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Domingo, 29 de Maio de 2011

Sou uma pessoa muito informal. Sou anormalmente informal, quer na minha vida pessoal, quer na minha vida profissional, que felizmente trabalho num sítio onde são permitidos estes informalismos (não confundir com bandalheira).

 

Mas, mesmo numa empresa informal, a minha informalidade é acima da média. Tão acima da média que quem passa e vê uma reunião dos Blogs do SAPO, acha melhor fotografar a coisa. Desta vez foi a Helena (que é a a Presidente do SAPO).

 

E sim, isto é mesmo uma reunião dos Blogs do SAPO.

 

 

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Para os mais curiosos e porque obtive autorização da autora desta mensagem para o fazer, a empresa que me contactou, na pessoa da Ana, foi a Lelo, uma marca sueca de produtos eróticos de luxo. Para os mais curiosos ainda, o produto específico que me foi sugerido, foi o MIA.

 

Aprendam como se faz, anunciantes portugueses.

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Estava prometido, e uma vez que eu guardo todos os mails de mil novecentos e carqueja, foi fácil encontrar.

 

Portanto, aqui ficam umas dicas de como podem ser feitas as coisas correctamente, caso se pretenda apresentar uma proposta de parceria publicitária (ou de reviews) a um Blog.

 

1 - Usar um endereço de mail com o domínio da marca que diz representar (é o caso do exemplo ali de baixo, apenas está omitido porque eu nestas coisas sou do tipo de preservar a identidade de quem me contacta).

2 - Use português correcto e simples.

3 - Identifique-se, não só com o nome, mas inclua outra referências que permitam melhor conhecer quem faz a proposta. A reputação de quem pede é tão importante como a reputação de quem recebe o pedido.

4 - Diga ao que vai sem grandes floreados.

5 - Seja honesto, siga o Blog da pessoa a quem pretende propor a parceria, e personalize o pedido mostrando que é leitor.

6 - Faça uma sugestão de produto a experimentar, mas deixe em aberto outros produtos da mesma gama (inclua material informativo acerca da gama).

7 - Deixe claro que aquilo que pretende é uma review depois da experimentação.

8 - Não indique orientação da review. Uma review é uma opinião, para ser verdadeira (e, portanto, eficaz), não pode ser previamente condicionada.

9 - Seja cordial e coloque-se à disposição para mais esclarecimentos se necessário.

 

Este foi o ÚNICO caso, até hoje, e em mais de 6 anos de Blog, ao qual respondi sinceramente, e até dei umas dicas de outros blogs que poderiam ser interessantes. Não fiz o post e expliquei porque é que não o fazia, e mesmo assim a empresa em causa afirmou manter a oferta. Não digo que seja necessário ir tão longe. Acho perfeitamente legítimo que apenas se forneça o produto/serviço a quem à partida se comprometa a escrever sobre ele, mas parece-me que esta empresa (ou esta representante da empresa) é muito à frente.

 

 

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Tendo em conta os comentários que me têm chegado (por diferentes vias), achei que seria interessante exemplificar boas e más práticas de propostas de parceria. Começo pela negativa (que é a mais frequente, sendo que de propostas positivas só tenho um exemplo, fica para o post a seguir).

 

Então, aqui ficam algumas recomendações acerca do que NÃO fazer, se está a pensar entrar em contacto com um Blog (ou com um conjunto de Blogs) com uma proposta de parceria:

 

1 - Não use um mail @hotmail (ou @gmail, etc...). Use um endereço de mail que confira credibilidade à sua proposta.

2 - Use português correcto, quer na ortografia, quer na dactilografia, quer na construção.

3 - Não lamba as botas do autor (ou autora) do Blog, chamando-lhe representativo da blogosfera portuguesa" (embora, em alguns casos, isso possa funcionar).

4 - Não misture alhos com bugalhos. Um blog é um Blog, uma conta de twiter é uma conta de Twitter.

5 - Não diga ao autor do Blog que pode tornar-se fã do produto (que ainda não foi lançado) na página do Facebook.

6 - Não ofereçam coisas "muito giras" que nada têm a ver com o produto.

7 - Não sejam vocês a definir as regras da experimentação do produto/serviço.

8 - Não digam NUNCA o que é que o blogger tem de escrever no post. Coisas do género "a ideia é que escreva um post no seu Blog a explicar a sua experiência e a recomendar aos seus leitores que visitem a página X" são absolutamente proibidas.

 

Aqui vai um exemplo, real e verídico, que recebi há relativamente pouco tempo:

 

 

E teve direito a segunda mensagem e tudo, apesar de eu não ter respondido à primeira. Assina a mesma pessoa, o mail remetente é diferente (mas o erro persiste):

 

 

 

 

 

Acho que estes dois exemplos, são muito bons quanto ao que NÃO se deve fazer. Já de seguida, assim que encontrar o mail da proposta boa, publico-a aqui.

publicado por jonasnuts
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Estou aqui no início do post e já estou a pensar que isto vai dar um lençol. Não sei. Talvez.

 

Acho, desde sempre, que os anunciantes em geral e as agências de publicidade em particular ainda não sabem explorar devidamente o potencial da publicidade online. Salvo raras e honrosas excepções, tratam o online como tratam os outros meios. Imprensa (um banner fixo) ou televisão (um banner animado). Sabem vender volume, mas não sabem vender especificidade. Interessa-lhes que os banners sejam "vistos" muitos milhares de vezes, mas preocupam-se pouco com a eficácia real das campanhas, sobretudo porque nos outros meios, não têm como medir essa eficácia, descartam essa medição neste meio, deitando à rua aquela que é uma das (muitas) enormes vantagens deste meio de comunicação.

 

Mas se isto é verdade no online em geral, é ainda mais escandalosamente verdade no que diz respeito aos Blogs. Quando falamos em Blogs, assim, no geral, eu compreendo que os anunciantes e as agências desconfiem. Afinal de contas, debaixo do chapéu de chuva da palavra "Blogs" cabe de tudo.... muita coisa boa, muita coisa má, muita coisa péssima.

 

Há quem se aperceba do potencial, e tente fazer publicidade em blogs, mas usam os métodos antigos. Espetar com um banner num blog, mesmo que seja um banner duma campanha que possa ter interesse para os visitantes desse Blog, não é mau, mas podem ir muito mais longe.

 

Os Blogs criam empatia com os seus leitores (os bons, pelo menos). Interagem, respondem pedem ajuda. Uma recomendação sincera num blog, vale muito mais do que uma campanha de banners.

 

Por exemplo; mais depressa compro uma Actifry por causa deste post, do que por causa de qualquer banner ou folheto que me passe à frente dos olhos. Porquê? Porque não é a marca que está a louvar as características do produto, é um utilizador, é um de "nós". É alguém que tem reputação online. Sim, que esta coisa da reputação é importante. As marcas que criam fake blogs de consumidores fantasma, que só escrevem dois ou três posts a dizer bem de um determinado produto estão a dar tiros nos pés, estão a chamar burros aos consumidores. E ninguém gosta de ser tomado por burro, nem mesmo os burros.

 

O Pedro não recebeu um tusto para escrever aquele post. Fê-lo porque lhe apeteceu e porque achou útil. É aliás frequente ver no Blog dele reviews sobre produtos vários, assim de repente e sem ir ver, lembro-me de aspiradores, da Bimby, de brinquedos sexuais, duma catrefada de equipamento tecnológico de que não pesquei um boi, enfim, para todos os gostos. Ora, o Pedro não recebeu nada, mas podia (e devia) ter recebido. Os senhores da Actifry, se fossem espertos, tinham-lhe oferecido qualquer coisa. Vales para outros produtos da marca, sei lá, qualquer coisa. Mais, se fossem realmente espertos, teriam incorporado uma série de Blogs numa campanha, oferecendo o seu produto a vários Bloggers, pedindo como contrapartida um post sobre o produto. Um post a relatar com honestidade a experiência de utilização. Não me refiro a um post com a cópia do press release, que isso não serve de nada. Claro que só pode fazer isto quem tenha confiança na qualidade do seu produto, e quem tiver inteligência e capacidade para se aguentar à bronca, no caso de num post, serem escritas coisas menos positivas. É isso que confere veracidade à coisa. A experiência total, com os pontos positivos e com os pontos negativos.

 

Dá trabalho, planear uma campanha que inclua este meio? Dá. Muito. Porque não basta chegar aos Blogs e fazer uma pesquisa, e ver quem é que fala de cozinhados, para se tentar vender fritadeiras. É preciso conhecer. Saber quem são as pessoas. Saber se são honestas. Não se vai lá pelos números de tiragem, ou pela classificação dos targets. Não é uma ciência exacta. E é isso que trama os anunciantes, habituados a fazer cruzinhas num papelucho, quando planeiam a compra de media duma determinada campanha.

 

Querem uma dica? A Cocó fez uma pergunta no Blog dela. Pediu por feedback acerca de Cavitação (tive de ir ver o que era :). Alguém duma das clínicas onde se faz essa coisa da cavitação já a deveria ter contactado, no sentido de lhe explicar em que é que consiste a coisa, como é que funciona, e a oferecer-lhe um tratamento completo, de forma a que ela pudesse relatar no Blog a sua experiência (boa, má, assim-assim). Mais.... para ser em grande, ainda faziam uns pacotes especiais Cocó na Fralda, para que a Cocó pudesse, no final do seu "tratamento" e caso recomendasse, oferecer a algumas leitoras. Quanto é que isto custava efectivamente à clínica? Peanuts. Publicidade, da boa, baseada na utilização do produto/serviço, praticamente à borla.

 

Eu sei que a minha área de trabalho faz com que eu esteja mais desperta para estas coisas do que o comum dos mortais. Acresce a isto que trabalhei muitos anos em publicidade, mas a verdade é que isto é uma conclusão a que qualquer pessoa com dois dedos de testa chega.

 

Há assim tanta falta de gente com dois dedos de testa?

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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Esta é uma dúvida antiga. É muito frequente perguntarem-me, quantos Blogs existem no SAPO, e eu respondo, correcção, primeiro vou ver, e depois respondo, que eu não sei essas coisas de cor. A pergunta que surge inevitavelmente a seguir é, quantos estão activos?

 

E é aqui que eu começo a devolver perguntas. E a sério, eu faço mesmo as perguntas, porque não sei. Tenho uma opinião, claro, mas não tenho certezas.

 

O que é um Blog activo? É um blog actualizado pelo seu autor? É um blog que apesar de não ser actualizado, continua a receber visitas, muitas vezes, comentários?

 

A sério. As novas tecnologias e as redes sociais introduziram uma série de dúvidas, as coisas já não são só a branco e preto. Um blog não é constituído apenas pelo seu autor (ou autores, no caso de blogs de comunidade). Um blog é constituído por várias partes. Os seus autores, sem dúvida, mas também os seus visitantes e ainda os seus comentadores (no caso do blog permitir comentários).

 

Só se todas estas partes estiverem ausentes é que o Blog pode ser considerado inactivo e, mesmo inactivo, deve apagar-se? O Blog duma pessoa que morreu, apaga-se?

 

Na minha opinião, não.

 

Um blog, para mim, está activo enquanto tiver visitas, mesmo que o seu autor já o tenha abandonado há muito.

 

Vou dar-vos um exemplo. Um dos meus blogs favoritos, que revisito de vez em quando, não é actualizado desde 2003. Sim, há mais de 7 anos que o seu autor não escreve porra nenhuma e, no entanto, continua a ser excelente. Continua a receber as minhas visitas (e as de mais pessoas, estou certa). Está activo? Está :)

 

Esta é uma interpretação difícil de engolir, o fim da conversa que descrevi ali em cima é sempre o mesmo. As pessoas concordam com a minha leitura, mas dizem que para os seus mapas precisam de saber quantos blogs há, que tenham sido actualizados nos últimos 15 dias.

 

Ficam com o quadro por preencher. Porque eu não sei. Nem quero saber :)

 

Quanto ao Blog que continua a proporcionar-me horas de prazer, é, obviamente, O Meu Pipi.

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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

O título do post é uma piadola semi-privada. Aqui onde trabalho, é com frequência que me pedem opinião sobre coisas que nada têm a ver com Blogs (fora as vezes em que eu dou a minha opinião mesmo que não ma peçam), e eu lá digo o que tenho a dizer e depois, para não me cair nada em cima, remato com um "eu cá sou dos Blogs".

 

E o que é isso de ser dos Blogs?

 

É estar de férias, a tomar o pequeno almoço, encontrar um frasco de Nutella no buffet, fotografá-lo e lembrar-me deste blog.

 

 

 

Ou passar numa livraria, ver um livro sobre pássaros, fotografar o livro e perguntar-me se será este o livro de que ele anda à procura? (Não, não é).

 

 

Ou passar numa montra, ver uma catrefada de pulseiras que não me interessariam nunca, mas fotografá-las na mesma, e assentar a morada da loja, não vá este Blog querer saber onde se compram ainda mais (é na R. Luís de Camões, em Lisboa).

 

 

 

E podia continuar com exemplos deste tipo, mas tornaria o post muito mais comprido. Destes 3 exemplos, apenas conheço pessoalmente, ao de leve, um deles. Duvido mesmo que a pessoa em causa se lembre de mim, se nos cruzarmos na rua, portanto, não é por conhecer as pessoas ou ser amiga, que me lembro delas no meu dia-a-dia.

 

É porque sou dos Blogs :)

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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Por causa da notícia que refere o número de pedidos que cada país faz ao Google, inflamou-se certa Blogosfera, já a engatar a primeira no discurso da liberdade de expressão, e da intervenção disto e daquilo na liberdade das pessoas.

 

Tenham calma senhores, o Google foi relativamente vago, não especificou quem pediu e o que pediu, e os pedidos, sei-o por experiência própria, são como os chapéus, há muitos.

 

Todos os dias me chegam pedidos de identificação de autores disto e daquilo, e todos os dias me chegam pedidos de remoção de conteúdos. Chegam-me do país e do estrangeiro. Legítimos, portanto, provenientes de entidades com competência para fazerem esses pedidos (os tribunais, em alguns casos o ministério público e a polícia judiciária), uma larga minoria.

 

E acho muito bem que esses pedidos, os legítimos,  sejam feitos, seja a quem for, porque não existe liberdade sem responsabilidade. E se alguém pensa que num determinado post existe um crime (seja ele qual for), deve usar os meios legais ao seu dispor para se queixar. E os meios legais existem, para os conteúdos publicados online, como para qualquer outra plataforma de comunicação que não seja online. A lei aplica-se a todos, e o anonimato de que alguns julgam gozar por aqui, não é tão fácil como isso. Aliás, só pessoas com competências técnicas muito acima da média é que conseguem, de facto, ser anónimas.

 

A mim não me preocupam os pedidos feitos por tribunais (ou por outras entidades competentes), é sinal de que as coisas estão a funcionar como deve ser. A mim preocupam-me sobretudo os pedidos ilegítimos, os pedidos de pessoas que querem saber quem fez o post A, B ou C, para lhe irem pregar um enxerto de porrada, ou o político que não gostou de ler aquilo que o autor do Blog escreveu e quer que seja removido, assim, sem passar por um tribunal. Preocupam-me as pessoas que, apesar de vivermos há tantos anos em liberdade, ainda não sabem o que é a liberdade de expressão.

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O Luís Castro, enquanto eu falava com o João Miguel Santos no Jornal da Meia noite, foi tirando umas fotografias que colocou no Cheiro a Pólvora (e que me enviou, obrigada Luís).

 

É passar por lá (quem estiver interessado) e se quiserem meter-se ao barulho nos comentários, óptimo :)

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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Qualquer pessoa com blog há já algum tempo sabe disto, mas para os mais distraídos (ou os que andam por aqui há pouco tempo), aqui estão umas verdades de La Palisse baseadas em dados estatísticos cuja origem conheço (e valido), e que têm a ver com os dias e com as horas a que são publicados os posts mais lidos e comentados.

 

Os Blogs (bem como a internet e o qualquer negócio de comunicação) são de consumo sazonal. Junho, Julho, Agosto e Dezembro não existem (por isso se chama a silly season). Setembro e Maio são assim-assim.

 

Os melhores meses são os do início do ano (Janeiro, Fevereiro, Março e Abril).

 

O dia da semana em que os Blogs recebem mais visitas é a quarta-feira, e a janela horária, ou, melhor, as janelas horárias, são entre as 09h00 e as 11h00 e entre as 17h00 e as 19h00.

 

Portanto, quem escrever apenas uma vez por semana, que o faça à quarta-feira, logo de manhãzinha, tem mais visitas de certeza absoluta.

 

E depois (ou antes, de preferência) podem seguir este link e este e este, por exemplo, e aprender qualquer coisa verdadeiramente útil.

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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Chamo-lhe o debate iô-iô porque desde que conheci o primeiro blog português, há uns anos valentes, que a discussão é a mesma. A sério. Anda tudo a debater a mesma coisa há anos, e anos, e anos.

 

Passo a explicar: Jornalismo versus Blogosfera

 

A sério, já cansa, volta não volta, regressa o tema, por qualquer razão, agora parece que foi o facto de Pedro Passos Coelho ter tido uma conversa só com autores dos Blogs acreditados no último congresso do PSD. Houve jornalistas que não gostaram, congressistas que não compreenderam, e órgãos de comunicação social tradicional que estrebucharam.

 

Vamos lá ver se a gente se entende (e de caminho passem por aqui, por aqui e por aqui para se esclarecerem melhor).

 

Um Blog é um Órgão de Comunicação Social. Este blog é um órgão de comunicação social, é a minha plataforma de comunicação com quem me rodeia (e está para ler os meus disparates, mas se lêem os disparates de um jornal porque é que não hão-de ler os meus?).

 

A diferença entre os órgãos de comunicação social (Blogs, twitter, Facebboks, Homepages, MySpaces, whatever) e os outros, é que os outros são tradicionais, é assim que eu faço (e sempre fiz, na realidade) a distinção. Uma empresa para abrir um jornal tem de cumprir requisitos legais (e, presumo burocracias infindáveis), tem de contratar uma equipa, tem de ter uma linha editorial, tem (convém que tenha) um plano de negócio, tem de dar garantias, tem de ter a assiduidade a que se propõe. Eu não :) Eu publico o que quero, como quero, quando quero. Desde que respeite a lei, estou por minha conta.

 

Não sou jornalista, nem tenho de ser, é o meu blog, e eu não preciso de ser jornalista para escrever o que me dá na real gana. E tão depressa escrevo sobre a Bimby, como sobre os meus sobrinhos, como mando cartas ao Tozé Brito, ou ao procurador geral da república, ou mando um coice no Moita Flores, o dou vivas ao meu Benfica Glorioso Clube Mailindo do Universo e mais além. Sou facciosa, assumida, entenda-se.

 

Os órgãos de comunicação social tradicionais (e alguns jornalistas) são de um tempo lento. O tempo hoje anda mais depressa, e eles ainda não assimilaram sequer o online, quanto mais as plataformas públicas de comunicação social. E como não assimilaram nem perceberam esta realidade, têm medo. Por um lado deslumbram-se (epá, tanta informação, de borla, podemos reduzir o tamanho da redacção), por outro lado acagaçam-se porque não encontram um modelo de negócio, e querem usar os métodos tradicionais para rentabilizar um formato que é tudo menos tradicional.

 

Enfim, andam aos papeis, vidrados no papel (o papel vai morrer senhores, acordem para a vida), com a cabeça enfiada num buraco no chão (ou numa redoma de vidro), às vezes dando ouvidos a profetas e "pioneiros" especialistas de virtualmente nada que percebem ainda menos que eles (mas que falam com propriedade e convicção), e entretanto vão perdendo pé.

 

Na realidade, a única coisa que fazem é estrebuchar quando acham que alguém lhes invade o território. Que é precisamente o que não deviam fazer.

 

Ganda volta que isto deu. Resumindo e concluindo:

 

Os Blogs (e demais plataformas públicas de publicação de conteúdos) não são órgãos de comunicação social tradicionais, mas são órgãos de comunicação social. Os tradicionais, ou começam (e já deviam ter começado) a olhar para estes conteúdos, e pensar de que forma é que podem aproveitá-los para potenciarem o seu produto que é, ou deveria ser, o jornalismo, ou morrem ainda mais cedo do que o que julgam.

 

E agora, podemos não voltar a este tema durante uns anos?

 

Muito agradecida.

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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

É com muita (demasiada?) frequência que me chegam questões sobre a necessidade ou relevância de se criar um Blog duma empresa ou de um serviço. E, a julgar pela quantidade de vezes que me colocam esta pergunta, há aqui meia dúzia de coisas que eu julgava (ó ingénua) que eram de senso comum, mas que afinal parece que não são.

 

Assim este post é a minha contribuição para os responsáveis das empresas que estão vai não vai para criar um blog (ou uma qualquer presença online que ultrapasse o estatuto de site institucional).

 

1 - Se não sabe para que é que precisa de um blog, é porque não precisa dele. Não precisa de o criar.

 

2 - Se apenas pretende despejar para o Blog os comunicados de imprensa, não precisa de Blog.

 

3 - Se pretende colocar no Blog a mesma informação que disponibiliza no site, não precisa de Blog.

 

4 - Se pretende que a gestão do Blog seja feita por alguém que vai contratar para o efeito, e que não percebe nada acerca do funcionamento da empresa, não crie o Blog.

 

5 - Se pretende escrever posts em que começa por "estimado cliente" e termina assinando "melhores cumprimentos", não precisa de Blog. Use o mail.

 

6 - Se não pretende responder a comentários (ou sequer tê-los abertos), não crie o Blog.

 

7 - Se não tem pedal para ouvir o que os seus clientes têm para dizer (as coisas boas mas, sobretudo as coisas más), não crie um Blog.

 

8 - Se vai dar a gestão do Blog ao seu sobrinho, que anda no 11º ano, e que até tem jeito para computadores, não crie o Blog.

 

9 - Se não se importa muito com a correcção ortográfica com que os posts são escritos, não crie o Blog.

 

10 - Se pretende actualizar o Blog apenas uma vez por ano, não crie o Blog.

 

 

Pronto. Fica despachado o post de serviço público do mês.

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Sábado, 17 de Outubro de 2009

Sim, eu sei, usar palavrões faz-nos descer nos rankings dos motores de pesquisa, mas eu borrifo-me nessas coisas.

 

Quero falar dos desgraçados e desgraçadas que andam por aí, coitados, sem mais nada para fazer a não ser poluir a vida dos outros. É que só mesmo a falta de vida própria é que pode mover pessoas a entrarem em blogs alheios e poluírem a coisa. Mais do que poluir, perseguem, chateiam, assediam, incomodam.

 

Não me refiro aos trolls que são, habitualmente, meramente chatos, e com os quais se pode bem, e que até se enxotam de forma relativamente fácil, esses até dão algum prestígio a um Blog, que, para ser digno desse nome, tem que ter um troll. Neste momento não tenho por aqui nenhum, mas já tive alguns, sim senhor.

 

Não é a esses que me refiro, refiro-me aos que identificam um alvo, e perseguem o autor ou autora de um blog, através dos comentários. Quando falo em perseguição, não estou a exagerar na escolha da palavra, são terroristas do comentário e, pior, são daquelas pessoas que destilam tanto ódio naquilo que escrevem que só podem ser doentes, e vai-se a ver e aquilo até extravasa para fora do blog e depois um dia aparece-nos um destes doentes à frente, e é um sarilho.

 

São vários os exemplos de pessoas que não têm pachorra e pura e simplesmente não permitem comentários aos seus posts. Em tempos achei que blog para ser blog tinha de ter comentários, mudei de opinião entretanto, conforme fui conhecendo os meandros.

 

Conheço pessoas que tinham os comentários moderados e, fartos de lerem tanto lixo, decidiram pura e simplesmente deixar de ter comentários. O Nuno Markl, depois de anos a criar calo e a imunizar-se contra estes filhos da puta (é que não há mesmo outro nome), fartou-se quando a coisa extravasou para a família (e neste caso, eu vi as amostras, e aquilo dava um caso de polícia).

 

Conheço quem hesite, mas persista na coisa.

 

E conheço quem deixe de ter o Blog pura e simplesmente. Compreendo perfeitamente. Quando me perguntam qual deve ser a duração de um blog a minha resposta é sempre a mesma, um blog deve durar enquanto for uma fonte de prazer para o seu autor. Assim que deixar de ser uma fonte de prazer, para passar a ser uma fonte de preocupações ou de stress, é acabar com ele, direitinho, sem apelo nem agravo.

 

Foi o que fez a Cocó. Nem sou suspeita, que o Blog está na concorrência, tenho muita pena, mas compreendo a decisão. Sei que muita gente dirá que desistir é dar uma vitória aos filhos da puta, mas não é. Vitória, neste caso, é a Cocó viver a sua vida, sem uma fonte adicional de stress (já que nessa área, parece que fontes não lhe faltam), e sem ter de passar a vida a pensar que lhe vai aparecer um maluco à frente, ou a passar tempo com a família preocupada em olhar por cima do ombro num just in case.

 

E quem é que são os filhos da puta? São aqueles que cá fora, irl (in real life) não partem um prato, ninguém dá por eles nem pela sua frustração, são calados, anónimos, cinzentos, paradinhos, anémonas, inferiores, complexados, invejosos. Não conseguem afirmar-se. Pudera.

Aproveitam então a sua santa ignorância de acharem que são anónimos (ó santíssima ignorância, que estas coisas descobrem-se tão facilmente) e online assumem a sua verdadeira forma, e azucrinam a vida duma pessoa.

 

Há casos em que a coisa é "bem" feita, já que roça apenas a ilegalidade, não havendo motivo para, através da lei (reparem que disse, através da lei), se ir mais além, mas, a maioria dos casos de assédio que tenho visto, dão casos de polícia bem cabeludos.

 

Mas, razão tem a Cocó. Não está para se chatear, nem aturar malucos, nem deixar que estes tenham qualquer importância na sua vida.

 

Quem fica a perder? Nós, que líamos a Cocó (e outros tantos que já fizeram o mesmo), e que vamos deixar de ler (pelo menos no Blog).

 

Por isso, não se animem os filhos da puta. A Cocó teve a elegância (e a inteligência) de se borrifar para vocês.

 

Mas andam cá alguns, que não são nem tão elegantes, nem tão inteligentes como a Cocó, e que perderam qualquer coisa com o assunto.

 

Não se esqueçam disso ó filhos da puta, e não se esqueçam também que há um pássaro brasileiro chamado cacalharás.

 

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Há precisamente 1 ano passei um fim-de-semana Blogosférico algo agitado.

 

De repente, na 6ª feira, uma série de factos concorreram para que, subitamente, grandes alterações em equipas de Blogs me caíssem em cima, salvo seja, fazendo com que o meu telemóvel e mail ficassem congestionados com pedidos, instruções, sugestões, retoques, registos, designs, detalhes, esclarecimentos, fofoquices, pessoal a querer saber quem é que se tinha despedido quem é que tinha sido despedido....e eu calada, a trabalhar para que as coisas ficassem prontas a tempo e horas, e a gosto.

 

Há 1 ano, nascia o Blog Jugular, e o Corta-Fitas tinha uma pequena crise (que mais tarde se veio a revelar ser de crescimento). Equilíbrio político, portanto.

 

Foi um fim-de-semana agitado.

 

Este ano, precisamente na mesma data, precisamente numa 6ª feira (passava já da meia noite, portanto tecnicamente foi na 6ª), também recebi um mail.

 

Que grande fim-de-semana :)  (que se vai estender, na limadela de arestas, pelo início da semana, que eu há coisas que não sei fazer e preciso do resto da equipa :)

 

Digamos que está a ser um fim-de-semana ventoso, mas muito produtivo :)

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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Antes de começarem a disparar mails em todas as direcções, para todos os Blogs, façam o favor de poupar trabalho (a vocês e aos bloggers), e leiam as instruções do Bitaites.

 

Não é que o Bitaites explique exactamente como é que se faz, mas explica muito bem como é que NÃO se faz.

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Porque sei que passam aqui alguns geeks (ao engano, é verdade, mas passam), fica aqui um link para um pedido de colaborador. E é de um júnior que andamos à procura.

 

Antes de seguirem o link, notem que procuramos alguém para trabalhar na equipa dos Blogs do SAPO, logo, a minha equipa. Tendo em conta a principal tag deste Blog, eu usaria de alguma parcimónia e reflexão, antes de enviar o CV.

 

Mas pronto, o vai sair (entrou júnior, sai menos júnior), precisamos de um júnior para o substituir. Se quiserem saber como é que é, trabalhar na equipa dos Blogs, perguntem-lhe. Responderá a verdade. Não só porque faz o género dele, mas porque, se formos a ver, o que é que eu posso fazer se ele der uma resposta torta? Despeço-o? :)

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Domingo, 27 de Setembro de 2009

Isto dito assim parece esquisito......quer dizer, há os livros da minha vida, as músicas da minha vida, o homem da minha vida, mas os Blogs da minha vida?

 

Pois. A coisa explica-se.

 

Eu ando nestas coisas da Internet há uns anos valentes. Sempre ligada a serviços de alojamento de conteúdos (Terràvista, Homepages do SAPO, etc...), e, fruto de deformação profissional, quando ouvi falar em Blogs pela primeira vez (tens de fazer uma plataforma de Blogs no SAPO), eu pensei, estes gajos drogam-se, um Blog não é mais do que uma homepage, quem quiser um Blog no SAPO que crie uma homepage e a actualize. Tecnicamente não andava muito longe da verdade, na realidade, um Blog é uma Homepage, com um interface de gestão mais simplificado, mas, como se sabe, um Blog não é uma Homepage, ou, pelo menos, não é só uma homepage.

 

Muito pouco convencida lá me mexi para começar a especificar a plataforma de Blogs do SAPO, condicionada por uma escolha tecnológica que não foi minha, e que mais tarde se provou ser absolutamente idiota (tal como a pessoa que fez a escolha, obviamente).

 

Sim senhor, lançámos a primeira plataforma de Blogs, e pelo caminho eu fui descobrindo a Blogosfera. E como é que se descobre a Blogosfera? Navega-se, usa-se a blogroll dos Blogs onde se vai chegando. E, fruto do destino, do azar ou seja do que for que rege estas coisas, eu conheci uma parte da Blogosfera a que não achava piadinha nenhuma. Os Babyblogs faziam-me imensa confusão. Era tudo muito perfeitinho, de mães extremosas e pacientes, que vivam para os filhos e para mais nada, e era tudo muito cor-de-rosa, e muito folhinhos e arabescos, e delicodoce, e escatológico, mas bonito. Os cocós daqueles bebés nunca cheiravam mal, os vomitados às 4 da manhã eram sempre encarados como uma benesse e eu já a pensar que tinha um filho alien e que eu própria era meia alien (que o cocó do meu filho sempre cheirou muito mal, e eu nunca gostei de vomitados, nem às 4 da manhã nem a mais nenhuma hora). Enfim.....parecia que eu era de outro mundo.

 

E de repente, não sei como, descobri um Blog. Já não existe (cof cof cof), mas chamava-se O meu filho e eu, e o endereço tinha a palavra amo-te. Nem sei porque é que comecei a ler, para dizer a verdade, eu já tinha desistido dos baby blogs. Mas comecei a meio, e rapidamente fez-se luz. Porra, afinal há mais pessoas como eu. Fiz o que sempre faço, nestes (raros) casos. Fui ao primeiro post, e consumi a coisa em meia dúzia de dias. Deve ter ajudado que o "baby" daquele Blog estivesse na mesma faixa etária do meu "baby" (se eles sonham que eu lhes chamo isto......), deve ter ajudado a coisa do mãe sozinha (mas não mãe só), enfim.....aquele Blog (e a sua Blogroll, já agora), mudaram a minha maneira de pensar acerca da Babyesfera.

 

O Blog acabou, e eu perdi o rasto à autora (ver post anterior). Com pena, mas com simpatia e compreensão pelas razões. Se se pretendia privacidade, era estúpido da minha parte ir atrás.

 

Reencontro-a por estes dias. Aparentemente era um segredo de polichinelo, e toda a gente sabia menos eu, devo ser o corno da história. Ando a falar com a Cat há imenso tempo e só noutro dia, por causa do Hóquei é que me caiu a ficha.

 

Enfim....já noutro dia escrevi aqui sobre o 31 da Armada, identificando-o como um dos Blogs da minha vida (mas não da minha política, bom dia Rodrigo:), este de que falo hoje, sem link pelos motivos óbvios, é outro Blog da minha vida. Curiosamente, pelos mesmos motivos. Ambos me abriram a cabeça e me esclareceram (além de me divertirem muito).

 

Há mais Blogs da minha vida, não muitos, mas há. Ficam para outro dia.

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Tinha o meu dia tão bem planeadinho, quase ao milímetro.

Pelos meus planos passava uma chegada cedo ao trabalho, uma manhã calma, os feeds, os twitts, um post neste Blog, os destaques, a mudança de um cabeçalho (não deste Blog), uns telefonemas, um almoço calmo com ele, uma reunião agradável, sair cedo, ir buscar o puto, levá-lo onde é suposto, esperar calmamente, casa e jantarecos. Uma sexta-feira calma, por ser o último dia da 1ª semana de aulas. Uma sexta-feira calma, para começar bem o fim-de-semana que se quer calmo.

 

Eu hoje tinha planos.

 

Cheguei cedo ao trabalho (ainda não eram 9 da manhã), e foi assim que liguei o computador que o meu dia, tão bem planeadinho, e eu que nem sou de grandes planos, começou a seguir o seu próprio plano, que não o meu.

 

Quem me manda fazer planos?

 

Não foi um dia mau, um bocadinho antes do almoço começou a acalmar, e consegui ter a tal reunião agradável e consegui fazer as coisas do puto, a horas. Não foi um dia mau, mas foi um diazinho filho da puta.

 

 

 


P.S.: Ainda estou para saber porque é que os senhores do Flip, que é o que usamos para o corrector ortográfico dos Blogs, consideram "puta" um erro ortográfico. É para escrever com maiúscula, é?

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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Combinamos assim:

 

Em dia de jogo do Glorioso Benfica Clube Mais Lindo de todo o Mundo e Mais Além, o senhor muda-se para o SAPO outra vez, ok?

 

Não faz mal que seja em domínio próprio. O importante é que reveja exactamente quais foram os seus passos de hoje, e repete-os religiosamente.

 

Combinado?

 

Bem auspicioso este dia :)

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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

-Ó mãe, ajudas-me a fazer um Blog?

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