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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
Jobs disse (em Portugal não diria)

Diz a Isabel Coutinho que uma das frases que Steve Jobs repetiu durante a keynote sobre o iPad foi:

 

"Vê-lo não é a mesma coisa que ter um na mão".

 

E é por estas (e por outras) que eu adoro a língua portuguesa. Em Portugal, Jobs não teria disto esta frase. E é pena. Mas é verdade.

 



publicado por Jonasnuts às 19:00
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A verdadeira questão

Mais importante do que ver o anúncio do Google no intervalo da super bowl (ando tudo com a dita ao pulos por causa do anúncio), a verdadeira pergunta é, porque é que raio o Google decidiu anunciar na televisão?

 

Porque é que nunca tinha anunciado e, agora, anuncia?

 

Essa, meus senhores, é a questão.

 

É que não há fumo sem fogo, nem o Google dá ponto sem nó.



publicado por Jonasnuts às 17:24
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Inocência

Perdi a inocência muito tarde. Imagine-se que, quando soube que na universidade se copiava, fiquei chocadíssima. Tinha 16 anos. Percebem? Era muito inocente.

 

Perdi a inocência muito tarde. Mas quando a perdi, não ficou réstia de nada. Sabem aquelas coisas do amor que se transforma em ódio? É mais ou menos a mesma coisa. Passei de inocente idealista bimba para o extremo oposto. Sou cínica, e duvido sempre da natureza humana. É tudo culpado até prova em contrário.

 

Isto tudo para dizer que não ando impressionada com as notícias, e com as manipulações, e com a liberdade de expressão, e com os clamores de viva a liberdade e marchinhas daqui e marchadelas de acolá. Não acredito em políticos (independentemente da sua cor), não acredito nos órgãos de comunicação social, e não acredito na justiça. Todos têm agenda própria e todos se estão cagando para o povinho.

 

São muito raros os casos em que as pessoas enveredam por um serviço público para servir o  público. Enveredam por onde acham que lhes dá jeito, pessoal, enveredarem. Não querem servir o público ou o povo, querem servir-se a eles próprios em primeiro lugar, os interesses do público ou do povo são muitíssimo secundários. Trabalham para a sua própria agenda ou para a agenda do pastor que os apascenta. Se a coisa correr de feição, andam caladinhos, se a coisa não correr de feição, berram.

 

Portanto, senhores que andam aí a gritar e a berrar, que nem virgens ofendidas, com o estado da nação, calem-se. Vocês não estão a refilar com o estado da nação, estão a refilar por não serem vocês ou os da vossa cor, a estar no poleiro.

 

 



publicado por Jonasnuts às 12:43
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
A importância da língua

A língua a que me refiro, é aquela que falamos portanto, os que vieram aqui à procura doutras línguas e da sua indubitável importância, desenganem-se desde já. Hoje, falo doutras línguas, mais exactamente da nossa, a que partilhamos com mais uma catrefada de gente, e muito bem.

 

Tenho andado à procura de informação sobre um determinado tema. Uma questão que tem a ver com medicina. Uma terapia. Recomendaram-me que aprofundasse o meu conhecimento sobre esta cena, e eu sou muito bem mandada.

 

Encontro tudo o que quero. Muita, muita informação. Mas tudo em português do Brasil. Não me entendam mal, o português do Brasil é tão bom como o português de Portugal, não tenho cá dessas frescuras de achar que o "nosso" é melhor que o "deles". Mas é diferente. Para mim, o português do Brasil tem aquele ritmo meio cantado, um certo meneio, um ritmo nas ancas que vibra na voz do Chico, ou na letra do Jorge Amado. Adoro.

 

Mas, confesso que o ritmo não é o mesmo quando se trata de informação técnica. Estou a ler, imaginemos, a descrição duma terapia, em português do Brasil, e aquela terapia começa a soar-me meio tropical (o que, de certa forma, anima logo), é saborosa. Por outro lado, carece de veracidade. Vão-me desculpar. Racionalmente sei que não é assim. Mas enquanto leio as coisas lá do cognitivo e do raio que os parta, em português do Brasil, parte do meu cérebro, não consegue levar aquilo a sério.

 

O que é pena, porque há muito mais conteúdos de jeito em português do Brasil do que em português de Portugal. Pelo menos sobre este tema.



publicado por Jonasnuts às 23:51
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Silêncios

Ontem almocei no Pabe.

 

Não é local que frequente com assiduidade mas, se a minha memória não me falha, apesar dum ambiente habitualmente discreto, não era um restaurante silencioso. Ok, não era a Portugália da Almirante de Reis, mas também não era um daqueles restaurantes onde se ouve um alfinete a cair.

 

Não sei muito bem porquê, mas ontem, ao almoço, dei por um som ambiente higienicamente sussurrado.

 

Liberdade de imprensa, liberdade de expressão, censura e coiso e tal, mas deixa-me cá baixar o volume da conversa, não vá acontecer comigo o que aconteceu ao outro.

 

Foi esclarecedor, principalmente tendo em conta a profissão da freguesia mais habitual.

 

Mas isto sou eu, que sou cínica :)


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publicado por Jonasnuts às 11:22
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Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
Dia dos namorados

Fevereiro é o mês das efemérides idiotas. Pronto, a bem do politicamente correcto, será melhor dizer que são duas efemérides que não aprecio. O dia dos namorados e o carnaval.

 

O dia dos namorados é mais uma americanada comercial, que apenas serve de pretexto para se gastar mais dinheiro. E o comércio, obviamente, aproveita.

 

Outra coisa que me desagrada é a segmentação. Sabem? Aquela coisa do cor-de-rosa é para meninas e o azul é para meninos. Bonecas e trens de cozinha para as meninas, para eles carros e power rangers. Para elas o kit de enfermeira, para eles o kit de médico. Irrita-me que diminuam as mulheres logo desde cedo. Começam a enfiar-lhes a cassette de que não são tão boas, ou não têm as mesmas capacidades que os homens. E depois admiram-se.

 

E a coisa continua pela vida fora. Os conteúdos para mulheres são sempre relacionados com filhos, culinária, lavores, moda, maquilhagem, decoração. Uma mulher que escreva um artigo de opinião, inteligente e bem escrito é notícia, não pelo conteúdo do que escreveu, mas porque é mulher e, oh, espanto dos espanto, sabe escrever.

 

E isto tudo para chegar à promoção do dias dos namorados da Fnac.

 

Para ele adrenalina, para ela romance, porque nem elas gostam de adrenalina (deve ser coisa difícil de limpar), nem eles gostam de romance e, já se sabe, romance é coisa de gaja, deve ser para promover a auto-satisfação. Para ele um nokia E72 (de €429), para ela um Samsung B5722 (de €229, mas é cor de rosa, para comepnsar), porque, a bem dizer, para que é que elas precisam de equipamento mais robusto e mais funcionalidades num telemóvel? Elas só usam aquilo para a calhandrice e para a coscuvilhice. Para eles um portátil de €700, para elas um de €400. Não vale a pena mais. Afinal aquilo é para o solitaire e para o farmville, com sorte.

 

A diferença de valores, no total dos presentes é esclarecedora. Os presentes para ele custam €2.175.99, para ela custam €1.693.72. Saem mais baratinhas, as senhoras.

 

Odeio que me tratem como se eu fosse atrasada mental.



publicado por Jonasnuts às 10:46
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010
E depois....

.....vai-se a ver, e isto não tem importância absolutamente nenhuma.

 



publicado por Jonasnuts às 13:52
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Abertura do ano judicial

Foi hoje, ao que parece, a cerimónia de abertura do ano judicial. Meteu pompa, circunstância, discursos de pessoas importantes, direito a tempo de antena nos jornais, telejornais, rádio jornais e mais que mais.

 

Coisa de monta, portanto.

 

Muitas declarações sobre o estado da justiça, e sobre a lentidão, e sobre a recuperação da credibilidade e da confiança.

 

Epá, tudo lindo e do melhor.

 

Mas, para o ano, recomendo que façam a coisa de forma mais discreta. Não dêem tanto nas vistas.

 

É que virem falar dos atrasos da justiça, e da pobreza da justiça, e da injustiça da justiça, quando abrem o ano judicial quase no final do primeiro mês do ano, a mim, que dei início à coisa no dia 2, parece-me insultuoso.

 

Muito agradecida.



publicado por Jonasnuts às 21:02
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Dia da memória das vítimas do holocausto

Porque é uma coisa que não tenho pressa nenhuma em explicar ao meu filho (como é que se explica o inexplicável), mas porque, de certeza que o farei.

 

Um dia, quando eu própria perceber.

 

Até lá, importante importante, é não esquecer.

 

Eu, que não sou facilmente impressionável (ou não era), não tenho pedal para as fotos. A sério. Não. Tenho. Pedal.

 

Vão aqui, que está lá tudo mais bem escrito, mais bem explicado, mais bem ilustrado, mais bem documentado. Enfim, mais bem tudo. Este post é só porque não queria deixar de o fazer.



publicado por Jonasnuts às 16:35
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Parece que hoje é dia de mim

Nem sabia que existia tal coisa, até ver uma referência no Twitter (via Twitter do Armando Alves).

 

Parece que hoje é o Communitty Manager Apreciation Day.

 

É fixe que haja um, quanto mais não seja para que as pessoas não franzam o sobrolho quando nomeio a minha profissão. Normalmente deixam de fora a parte das comunidades, e deixam só o gestora :)

 

 

 

 

 



publicado por Jonasnuts às 10:18
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010
Sá Pinto

Não tenho nada a acrescentar ao que já foi escrito sobre o episódio de batatada entre lagartada é, aliás, tema que pouco me interessa.

 

No entanto, em TUDO o que li, era genérica a opinião de que o Sá Pinto é beto.

 

Desculpem lá, mas aquele arzinho engatatão, gabiru, todo bom porque tem olhos claros, não é de beto. É de probrezinho mora longe, beto wannabe. Não me lixem, o homem pode ser muita coisa, mas não é beto.



publicado por Jonasnuts às 22:46
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
O humor português é rápido e certeiro

 

Roubado com todo o descaramento, daqui. Via Twitter do Der_Terrorist

 

Ah, e um post com uma camisola da lagartada não podia terminar sem VIVA O SLB GLORIOSO CLUBE MAIS LINDO DO MUNDO E MAIS ALÉM!



publicado por Jonasnuts às 12:34
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A ACAPOR e os downloads ilegais

Ontem estive vai não vai para escrever sobre isto, mas depois não tive tempo e a coisa passou.

 

Felizmente.

 

O post que eu não escrevi ontem foi escrito hoje. Podem lê-lo aqui.

 

Até foi bom que eu não tivesse conseguido arranjar tempo ontem, assim ficou melhor, mais bem escrito, e sem palavrões (que eu estava a pensar usar :)



publicado por Jonasnuts às 10:33
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Marketing directo

A Fernanda Câncio escreveu sobre este tema um post esclarecedor.Vão lá ler e depois voltem para eu vos explicar como é que se livram desta gente.

 

Há 3 técnicas para nos livrarmos deste tipo de telefonemas incómodos, que aumentam a olhos vistos, ou a ouvidos vistos, no caso:

 

1 - Assim que o interlocutor diz o nome da empresa que representa interrompê-lo com um sorriso nos lábios, dizer que lhe fazemos o favor de não o deixar perder mais tempo, e informamos que trabalhamos na empresa que concorre directamente com a dele. Se me ligam do Clix ou da Zon, eu digo logo, ah, eu trabalho na PT. Não só não me fazem perder mais tempo naquela chamada, como marcam lá na base de dados que eu trabalho na concorrência. Pelo menos aqueles não me voltam a chatear. Ah. Não precisa de ser verdade....podemos dizer que trabalhamos onde quisermos. Se me ligarem do PSD eu digo que escrevo no Corporações. Se me ligarem do PS eu digo que sou empregada do Pacheco Pereira. Simples e eficaz.

 

2 - Assim que o interlocutor diz o nome da empresa que representa nós perguntamos imediatamente: onde é que arranjou este número e quem é que lhe deu autorização para me contactar? Vou fazer queixa à comissão nacional de protecção de dados (CNPD). Normalmente desligam a chamada na hora.

 

3 - Esta é a estratégia que implica mais investimento pessoal, mas é também a mais divertida e que já referi mais amplamente aqui, mas que o vídeo que se segue explica muito bem.  

 

 

 

A sério, para nos livrarmos destas testemunhas de Jeová das novas tecnologias, são estas a 3 hipóteses. Escolham a última, e partilhem as chamadas :)



publicado por Jonasnuts às 11:38
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Burrice blogosférica

Este blog é pessoal e generalista. Não é, definitivamente, um blog político. Mas eu acompanho a blogosfera política (e as outras, já agora), e espantam-me os erros de principiante que cometem algumas pessoas que já deviam saber mais.

 

A blogosfera é debate e opinião. Não debate só quem quer, há casos em que debate quem pode, e quem vai à guerra dá e leva. Mas, para haver debate e troca (mesmo que seja de pancadaria), tem de haver respeito. Não se trocam argumentos com pessoas que não respeitamos. Pelo menos de forma persistente.

 

Estranho muito uma certa blogosfera que se insurge com determinado blog, ou personagem, e que insulta, e que tenta negar, e que desvaloriza e que, ao fazer isto tudo, está pura e simplesmente a amplificar, a difundir e a divulgar o tal blog ou personagem.

 

Isto é generalista, embora eu me tenha inspirado num tema (re)corrente da blogosfera política. É um erro persistente, e eu estranho que pessoas inteligentes caiam nessa armadilha.

 

Há um personagem blogosférico (e não só) de que não gosto, não respeito nem intelectualmente nem de qualquer outra forma. Sei-o uma pessoa desonesta, sem palavra, que escreve (e fala) ao sabor dos seus interesses muito pessoais. Enfim, uma nódoa.

Acham que lhe dou, sequer, um hit para as estatísticas? Acham que contribuo sequer com uma visita para os seus KPIs? Acham que leio o que ele escreve? Para quê? Se não o respeito, porque raio vou ouvir o que ele tem para dizer? Para o contradizer? Não vale a pena, o próprio mete habitualmente os pés pelas mãos, cumprindo competentemente o papel de se contradizer (é a chamada versatilidade vira casacas).

 

Faço o que melhor se pode fazer a este tipo de gente, ignoro-o. Ele não existe.

 

Não percebo a incapacidade da blogosfera, de ignorar as pessoas que não respeita e, pelo contrário, lhes dá mais visibilidade e lhes cria mais forma e consistência.



publicado por Jonasnuts às 10:49
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