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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Já não há paciência para as comissões da assembleia da república. Ó senhores, já toda a gente percebeu o que é que vocês todos querem, e o que é que vocês todos acham.

 

E se dizem que precisam de mais esclarecimentos, é porque são muito burros, porque qualquer pessoa mais atenta já está mais do que esclarecida.

 

Ainda se a AR TV tivesse publicidade, percebia-se, que aquilo deve ser bom para as audiências, mas como não tem, aquelas transmissões são um mero exercício de esgrima política, mal disfarçadas de procura pela verdade. Esgrima de má qualidade, já agora, que muita daquela gente nem falar sabe.

 

Pá....acabem com isso. Os senhores do PSD, se acham que o Sócrates mentiu e que não tem condições, aproveitem a boleia da moção de censura do PC, e ponham-no fora. Não me andem é a dizer que a bem do país se vão abster, e depois andam a fazer a merda que fazem, nas comissões de inquérito.

 

E os restantes senhores, a mesma coisa, mas pelo amor de deus, calem-se, que já ninguém vos pode ouvir, a não ser vós próprios.

 

Começo a querer que isto passe a ser Espanha, para vir de lá o outro mandar-vos calar.

publicado por jonasnuts
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Domingo, 21 de Março de 2010

 

O Henrique Monteiro a acertar na mouche (again).

publicado por jonasnuts
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

O título do post pode ser enganador.

 

Isto por causa da cena hoje, na Assembleia da República, em que alguns deputados se chatearam com os fotógrafos que invadem a sua privacidade (conseguindo fotografar o ecrã do computador que ali têm disponível) e o presidente da Assembleia da República a explicar-lhes que a AR é um espaço público e que os computadores não são privados. A notícia, aqui.

 

 

Cá para mim o Jaime Gama é um infoexcluído. A questão não é o instrumento, é o que se faz com ele (sim, também se aplica aqui, esta máxima). Se o deputado estiver a consultar a sua conta bancária, são dados privados. Se estiver a ver o mail, são dados privados, se estiver a inserir passwords, são dados privados. O computador pode ser um bem público, mas o que se faz com ele pode (e muitas vezes deve) ser privado.

 

E não me venham com a treta do "se está no hemiciclo só pode fazer coisas relacionadas com o que está a ser debatido, quer consultar a conta bancária, que consulte a partir de casa", vivemos nuns tempos em que cada vez mais o horário de expediente deixa de existir, e o social, o profissional, o familiar se entrecruzam. Já não há horas marcadas para as coisas, os telemóveis e a internet trouxeram-nos, também, isso.

 

Aquela coisa de ter um emprego toda a vida, entrar à mesma hora, ir almoçar a casa, regressar e sair a horas certas, já não existe. Com o telemóvel e a internet (e agora, com ambos) estamos disponíveis sempre que tenhamos o telemóvel ligado. Ou achariam bem que um jornalista ligasse a um deputado para lhe fazer uma pergunta e deputado respondesse, lamento imenso mas são 18h05 e já não estou a ser deputado a esta hora. Cairia o Carmo e a Trindade. E com razão.

 

Decidam-se. Não podem ter sol na eira e chuva no nabal.

publicado por jonasnuts
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Isto não é, já se sabe, um blog político ou de política. Aliás, apesar de ter tido uma infância e uma juventude altamente politizadas (como qualquer português nascido na geração de 60), tenho-me vindo a afastar cada vez mais da política. Não falho umas eleições. Desde que tenho idade para votar, vou a todas, exerço o meu direito, mas ultimamente tenho votado em ninguém.

 

Quem me lê sabe também que não sou de floreados e formalismos. Gosto de ir directa ao assunto, perco pouco em discursos de ocasião. Bullshit não faz o meu estilo.

 

E a Assembleia da República faz-me confusão. Não é de agora. Ver aquela gente toda a usar um vocabulário que as pessoas normais não percebem. A brincar às políticas, a esgrimir argumentos que, vê-se logo, não se aguentavam numa discussão entre amigos. Mas usam os floreados todos. Vossa excelência para cá, vossa excelência para, senhor Ministro por quem sois. Nos corredores é pá para cá e pá para lá, são amigalhaços, mas ali, e em público, põem o verniz. Distanciam-se das pessoas normais. Que os elegeram.

 

Já há uns tempos caiu o Carmo e a Trindade porque um deputado disse entre dentes algo que soou a um palavrão. Ó meu Deus.

 

Hoje parece que é o fim do mundo porque um Ministro mimou uns cornos.

 

Escandalizam-se com pouco, as hostes. E pelas razões erradas.

 

Pessoalmente, não quero saber do vocabulário que usam, ou dos gestos que fazem.

 

Na verdade acho mais escandalosas as ajudas de custo, os horários principescos, os motoristas e demais mordomias, as reformas milionárias e a convicção de que serão muito poucos os que estarão ali pelo sentido cívico da coisa, e muitos os que estão ali por causa do tacho.

 

Se se preocupassem com o acessório da linguagem porque o essencial dos actos estava a um nível superior, eu entendia.

 

Mas a verdade é que este tipo de linguagem e gestos estão ao nível do resto.

 

Sinceramente, não entendo o espanto.

publicado por jonasnuts
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
Nunca lá tinha ido, apenas passado à porta.

Fui lá hoje, e entrei. Não interessa fazer o quê, que não é importante para a história.

À entrada tem um detector de metais, como no aeroporto, por onde passamos. Eu levava os bolsos do casaco cheios de quinquilharia, e aquilo não tugiu nem mugiu.

A minha mala e a do portátil foram diligentemente colocadas na passadeira do Raio-X.

Preparo-me para levantar a mercadoria, do lado de dentro, quando se ouve a voz do agente da autoridade que tem por missão olhar para o ecrã do Raio-X. A senhora tem um canivete multiusos. Não era uma pergunta. Era uma afirmação. Estava errada, e corrigi-o prontamente. Não senhor, não tenho um canivete multiusos. Tenho 2 canivetes suíços (um tem tesoura e é pequenino, o outro é grandalhão e tem chave de fendas, e uma série de geringonças que já me safaram (e a terceiros) variadíssimas vezes).

Ficaram provisoriamente confiscados, e a minha identificação foi registada, numa folhita A4 (papel reciclado). Nome completo (com de e com e) e número do BI.

Pensei que estavam despachadas as formalidades e burocracias, mas não.

Mais à frente, teria de deixar um documento de identificação, com fotografia, sem ser o bilhete de identidade, que esse é pessoal e intransmissível. Ora, nestas coisas, costuma usar-se a carta de condução, que, como sabe quem presta mais atenção a este estaminé, ainda não está pronta.

Dilemas, dilemas, sei o que costumo fazer nestes casos, mas trata-se da Assembleia da República. Bom, que se lixe. Sorriram, quando lhes passei o meu cartão de sócia do Sport Lisboa e Benfica, o Glorioso.
publicado por jonasnuts
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