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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

No âmbito da minha profissão, contacto muitas vezes com pessoas conhecidas, figuras públicas. Sejam conhecidas por terem talentos especiais sejam conhecidas por serem muito fotografadas, toca-me de tudo.

 

Este contacto tem vindo a confirmar uma ideia antiga; quanto maior é o talento, menor é a arrogância e a prepotência. Mas não cessam de me espantar os exemplos que recebo, quer de pessoas mais talentosas quer de pessoas menos talentosas (e há obviamente excepções dos dois lados).

 

Julgar-se-ia que pessoas com mais reconhecimento seriam mais exigentes ou menos bem educadas. Mas é precisamente o contrário. Quanto mais conhecidas e talentosas, mais resistem a solicitar favores que outros assumem como um direito.

 

Isto tudo porque recebi um mail encaminhado pelo suporte geral. Um cliente que perguntava se podíamos dar alguma assistência na personalização do Blog. Olho para o remetente original e vejo um nome sonante, daqueles com talento reconhecido e, mais, com o qual já há contactos estabelecidos. Esta pessoa já tinha trocado mails comigo, e sabe quais são as minhas funções nos Blogs do SAPO.

 

Respondo ao mail, e digo, então não podias ter-me contactado directamente?

Resposta?

Obrigado pela simpatia, mas não queria incomodar.

 

É uma diferença brutal, em relação às exigências que por vezes nos chegam, de estrelinhas de luz mais fosca.

publicado por jonasnuts
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3 comentários:
De Paulo Quintela a 22 de Abril de 2009 às 16:06
Artigo excelente. Uma coisa é ter obra feita outra é ter nome feito. Para a obra é preciso inteligência, capacidade de reflexão e alguma humildade para não julgar as ideias próprias como o centro do mundo. Para ter nome, basta ter um exército de indigentes mentais interessados na cor da roupa interior ou no numero de tracs que largamos ao acordar depois de uma noite de glamour apimentada com cocaína.


De Knoxville a 22 de Abril de 2009 às 18:24
Partilho completamente a experiência nos últimos tempos. Para a Take, tem sido muito mais fácil chegar a alguns nomes sonantes de Hollywood (Lost, Veronica Mars, Star Wars ou Seinfeld, já lá tivemos um bocadinho de tudo), que aceitam ser entrevistados e parecem tão ou mais interessados do que nós, do que a muitos portugueses que por terem feito filme x ou novela y julgam-se donos e senhores de um estatuto quase divino. Manias...

Cumprimentos,
Miguel Reis.


De PDuarte a 22 de Abril de 2009 às 22:35
há aqui um certo elitismo nas palavras. mas isto sou eu a falar que já não controlo a minha incontinência verbal.


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