apple, think different.

 

 

 

 

Gosto muito deste texto. Gostaria ainda mais se tivesse o reverso da medalha. Esta é a parte lírica. Esta é a parte sonhadora. Esqueceram-se de explicar que os crazy ones, para serem crazy ones sempre, têm de estar disponíveis para pagar um preço. E nem sempre é barato.

Experimentem ser os crazy ones num sítio onde isso não é valorizado. Porque os crazy ones são os que identificam problemas com o que "se faz assim desde sempre", são os que têm "ideias malucas que põem em causa o bom funcionamento da máquina", são os que fazem propostas que vão "contra tudo o que esta empresa sempre fez".

 

Os crazy ones são as pessoas que há 10 anos disseram que queriam fazer algo, tendo sido recusado porque era impossível, arriscado, errado, mas que se vai fazer agora, ao triplo do preço, fora de tempo. 

 

Os crazy ones são os que dizem (ou pensam) "eu não disse?".

Os crazy ones são pessoas à frente do seu tempo. Os crazy ones são visionários. Os crazy ones são audaciosos. Os crazy ones são hiper-críticos. Os crazy ones são diferentes. Os crazy ones investem sempre apaixonadamente, quer se trate de mudar o mundo, quer se trate de mudar uma vírgula.

 

Os crazy one são os que se lixam, com f de cama. Quase sempre.

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Game of thrones

por jonasnuts, em 25.04.16

game-of-thrones-s4e5-arya.png (1901×929).jpg

Gosto muito.

 

Comecei pela série. Soube que havia livros. Marchou tudo. Estou à espera do que falta.

 

Mas há já 2 temporadas que não vejo a série, e quando sair o novo livro, não vou comprar.

 

Mais, Game of Thrones mudou a forma como compro livros que constituam capítulos duma história maior. Só compro depois de tudo publicado e terminado. E eu explico porquê.

 

De repente, dei por mim a reunir-me à manada de gente que gritava por novos livros, por novos episódios da série (que é substancialmente mais limitada que os livros, já agora) e que se tornou numa poderosa máquina de marketing da indústria do entretenimento.

 

A expectativa dos fãs é gerida minuciosa e cirurgicamente para acrescentar (muito) valor à pesada máquina de comunicação da série.

 

Não estou interessada em colaborar com a indústria do entretenimento, nem quero ficar refém das estratégias de comunicação das várias marcas envolvidas. Dá-me igual que morra A, B ou C (as mortes de personagens chave fazem parte do esquema).

 

Aguardarei calmamente que sejam publicados todos os livros, que a série acabe (altura em que já será tão diferente dos livros que já pouco terá a ver com a história original) e nessa altura, e só nessa altura, consumirei. Se ainda estiver viva e se ainda me interessar, claro.

 

Não me chateiam os spoilers, nem percebo o drama, porque saber uma coisa, mesmo que importante, não muda em nada a forma como eu experimento quer os livros quer a série. Bring them on.

 

E se o gajo morrer sem escrever tudo, não há qualquer problema, termino a história na minha cabeça, à minha maneira, sem stress, sem dramas e livre.

 

A escolha da imagem para ilustrar este post não é inocente. É a mais "fuck you" que encontrei. É aquela que representa melhor o que sinto em relação à coisa :)

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25 de Abril sempre, fascismo nunca mais

por jonasnuts, em 25.04.16

Para que cá em casa não aconteça o que a Imprensa Falsa preconiza (e ele é irónico, mas neste caso não deve andar muito longe da verdade), já temos programa para logo à noite.

 

Recomendo a pais que queiram mostrar aos teenagers como era, viver em Portugal, antes do 25 de Abril.

 

 

 

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