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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

Só os mais antiguinhos compreenderão. Apesar deste blog estar a banhos, há serviços públicos que têm de ser prestados e é nessa perspectiva que faço este post.

 

Se tem menos de 7 anos na Blogosfera portuguesa (ou mais, mas ando desatento), siga este link, e leia tudo, tudo, tudo.

 

Vem isto a propósito de um post do Carlos Vaz Marques no Facebook. Como é tudo muito melhor do que eu poderia escrever, transcrevo na íntegra (depois de ter pedido autorização, obviamente).

 

"Há muito que não havia notícias dele. O Meu Pipi parece ter perdido a tusa e desapareceu de circulação. Agora, surpreendentemente, mão amiga fez-me chegar a prova de que o Pipi continua vivo e atento. Ao deparar-se na revista The Printed Blog, da empresa Jacaré na Lua, com a utilização de um dos seus textos, terá mantido a troca de correspondência que a seguir se transcreve. Não tive possibilidade de verificar a autenticidade destas mensagens mas o estilo parece não deixar dúvidas: O Meu Pipi anda por aí.

 

 

Exmos. Cabeças de Caralho,  

Posso saber quem é que vos autorizou a publicar um texto meu na vossa revista de merda? Só para eu perceber qual é a peida desrespeitadora dos direitos de autor que o marsapo judicial vai escaqueirar, com o pedagógico objectivo de punir o atrevimento chico-esperto e burlão.  

Sem outro assunto,

Pipi  

 

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Bom dia.  

Meu caro, o que fizemos foi referir o blogue "o meu pipi" numa rubrica que intitulamos de "A Antiguidade é um post", com um dos muitos textos disponíveis em open source na internet. Consideramos que tal procedimento não é passível de qualquer ilegalidade. É a nossa avaliação e de quem nos aconselha jurídicamente.  

Gostaría, ainda assim, de lhe transmitir que este é um projecto que pretende trazer para papel muita da qualidade do que existe na blogosfera, sendo esse blogue em particular uma escolha da Directora da Revista como sendo uma referência e tendo aberto um caminho. É o entendimento dela e o meu, como Publisher da mesma. A nossa intenção foi, obviamente, fazer um elogio ao mesmo, e não a de qualquer tipo de aproveitamento ou burlice (para usar as suas palavras). Não nos foi possível falar consigo a priori, pelo anonimato do mesmo, mas muito gostaríamos de o ter feito.  

É meu desejo que um dia mude a sua opinião, quer sobre nós que a editamos, quer sobre a própria revista.  

Estou ao dispôr para qualquer outra acção ou intenção que deseje prosseguir.  

Melhores cumprimentos,  

Luís Gomes

Jacaré na Lua - Comunicação

 

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"Meu caro"? Mas que tipo de pessoa é que recebe um mail endereçado a cabeças de caralho e responde com "meu caro"? Já vi que temos fanchono. Neste momento, estou com saudades do tempo em que achava que o meu interlocutor era um vigarista. Soubesse eu que se tratava de um rabeta e não me teria incomodado. Para sua ilustração, assinalo os traços mais amaricados do seu estilo, a fim de que futuramente possa moderar essa exuberante panasquice, pelo menos em público. Não tem nada que agradecer.

Primeiro: apresenta-se como Publisher. Desempenhar cargos em estrangeiro é roto. Publique merdas, pá. À homem. Não publishe.

Segundo: tem entendimentos que coincidem com os entendimentos de gajas. Roto.

Terceiro: pretende elogiar um blogue. Roto.

Quarto: deseja que eu mude de opinião sobre si. Extremamente roto.

Quinto: Jacaré na Lua. Julgo que não é preciso dizer nada.

Creio que se trata de um contributo valioso para despaneleirizar a sua existência.

Estimando melhoras,

Pipi"

 

 

Nota pessoal minha: Gosto muito da leitura que o Luís Gomes o "publisher" faz do conceito de Open Source, na frase "com um dos muitos textos disponíveis em open source na internet". Está na Internet? É para roubar. Tudo o que está na internet é open source. Se por acaso o "publisher" por aqui passar, pode serguir este link, para perceber um bocadinho melhor o que é o open source, e já agora, que se instrua um pouco mais, e aprenda sobre o Creative Commons que provavelmente era o que queria dizer, embora o conceito também não se aplique. Tudo isto me parece espectacularmente grave, sobretudo quando se trata de um "publisher" duma publicação chamada "The Printed Blog".Tanta gente tem falado tanto desta revista, e tão bem, que eu estava quase a ultrapassar a minha descrença e incompreensão em relação ao projecto, e a comprar uma. Mas depois disto, e da cena com o Júlio Machado Vaz....... acho que não..

 

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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

 

Gosto de dar, mas não dou a qualquer pessoa. Gosto de, quando dou, saber que estou a dar a quem precisa.

 

Não gosto de dar dinheiro, principalmente porque o dinheiro nunca se sabe muito bem para onde é que vai, e tirando a AMI e pouco mais, não dou dinheiro.

 

Dou regularmente os brinquedos do meu filho e os livros e a roupa (que estejam em condições de ser dados, evidentemente, não dou lixo). Mas estas dádivas, por importantes que sejam, não correspondem necessariamente ao que os miúdos querem.

 

 

No ano passado descobri os Anjinhos. E gostei da ideia. Ajuda muito o facto de "conhecer" e confiar na pessoa que está a promover esta iniciativa (há-de haver mais, mas eu conheço-a a ela). Sim, é uma acção do Exército de Salvação. Sim, chamam-se anjinhos às crianças. Sim, deve ser uma coisa católica e tal. Mas, o conceito agrada-me, porque as crianças têm um nome, uma idade, e um pedido específico.

 

Crianças que não têm presentes de Natal e que pedem aquilo que gostavam de ter (e de caminho também levam com um fato de treino). Quando compramos as coisas sabemos que estamos a comprar exactamente aquilo que aquela criança deseja e que não terá, se não formos nós. São crianças sem presentes de Natal. Tudo isto, misturado com a imagem de excesso de presentes lá em casa, que todos os anos tentamos, debalde, reduzir (este ano é que é, andamos a dizer ao tempo), faz com que eu queira aderir, de novo, a esta acção.

 

No ano passado fi-lo já muito em cima da hora (e atrasei-me e tudo) e "apadrinhei" 4 ou 5 anjinhos. Este ano está mais difícil, acho que não consigo chegar a tantos (e este "tantos" parece tão pouco, face à minha vontade), mas já angariei o meu filho para o processo (eu compro o fato de treino, ele paga o presente), e vou angariar mais pessoal (família e meninos do SAPO). Até já recomendei a coisa via Facebook, imagine-se, eu que quase nunca facebuco, e que acho que nunca usei as recomendações daquela coisa.

 

Enfim, está tudo explicado aqui, ou aqui.

 

Garanto que quando entregamos os presentes, sabendo que eles vão ser, de facto, dados a quem os pediu, nos sentimos muito bem. Este é o presente que vou oferecer a mim própria neste Natal. É, ao contrário do que parece, um presente egoísta.

 

 

(Os mais desconfiados podem ver aqui algumas fotos referentes à acção do ano passado)

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Este blog é pessoal e generalista. Não é, definitivamente, um blog político. Mas eu acompanho a blogosfera política (e as outras, já agora), e espantam-me os erros de principiante que cometem algumas pessoas que já deviam saber mais.

 

A blogosfera é debate e opinião. Não debate só quem quer, há casos em que debate quem pode, e quem vai à guerra dá e leva. Mas, para haver debate e troca (mesmo que seja de pancadaria), tem de haver respeito. Não se trocam argumentos com pessoas que não respeitamos. Pelo menos de forma persistente.

 

Estranho muito uma certa blogosfera que se insurge com determinado blog, ou personagem, e que insulta, e que tenta negar, e que desvaloriza e que, ao fazer isto tudo, está pura e simplesmente a amplificar, a difundir e a divulgar o tal blog ou personagem.

 

Isto é generalista, embora eu me tenha inspirado num tema (re)corrente da blogosfera política. É um erro persistente, e eu estranho que pessoas inteligentes caiam nessa armadilha.

 

Há um personagem blogosférico (e não só) de que não gosto, não respeito nem intelectualmente nem de qualquer outra forma. Sei-o uma pessoa desonesta, sem palavra, que escreve (e fala) ao sabor dos seus interesses muito pessoais. Enfim, uma nódoa.

Acham que lhe dou, sequer, um hit para as estatísticas? Acham que contribuo sequer com uma visita para os seus KPIs? Acham que leio o que ele escreve? Para quê? Se não o respeito, porque raio vou ouvir o que ele tem para dizer? Para o contradizer? Não vale a pena, o próprio mete habitualmente os pés pelas mãos, cumprindo competentemente o papel de se contradizer (é a chamada versatilidade vira casacas).

 

Faço o que melhor se pode fazer a este tipo de gente, ignoro-o. Ele não existe.

 

Não percebo a incapacidade da blogosfera, de ignorar as pessoas que não respeita e, pelo contrário, lhes dá mais visibilidade e lhes cria mais forma e consistência.

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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Quando consumo conteúdos blogosféricos, não procuro notícias. Se eu quiser saber quem é que ganhou os globos de ouro, vou ao site dos globos de ouro. Se eu quiser saber qual foi a magnitude do sismo no Haiti, vou à procura do site da entidade que mede essas merdas.

 

Nos Blogs eu quero opinião. Mesmo que seja lúdica. Ou que me dê a conhecer coisas que a comunicação social tradicional deixa passar.

 

É verdade, eu não uso a comunicação social tradicional para estar informada, uso os Blogs. Mas se estes me começam a dar exactamente o mesmo que os outros....deixam de me ter como consumidora, da mesma forma que os outros deixaram de me ter como leitora, espectadora, ouvinte, etc.

 

Muito agradecida.

 

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Sábado, 17 de Outubro de 2009

Há precisamente 1 ano passei um fim-de-semana Blogosférico algo agitado.

 

De repente, na 6ª feira, uma série de factos concorreram para que, subitamente, grandes alterações em equipas de Blogs me caíssem em cima, salvo seja, fazendo com que o meu telemóvel e mail ficassem congestionados com pedidos, instruções, sugestões, retoques, registos, designs, detalhes, esclarecimentos, fofoquices, pessoal a querer saber quem é que se tinha despedido quem é que tinha sido despedido....e eu calada, a trabalhar para que as coisas ficassem prontas a tempo e horas, e a gosto.

 

Há 1 ano, nascia o Blog Jugular, e o Corta-Fitas tinha uma pequena crise (que mais tarde se veio a revelar ser de crescimento). Equilíbrio político, portanto.

 

Foi um fim-de-semana agitado.

 

Este ano, precisamente na mesma data, precisamente numa 6ª feira (passava já da meia noite, portanto tecnicamente foi na 6ª), também recebi um mail.

 

Que grande fim-de-semana :)  (que se vai estender, na limadela de arestas, pelo início da semana, que eu há coisas que não sei fazer e preciso do resto da equipa :)

 

Digamos que está a ser um fim-de-semana ventoso, mas muito produtivo :)

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Domingo, 27 de Setembro de 2009

Isto quem anda na Blogosfera às vezes dá nisto.

 

Já no tempo do IRC (não é o imposto, e só os mais antiguinhos é que percebem) era a mesma coisa. Mesmo depois de saber os nomes verdadeiros das pessoas, continuava a tratá-las pelo nick. Na Blogosfera é a mesma coisa. Mais coisa menos coisa, vai-se sabendo o nome real da pessoa que escreve no Blog.

 

Mas eu, não sei porquê, continuo a identificá-las pelo nome do Blog. A Sofia, se me telefone e me diz que é a Sofia, eu tenho de procurar na base de dados mental entre as várias Sofias, mas na realidade, Controversa Maresia há só uma.

 

Quem está de fora não percebe.

 

Na sexta-feira uma conversa surreal, com um casal amigo. Vão ao Mundo das Mulheres? Porreiro, vão conhecer a mini-saia e a cocó (cocó é o diminutivo carinhoso com que identifico a autora do Cocó na Fralda).

 

Às vezes gostava de ter dado outro nome a este Blog, ser a Jonas do Jonasnuts é um bocadinho narcisita demais, mas pronto, foi o que saiu na altura, que eu nem sequer queria ter Blog e só por causa do Vida de Casado (lá está, o Luís Luz), é que iniciei esta chafarica.

 

Isto às vezes dá em situações idiotas. Se a mesma pessoa escreve em 2 Blogs diferentes, ela é, para mim, duas pessoas. Foi por isso que andei uns tempos valentes a falar com a autora de um dos Blogs da minha vida (noutro post debruço-me sobre este tema, tentando não cair), sem saber que ela, era ela. Só passado muito tempo é que me caiu a ficha. Tu és a Cat do Blog coiso e tal (sem link porque é para ser sem link)? Sou, pensei que sabias. Burra, não sabia de nada eu, que divido as coisas por Blogs, e não por autores.

 

Sou boa para ler Blogs de esquizofrénicos.


P.S.: E antes que me apareçam aqui a dar na cabeça por causa do comentário à esquizofrenia, sim, eu sei que é uma doença mental, grave e controlável com medicação na maioria dos casos, e que caracterizá-la desta forma pode parecer desrespeitoso, mas não é.

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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Os nomes parecem ter uma enorme importância para as pessoas. Parece que há uns nomes melhores que outros. Mais respeitáveis. Mais sonantes.

 

Blogosfericamente falando, dizem as más línguas que, Blog que é Blog tem de ter 2 nomes.

 

Isso faz com que este Blog se encaixe na Classe C (ou mesmo D) da Blogosfera. Para se ser Classe A (não é o carro, é a separação dos targets por níveis de rendimento), precisa de ter dois nomes. Há excepções, mas a maioria da realeza Blogosférica, principalmente a mais antiguinha, tem 2 nomes.

 

Seja como for, de regresso aos nomes próprios. Existe sempre uma enorme curiosidade em saber quem se esconde por trás de um pseudónimo. Como se o uso de pseudónimo implicasse logo um segredo, ou algo menos próprio, é assim um bocadinho devasso, e, como se sabe, as pessoas gostam sempre de um bocadinho de devassa. Muita não, mas um bocadinho, para apimentar o marasmo do dia-a-dia.

 

E andam atrás. Andava tudo roxo para saber quem é O Meu Pipi (alguns ainda andam). Antes da Ana de Amsterdam ter publicado o seu nome, andava tudo numa de quem é ela, quem é ela, o Jumento é outro que tal, toda a gente quer saber quem é o Jumento, e agora, o mais recente mistério Blogosférico é o Senhor Palomar.

 

Costumo ser bem informada, nestas coisas Blogosféricas, deformação profissional claro, pelo que é com frequência que recebo telefonemas a perguntar coisas daqui e dali, quem é que se vai mudar, o que é que aconteceu naquele fim-de-semana, se ele foi despedido ou se saiu pelo seu pé. Enfim, as tricas Blogosféricas. Ontem, só ontem, recebi 4 contactos (por diferentes meios, curiosamente) de pessoas a perguntarem-me, olha lá ó Jonas, quem é este Senhor Palomar?

 

Não percebem a minha resposta. O Senhor Palomar é o autor do Blog Senhor Palomar. Sim, está bem, mas quem é ele? É o Senhor Palomar. Está bem, mas como é que ele se chama? Palomar, presumo que o senhor seja um aditivo, mais do que nome próprio. Vá lá pá, deixa-te de merdas, quem é ele?

 

E eles não percebem. E eu não percebo.

 

Curiosamente, escrevi um mail ao Senhor Palomar, ontem, antes do dilúvio de contactos detectivescos. Soubesse eu o que sei agora, abstinha-me, que o senhor deve ter a caixa de correio muito cheia de pessoas a querer tirar nabos da púcara.

 

E eu não percebo esta ânsia de se querer saber os nomes por trás dos nicks. É para quê? Para poderem dizer que sempre tinham suspeitado de que tinha de ser fulano ou sicrano? Para saber, depois de arquivarem e catalogarem a pessoa, se podem gostar ou se devem odiar?

 

 

Custa-lhes muito escrever Senhor Palomar?

 

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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Este vai ser compridinho.

 

Sempre gostei de me vestir à vontade. Calças de ganga, ténis, t-shirt ou sweat-shirt, e está a andar (a roupa interior não é relevante para o tema).

 

Acredito vivamente que a forma como a pessoa se veste não determina a sua competência, mas acredito em igual medida que os portugueses não pensam da mesma maneira. Se pensassem da mesma forma, a gravata teria sido abolida há muito, e este é só um dos exemplos de coisas que vestimos por causa das convenções sociais.

 

Quando comecei a trabalhar em publicidade, não sabia muito bem qual das áreas deveria seguir. Sabia que não queria ser copy, e que não podia ser visualizadora, mas tinha em aberto o contacto, a produção, o tráfego e a média. Tráfego e média estavam excluídos à partida, que eu preciso de coisas diferentes. Portanto, ou contacto ou produção. O contacto trata de fazer a ponte entre a agência e os clientes, o produtor trata de fazer a ponte entre a agência e os fornecedores. Confesso que tive dúvidas, cada trabalho tem as suas vantagens e desvantagens. O que acabou por me fazer optar pela produção foi o dress code. Para ser contacto eu teria de andar sempre empiriquitada, para ser produtora eu podia andar mais à balda. Baldas foi.

 

Isto tudo para chegar onde?

 

Se eu quero ter uma profissão que implica representar a empresa/instituição/organismo junto dos seus clientes/utentes, tenho de ter, à partida, algum discernimento em relação ao que posso e devo fazer para que essa representação seja positiva. E isso inclui o que visto. Não há liberdade, na medida em que as convenções não o permitem. 90% dos meus sapatos são ténis (sapatilhas para quem está mais a norte, embora eu já não faça ballet), mas em dia de reunião com parceiros, ou se vou representar a empresa num evento, penso duas vezes no que visto.  E tento vestir-me de acordo com as circunstâncias, mesmo que isso implique não ir de ténis ou de calças de ganga.

 

Claro que é tudo muito subjectivo, e aquilo que para mim é razoável, para o parceiro do lado pode ser intolerável, mas há os limites básicos do senso comum. É frequente entrar num elevador do meu local de trabalho, e sair de lá a cheirar ao "Opium" da drogaria do Sr. Mendes, porque alguém decidiu tomar banho naquilo e empestar tudo à sua volta. É corriqueiro ficar com dores de cabeça, só de me aproximar de algumas das pessoas com quem partilho o espaço de trabalho, tal é a quantidade de perfume que carregam. O contrário também acontece, às vezes paira um cheirinho a suor requentado que não se aguenta. Fazer o quê? Incluir na lista dos deveres dos trabalhadores o banho matinal?

 

Chateia-me que haja códigos que impõem determinadas regras de vestuário, mas chateia-me ainda mais que sejam precisos esses códigos. Estamos a perder o senso comum e o discernimento. Liberdade? Sem dúvida. Sempre. Mas liberdade significa anarquia? E a liberdade dos empregadores? Não estão no direito de não quererem ser representados por pessoas que não correspondem à imagem que pretendem transmitir?

 

E, convenhamos, a blogosfera masculina incendiou-se com a coisa, porque imaginava a Scarlett Johansson atrás do balcão da loja do cidadão. Se tivessem imaginado antes a D. Miquelina, mãe de 3 filhos, avó de 4 netos, a seguir pela enésima vez a dieta milagrosa da seiva da vida para perder em 3 semanas os 25Kg que tem a mais, se calhar não se incendiava tanto. Vá, acendia um fósforo.

 

 

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Vejo hoje no 100nada um apelo. É credível (ou não estaria no 100nada), pelo que quero colaborar.

 

Alguém com Blog no SAPO me pega nisto e põe num post para eu poder destacar?

 

É que eu estou limitada, há uma regra fundamental e inquebrável nos destaques, que proíbe que este Blog alguma vez seja destacado no SAPO (sim, a regra é minha), pelo que não posso ser eu a chegar-me à frente. Digam qualquer coisa aqui nos comentários. Muito agradecida.

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

O Patriarca de Lisboa para a Blogosfera política.

O Steve Jobs meter baixa, para a Blogosfera geek.

Os ajustes directos para ambas.

 

 

Só falta furar uma maminha silicónica da Floribela e cair o cabelo dos Tokio Hotel para ser o desacato total.

 

Eu prometo que aviso, se for o caso.

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Como sempre, a blogosfera geek antecipou-se.

 

Querem saber de ajustes directos, querem?

 

Sigam lá este link.

 

Digam lá se não há vantagens em ter aqui uma caramela que acompanha as várias Blogosferas?

 

Assim que houver novidades sobre as maminhas da Floribela ou sobre o penteado dos Tokio Hotel, eu aviso.

 

Via Software Livre

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Andamos no Blog do Pedro Rolo Duarte à procura de receitas da Bimby.

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Foto daqui.

 

 

Na Bélgica há um sururu blogosférico por causa da empregada de um bar (e blogueira) de Nova Iorque ter sido despedida, alegadamente a pedido do "prejudicado" belga.

 

O prejudicado é o Ministro da Defesa Belga, que numa tarde copos em Nova Iorque cometeu algumas inconfidências (bem como o seu séquito). Foi tudo parar ao Blog.

 

A história toda pode ser lida aqui.

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

escrevi sobre isso, no sítio certo, mas a tag cloud dos Blogs do SAPO hoje, reflecte ainda melhor o impacto das eleições americanas na Blogosfera portuguesa, de que o Blogs do SAPO são uma parte representativa.

 

 

Tendo em conta que esta tag cloud, normalmente não passa do mesmo marasmo da "vida", "pensamentos", "blogs" e demais sucedâneos, estou entusiasmadíssima :)

 

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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Ou há mais Blogs portugueses a cobrir as eleições americanas do que houve blogs portugueses a cobrir as ultimas eleições portuguesas?

 

Imagine-se que até António Costa, o tal do submundo, está a fazê-lo, no Abrupto.

(Via Cachimbo de Magritte)

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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

Um submundo novo, com regulação.

 

Quando alguém não compreende algo, em vez de se debruçar sobre o tema, para poder ter uma opinião baseada no conhecimento, opta muitas vezes por tentar impedir a coisa ou, como se diz em linguagem burocrática, regulá-la, impor-lhes regras que nada mais são do que areia na engrenagem.

 

Sei que esse dia chegará, à Blogosfera, na medida em que começa a tornar-se perceptível para os mais desatentos o poder que esta gera, e os incómodos que despoleta. O volume de autores torna impossível a utilização dos métodos habituais, trata-se de centenas de autores que não dependem do ordenado duma entidade patronal, não respondem aos critérios editoriais de um órgão de comunicação social tradicional, nem são obrigados s subjugar-se à hidden agenda (às vezes not so hidden) de um chefe de redacção. São pessoas que, livremente, escrevem o que pensam. É difícil controlá-las, e se conseguirem controlar uma, aparecem logo mais 10, são piores que cogumelos.

 

Sei também que a Blogosfera está cheia de criativos, com maiores ou menores conhecimentos técnicos mas que encontrarão, pelo menos para os tempos mais próximos, uma alternativa. Respeitarão a lei, mas as leis são contornáveis. É possível cumprir a lei, sem a respeitar :)

 

Isto tudo a propósito de um post que vi na Barbearia do Senhor Luís. Está lá mais ou menos tudo.

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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

O Bitaites já disse tudo o que havia para dizer, assumo a constipação, mas explico.

 

Não vi a quadratura do círculo quando foi emitido, vi mais tarde, online. Num blog, para ser mais precisa. E chateou-me, pessoalmente. Senti-me atingida, quer pelo que disse o António Costa quer pelo que disse o Pacheco Pereira. Obviamente que têm o direito a ter a opinião que têm, mas podiam ser mais inteligentes na escolha das palavras.

 

Num exercício de cálculo que me pediram para fazer, durante o fim-de-semana, e baseando-me nos dados estatísticos de que disponho, calcule-se a dimensão da Blogosfera Portuguesa. Eu aponto para qualquer coisa à volta de 700.000 blogs, no total, e se estiver muito errada, é para baixo, e não para cima. Vamos acreditar nas médias mais pessimistas, e assumamos que deste bolo, apenas 40% estão activos, estamos a falar de 280.000 blogs.

 

 

É muita gente.

 

O problema é que o 1% de Pacheco Pereira é apenas e só, isso mesmo, o 1% do Pacheco Pereira. A forma como ele disse a coisa, chamando lixo aos restantes 99%, é que me lixou.

 

Eu tenho o meu 1%, o Joaquim terá o seu 1%, a Manuela o seu 1%, já que não conheço ninguém que consuma, todos os Blogs, é normal que haja uma selecção. A diferença é que os que não estão no meu 1%, não são lixo. São Blogs que eu não consumo, ou até de que não gosto, mas isso não faz deles lixo.

 

Ontem o Miguel Esteves Cardoso foi entrevistado pelo Carlos Vaz Marques, no Pessoal &Transmissível. Falou-se em Blogs e em Blogosfera. E o Miguel, percentualmente falando, foi muito mais arrasador que o Pacheco Pereira. O Miguel falou em 100 Blogs muito bons. Isso dá menos que 1% se formos a ver as contas ali de cima. Mas a forma como disse a coisa fez toda a diferença. Vale a pena ouvir o podcast, aqui (é o último ficheiro da página, vá-se lá saber porquê), mas para os que não tiverem pachorra, eu transcrevi a parte referente aos Blogs.

 

Aqui )

 

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

...é o que me atrai nela.

 

Por isso aquela minha ideia das várias Blogosferas.

 

Esta semana tem sido, para mim, animada pelas mamas da Rititi e pela vagina da Fernanda.

 

Com igual prazer, dos dois lados.

publicado por jonasnuts
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Agora que o Technorati publica o seu (agora parece que é anual) Estado da Blogosfera, já sei que serão alguns os meios de comunicação social a pegarem no tema, e nos números astronómicos ali expostos e farão umas peças "giras", porque é moderno e é fashion, falar de Blogs (sim, ainda é).

 

E, aposto, vão falar dos blogs do costume, e vão resumir e reduzir a blogosfera portuguesa à blogosfera mais mediática, porque a outra, nem a conhecem, não sabem da sua existência. A fatia grande da Blogosfera portuguesa passa por baixo do radar da maioria das pessoas, mesmo (sobretudo) às que já andam nestas lides de Blogs há mais tempo.

 

Vão falar dos rendimentos que os Blogs podem proporcionar. Imagine-se, sentado à sua secretária, em sua casa, e a poder ganhar, com o seu Blog, milhares de euros por mês. Vão-se esquecer (se é que sabem), que em Portugal não conheço ninguém a viver exclusivamente do seu Blog (e pode ser que haja um ou dois, mas são uma minoria clara), não há Blogs profissionais, em Portugal.

 

As empresas cada vez mais querem encarar a Blogosfera como um meio de comunicarem com os seus utilizadores, clientes, etc., é legítimo, mas esbarram no amadorismo da coisa. Não só amadorismo do ponto de vista de quem lhes gera a comunicação (o que não faltam são exemplos atabalhoados de empresas a entrarem mal, na blogosfera), amadorismo também de quem tem Blogs. E por amadorismo, neste segundo caso, não se entenda como depreciativo. É amadorismo porque são amadores, os Blogs são um Hobby, e nessa perspectiva não podem ser considerados um meio. Os Blogs profissionais raramente são trabalho de uma pessoa só. A partir de um determinado momento passam a ter uma equipa editorial.

 

Não há disso em Portugal. Se eu, enquanto empresa quiser convidar autores de Blogs para estarem presentes numa conferência de imprensa esbarro, habitualmente, nos horários de trabalho. As conferências de imprensa são durante o horário de expediente. Ou se trata de um Blog profissional, ou dificilmente poderá comparecer.

 

Mas, voltando ao estado da Blogosfera, do Technorati, vai dar para uns artigos de jornal, quiçá uma ou outra peça de reportagem, sobre os Blogs, convidarão naturalmente Moita Flores para dar a sua opinião, e pronto. Não vão saber que os hábitos dos americanos são muito diferentes dos nossos e que, mesmo na Europa, os hábitos são muito díspares.

 

E os "estudos" que se fazem sobre Blogs em Portugal pecam pela falta de seriedade, ou de conhecimentos, ou de ambos. Posso estar enganada, mas não conheço nada de jeito ou minimamente fiável e actual. Alguém sabe?

publicado por jonasnuts
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Sábado, 2 de Agosto de 2008

Mais uma razão para se gostar do Firefox.

 

Desde ontem que todos os Blogs do mundo que tenham o script do Sitemeter, dão erro, quando visitados usando o Internet Explorer.

 

Tendo em conta que em Portugal, o mais popular sistema de ranking de Blogs se baseia em sitemeter, acho que este problema vai animar a Blogosfera Portuguesa.

 

 

 

 

publicado por jonasnuts
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Dizer NÃO à taxa
pesquisar neste blog
 
Os links do #PL118

Link directo

para o post onde estão reunidos todos os links sobre o que se vai escrevendo sobre o #pl118.
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Comentários
Eu sei que não é novidade, até fiz um link para um...
Caro jonasnuts, isto não é nada de novo. Comentári...
Viva,Miguel Carretas:- direcção da Agecop- directo...
Não há qualquer culpa associada ao PL118. Presume-...
Com que então o senhor Carlos Zorrinho diz que o P...
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