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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Queixaram-se de que não escrevia há muito tempo. Para quê escrever se estamos com pouco tempo e outros o fazem tão melhor que nós?

 

Dois posts, dois links, o mesmo tema, tema que me é caro.

 

O primeiro, do Bitaites.

 

O segundo, da Laura Abreu Cravo.

 

Chegámos ao mesmo sítio de diferentes origens, por caminhos distintos. Mas estamos todos no mesmo sítio.

 

Agora.....aflitivo, aflitivo, aflitivo, é o teor de alguns comentários (nos dois posts que link). É que não há mesmo outra palavra para além de aflitivo.

publicado por jonasnuts
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4 comentários:
De pedrocs a 18 de Novembro de 2009 às 22:59
Especialmente aflitivos os que são muito sérios, muito convictos, muito certos de que... estão certos!


De Sérgio Carvalho a 24 de Novembro de 2009 às 19:45
É um não-tema , está-se a fazer uma tempestade num copo de água. No entanto, como tema de discussão é tão divertido como outro qualquer, e gosto de assistir à argumentação.

Posto isto, ouvi no outro dia um argumento interessante. Gostava de ver os defensores dos casamentos homossexuais a justificar porque é que devem estes ser autorizados e a poligamia não (poligamia é crime em Portugal). É que os argumentos usados aplicam-se todos a um caso e a outro...


De jonasnuts a 24 de Novembro de 2009 às 19:51
Essa pergunta tem resposta fácil.

Porque não estamos a debater a poligamia, mas sim o casamento entre pessoa do mesmo sexo.

Quando chegar a vez do tema do casamento poligâmico, ou do casamento entre padres, ou do casamento entre freidas, ou do casamento entre duas botas, debateremos esses temas. Neste momento, o tema a debate, é o casamento entre pessoas do mesmo sexo. As simples as that.

Para mais, junte-lhe a dimensão. Eu conheço muitos casais de pessoas do mesmo sexo que querem casar e não podem, e não conheço nenhum conjunto de pessoas que queira casar entre si. Primeiro saiam do armário, e depois logo se debate o tema, que isto não é só debater e já está, puf, é preciso um trabalho de sensibilização e de mudança das mentalidades que ainda não vi, por parte de movimento a favor do casamento poligâmico.

Pela parte que me toca, nada contra o casamento poligâmico, desde que todos estejam interessados e saibam ao que vão.


De Sérgio Carvalho a 26 de Novembro de 2009 às 14:58
Mas é o mesmo tema, pelo efeito de "slippery slope ". Mesmo que não estejam reunidas as condições para discutir e legalização de casamento poligâmico, a extensão do conceito, justificada por um conjunto de argumentos que podem ser reaproveitados, abre a porta a uma segunda extensão. Isto é incontornável, e invalida a limitação de âmbito.

Repito, achei o argumento um dos primeiros verdadeiramente interessantes nesta discussão. Em termos retóricos é delicioso, e não vi ninguém alguma vez responder-lhe de forma satisfatória. (Lamento Jonas, já me tinham apresentado este teu argumento da limitação de âmbito, em várias versões).

O argumento que falta aqui é a prova da falácia "slippery slope " e é a distinção entre casamento poligâmico e casamento gay que faz com que um deva ser permitido e o outro proibido.


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