É o meu jogador de ténis favorito. Qual Nadal, qual Federer......
Pelos motivos óbvios :)
Isto tudo a propósito dele ter ganho ao Federer e estar na final não sei de quê (sou uma apreciadora de ténis, como se nota).
Acordar descansada e sem pressas. Lembrar-me de repente que tinha uma reunião às 10h30 e disparar com os preparativos matinais. Sair de casa a abrir, sem me esquecer do cachecol do Glorioso.
Chegar atrasada, de cachecol ao pescoço, para ter uma reunião com um portista bem disposto, sem link porque a notícia não é minha para dar.
Verificar que há muita azia por aí espalhada, receber rosnadelas no elevador, mas também muitos sorrisos cúmplices de reacção ao cachecol.
Ter um presente em cima da secretária, um recorte de jornal com uma foto do Glorioso Campeão (e demorei a descobrir quem tinha deixado o presente).
Uma festa marcada para as 16h30, Benfica Party @ SAPO.
Se o Benfica tivesse perdido o que é que seria diferente? Nada. Trazia o cachecol na mesma.
Benfica SEMPRE.
Esta coisa do Benfiquismo é algo que qualquer bom chefe de família tem de transmitir à descendência. A Mística cultiva-se.
Nessa perspectiva, assim que o jogo acabou, fomos recolher os putos às respectivas progenituras, e ala para o Marquês.
As minhas comichões em relação a levá-los ao football, aqui, não se colocavam, certo?
Não há violência, é tudo do Benfica, não há insultos.....tudo seguro.
Pois, pois.....a parte da violência tudo bem, nada a assinalar, mas em pleno relcado do Marquês, enquanto saltávamos porque senão éramos já não sei o quê, o cânticos mudam de repente.
Pó Caralho, Pó Caralho, Pinto da Costa Pó Caralho.
E eu aflita. Não estava nos meus planos, que eles dessem de caras com palavrões.
Caralho já conheciam, provavelmente. Pinto da Costa, olha, passaram a conhecer.
Primeiro a contextualização.
Não sou católica, nem sequer sou católica não praticante, conceito que sempre me fascinou da mesma forma que me fascinaria se alguém me dissesse que era futebolista não praticante. Não sei muito bem em que é que acredito, não sei sequer se acredito em alguma coisa, mas sei que não acredito, nem nunca acreditei, na Igreja. Criada num ambiente de avós paternos muito católicos (praticantes, lá está), avós maternos que se estavam borrifando, e pais que eram contra, mas em colégios onde a maioria era católica, praticante, lá está.
Sempre convivi bem com a diferença, cada um é como cada qual. Se eu tenho o direito de não acreditar, eles têm o direito de acreditar, no que quiserem.
Na semana passada, a tentar marcar uma reunião com uma pessoa que não conheço, diz-me ela do lado de lá "terça-feira não posso, porque vou acenar ao Papa, sim, eu sou crente, guilty as charged".
E até comentei com ela na altura, que raio é isto dum católico quando afima a sua crença, fazê-lo logo na defensiva? Porque não foi a primeira vez que aconteceu. Que raio de país é este em que nos estamos a transformar, em que as pessoas têm medo, ou receio, ou vergonha de afirmar as suas crenças?
Muito atacados se devem sentir os católicos, para estarem tão à defesa. Não imagino os que são crentes de outras religiões, deve ser pior ainda.
Alguém que diga que é do Islão deve passar as passinhas do Algarve.
Não percebo o crentes, não percebo este folclore todo à volta do papa, não vou gostar de ter a minha vidinha condicionada nos dias em que ele cá estiver, não gosto do posicionamento do estado que mistura alhos com bugalhos e que não percebe o que é um estado laico, mas no meio disto tudo, respeito os católicos. Para eles é uma festa. Que festejem, em paz e sem se sentirem perseguidos, caraças.
A mesma paz que quero para mim, quando logo à noite for festejar o campeonato do Benfica.
Sou Benfiquista. Sempre fui. Antes de nascer já era sócia, depois tiveram de trocar o nome, porque estavam à espera de um João Maria e saí eu, uma Maria João. Portanto, era inevitável.
E isto é uma coisa que se passa aos filhos. Não baptizei o meu filho, ele que escolha a religião que quiser, quando tiver idade para o fazer, enfim, as escolhas, em todos os campos, são dele, mas não no campo desportivo, aí só tem uma opção, e é inapelável e irrevogável, ser Benfiquista não é uma opção, é assim que somos, obrigatoriamente. É de família (embora nem toda a minha família fosse do Benfica, tive uma avó lagarta, mas era a excepção).
Para consolidar o espírito Benfiquista do puto é preciso trabalhar. Fartei-me de lhe dizer que o Benfica tinha sido campeão, mesmo e anos em que isso não aconteceu, quando ele não tinha idade para obter a informação doutra forma :) Neste tema não faço prisioneiros, e uso todos os argumentos. Enfim, sou uma política, desportivamente falando.
Mas, no meio de tanto trabalho, ainda não fiz algo que considerava imprescindível para esta consolidação ou confirmação. O puto ainda não foi à Luz ver um jogo do Glorioso. Não é por falta de tempo, nem de dinheiro, eu até sou sócia, pelo que os preços são mais em conta. O problema é que eu sou Benfiquista mas também sou mãe. E eu sou maluca, mas não sou estúpida.
Não levo o meu filho a ver um jogo de football no estádio. O risco da coisa dar para o torto é cada vez maior, e mesmo que não nos acontecesse nada a nós, a perspectiva de ter uma cena de pancadaria ali ao pé, ao vivo e a cores, não me agrada.
Ah, porque és super protectora, ah porque mais tarde ou mais cedo ele vai ver essas coisas, ah, porque quanto mais cedo ele for confrontado com a realidade melhor.
Uma merda. Sou super protectora sim e até acho que tenho feito nesse campo um trabalho razoável, porque se eu achasse que ver porrada lhe fazia bem deixava-o ver rodos os programas de televisão que ele quer, ou começava a dar-lhe porrada desde cedo, para o ajudar a perceber que a vida é mesmo assim, e que passamos a vida a levar porrada.
Tenho pena, mas enquanto não achar que estão asseguradas as condições de segurança que eu considero mínimas para o meu filho e para mim, não vou à bola.
Isto era um comentário a este post que, quando dei por ele, já era quase maior que o post, pelo que deixou de ser comentário, e passei-o para aqui:
Epá.....mas as mulheres não conduzem pior, de facto, quem conduz muito pior são as galinhas anémonas. Qualquer pessoa que conduza regularmente sabe disso.
O problema Marco é que estás a confundir as mulheres com as galinhas anémonas. As mulheres conduzem bem, não precisam de companhia para ir à casa de banho, não passam, sistematicamente, horas nas compras (sem comprar nada), não são viciadas em revistas cor de rosa, nem suspiram por encontrar um gajo que as sustente para que possam deixar o emprego. Essas são as galinhas anémonas. As mulheres têm namorados, maridos ou gajos, as galinhas anémonas têm esposos. Percebes a diferença?
Tenho a certeza de que, se pensares bem em alguns gajos, também não te identificas com eles. Nós somos é mais honestas, e assumimos que, dentro do género, há muitas nuances. O facto de eu partilhar (salvo seja) uma vagina com um enorme grupo de pessoas (e isto remete também para um dos teus posts anteriores), não é significativo.
Tenho a certeza de que não te identificas com vários tipos de homens, uma vez que a única coisa que têm em comum é a pila (cada um com a sua, espera-se). Não acredito que haja cumplicidade pelo simples facto de todos terem um pirilau (palavra da preferência da minha mãe).
Então, um gajo vota PNR, é racista, xenófobo, dá porrada na mulher, não gosta de ler, conduz como um javardo e fala de forma consistente com a condução, é chico esperto e fura as bichas (salvo seja) só ouve martelos, de preferência aos berros, tem o carro todo shunado mas......porque tem um penduricalho parecido com o teu (mais coisa menos coisa são todos parecidos, não é?) há uma cumplicidade? Bonding?
Não me lixes.
Nós, mulheres (e sim, estou a incluir-me neste grupo de forma muito despudorada) somos mais inteligentes. Sabemos que não é uma anatomia em comum que determina, por omissão, as cumplicidades. Na realidade, é o cérebro que determina a existência, ou não, desse bonding. E claro, as galinhas anémonas não têm cérebro, o que dificulta a tarefa.
O cérebro, e ser-se do Benfica, claro.
E poupem-me as piadinhas do cérebro versus ser-se do Benfica, que é demasiado óbvio, e eu gosto de humor inteligente.
Combinamos assim:
Em dia de jogo do Glorioso Benfica Clube Mais Lindo de todo o Mundo e Mais Além, o senhor muda-se para o SAPO outra vez, ok?
Não faz mal que seja em domínio próprio. O importante é que reveja exactamente quais foram os seus passos de hoje, e repete-os religiosamente.
Combinado?
Bem auspicioso este dia :)
Cumpro sempre o meu dever cívico de Benfiquista. Nas livrarias, na secção de livros que têm a ver com desporto, há sempre livros do Benfica Glorioso Clube Mai Lindo do Universo e mais Além, e depois há outros, que não interessam para nada. E como não interessam para nada, é nosso dever como pais, adultos responsáveis e cidadãos intervenientes, deixar à vista apenas aquilo que interessa.
Livraria por onde eu passe, fica sempre com este aspecto:
São bons alunos, os rapazes. Notou-se, no jogo de hoje.
O SAPO transmite o jogo do Glorioso Benfica, hoje à noite em directo.
Quem ainda não teve tempo de arranjar um MEO, é ver no SAPO.
Mas cuidado, que o Marquês vai atascar outra vez.
O Celso é um dos fundadores do SAPO. É um daqueles carolas que na Universidade de Aveiro teve a ideia de fazer o SAPO. Ainda trabalha no SAPO (ainda está portanto no seu primeiro emprego).
Lembram-se do meu post sobre a transmissão do Benfica-Nápoles e da analogia sobre o Marquês de Pombal?
Ele fez um post, a explicar o que fizemos no Marquês de Pombal, mas sem a analogia. Para quem percebe um bocadinho do assunto, é um post muito interessante.
Gosto particularmente da parte em que ele diz:
"Foi daqueles raros projectos que consegue transformar um elefante como a PT numa startup cheia de gana, motivação e cooperação. Foi lindo."
As convicções sportinguistas do Celso foram abaladas. :)
Antes de mais, que fique claro que, se eu coloco aqui esta tentativa de explicação, for dummies, é porque eu própria precisei que me explicassem, devagarinho, o porquê da coisa. Não achem já que eu venho para aqui escrever, armada em entendida, que sou em algumas coisas, mas não nisto.
Então para começar, e para que não restem quaisquer dúvidas, a Internet atascou porque o BENFICA - GLORIOSO é o melhor, maior, mais belo clube de todo o mundo e mais além. Óbvio.
E foi precisamente por causa disso que a Internet atascou. O SAPO transmitiu o jogo, e o SAPO está obviamente na rede da PT. Mas nem todos os adeptos, simpatizantes, fãs e demais apreciadores do Benfica têm o seu acesso à Internet fornecido pela PT, isso significa que tiveram de aceder à rede da PT para poderem ver o jogo.
Imaginemos que a rede da PT é o Marquês de Pombal, outros fornecedores de acesso à Internet têm uma ligação à rede da PT, que permite aos seus clientes acederem a sites que estão na rede da PT, e vice versa. Estes outros fornecedores de Internet são as avenidas que vão desembocar no Marquês de Pombal. Quem decide o tamanho destas avenidas são essas empresas. Ora, o número de carros que podem entrar no Marquês, vindos de cada uma dessas avenidas, está calculado em função do tráfego normal do dia-a-dia. E para o dia-a-dia o número está bem calculado, e vai funcionando. Passam aqueles carros, e as avenidas que vão dar ao Marquês não entopem.
O que o Benfica e o SAPO fizeram ontem foi criar uma hora de ponta da Internet. No meio do Marquês de Pombal estava uma coisa que toda a gente queria ver, e então toda a gente se pôs a caminho do Marquês.
Os senhores que mandam nas avenidas que vão dar ao Marquês deitaram as mãos à cabeça, e não puderam fazer nada, porque as avenidas não se alargam assim do pé para a mão. E o que aconteceu foi que quem já estava no Marquês (portanto, os clientes da PT) conseguiram ver o que queriam ver.
Os que tentavam chegar ao Marquês pelas avenidas encontravam tudo empancado. E começaram a tentar meter os carros por cima dos passeios, e passar uns por cima dos outros, mas a certa altura, esgotaram definitivamente a capacidade das avenidas. Não dava mesmo mais. Uns ainda estavam suficientemente próximos para irem vendo alguma coisa, mesmo que aos bochechos, interrompidos por um autocarro que passava, ou uma camioneta carregada de qualquer coisa, mas para muitos, o trânsito era tanto que não conseguiram chegar, em tempo útil, ao Marquês.
Ora para piorar a coisa, temos também de contar com as pessoas que querem chegar ao Marquês, mas que não têm uma avenida para o efeito. Refiro-me aos clientes das empresas que não têm uma ligação directa à PT e que, por isso mesmo, têm de enviar os seus clientes por umas estradas alternativas, basicamente as pessoas têm de ir ao estrangeiro, entrar na avenida do tráfego internacional e depois chegarem ao Marquês. Só que a rua que lhes permitiria saírem de Portugal também estava cheia, porque, claro, todos os clientes dessa empresa queriam ir ao Marquês, mesmo que isso os obrigasse a darem uma volta ao bilhar grande. Atascaram. É mesmo capaz de ter havido quem tenha optado por fechar as fronteiras, tal era o pandemónio de gente a querer pirar-se.
Os poucos que não queriam ir ao Marquês (certamente porque estavam a acompanhar o evento de qualquer outra forma) mas que queriam fazer qualquer coisa na internet, encontravam tudo empancado e atascado, porque o trânsito do Marquês chegava a todo o lado, e entupia a cidade toda. Qualquer pessoa que quisesse chegar à rede da PT, por exemplo, aos Blogs do SAPO, apanhava com o trânsito todo, isto tudo porque os Blogs do SAPO estão, tal como o Benfica estava ontem, no Marquês.
Portanto, como podem perceber pelo acima descrito, se não houvesse tanta gente a querer ver o Glorioso, nada disto acontecia. O Benfica é grande. E já agora, para os que estavam a pensar no assunto, a analogia do Marquês não é inocente. Quero ver se durante 2009 lá passo a pé, com a família toda, umas bandeiras à mistura, numa noite feliz.
Mensagem a reter? Senhores das avenidas, em dia de jogo do Benfica, alarguem as avenidas, que todo o trânsito vai dar ao Marquês.
Os senhores geeks que aqui vierem, poupem-me com os bits e os bytes, e os megas e os giga e os mega e o peering. Eu não percebo nada disso. Se acharem que há por ali umas avenidas que precisam de ser corrigidas, façam o favor, muito agradecida.
A gerência deste estabelecimento agradece a consultoria técnica (e a paciência) do Poingg e do pessoal que fui cravando, nos corredores do SAPO, para me ajudarem a perceber a coisa.
O Benfica estava numa jogada de ataque. Há um jogador do Setúbal estendido no chão. O Katsouranis que vê o outro caído no chão, chuta a bola para fora, a fim de que a equipa médica do Setúbal possa entrar em campo e assistir o jogador lesionado.