Já aqui disse muitas vezes que sou picuinhas quando vou ao cinema (não tenho pachorra para ir à procura dos links, mas são bastantes). Pronto, eu reconheço, sou não me toques que me desafinas.
Gosto de silêncio, quando vejo um filme. Não gosto de ouvir o bichanar persistente, ou o barulho dos celofanes das embalagens.
Seja por causa da idade seja por causa de ir a muitos filmes com crianças, os meus padrões têm descido, vertiginosamente. A sério, quem me viu e quem me vê.
Mas porra, para a gaja com aspecto de tia, que viu o Avatar hoje (portanto, ontem, a sessão das 20h50), no Oeiras Parque, na fila D, bem podia pôr as maneiras a condizer com a vestimenta exterior e, ao menos (já só peço isso).....
....comer a merda das pipocas com a boca fechada, não?
De todos estes filmes, devo ter visto meia dúzia. Os infantis e pouco mais.Se fosse preciso prova de que os meus dias de cinema já não são o que eram, ficavam aqui escarrapachadas as minhas baldas. Esta montagem diz que tem cenas de todos os filmes feitos em 2009. Não tenho como confirmar ou desmentir. Lamentavelmente.
Sempre gostei deste caramelo. Sempre o achei um grande actor. Salvou vários filmes, provavelmente porque sou suspeita, e deixo que o filme se salve pelo simples facto dele lá estar metido.
Acho que tenho todos os filmes dele. Nos tempos em que a minha irmã morava nos Estados Unidos, eu encomendava na Amazon e mandava entregar em casa dela, que depois me enviava caixotes onde escrevia do lado de fora "contrabando de DVDs do Robert Downey Jr.". Chegaram todos.
Descubro agora (tarde, bem sei) que está nomeado para um óscar na categoria de melhor actor secundário. Espero que ganhe. Devia ter ganho quando estava nomeado para melhor actor, com Chaplin. Mas mesmo que não ganhe desta, é apenas uma questão de tempo.
O título do post parece não ter nada a ver com nada, certo?
Errado.
Já falei noutrosposts que tenho dificuldades em ir ao cinema, porque......bom, porque mais gente vai ao cinema, e os outros que vão ao cinema não se comportam de forma cívica e educada.
Mas pronto, com os putos, é preciso. E mesmo assim os putos não se portam tão mal como isso. Ontem à noite fomos ver o Shrek 3. Versão portuguesa. Esperar-se-ia que, sendo a versão portuguesa, estivesse cheio de putos, e estava, mas não só.
Com a "sorte" que eu tenho, fiquei sentada ao lado de 2 meninas e um menino. Crescidos. Estranhei que estivessem na sessão da versão portuguesa e não na sessão da versão original, mas ok gostos não se discutem (lamentam-se).
Pois é, os meninos passaram o tempo todo a falar, a enviar mensagens de SMS e, depois do intervalo (do qual chegaram atrasados) tiveram o desplante de atender o telefone.
Mas esta gente não se enxerga? Ninguém lhes ensinou, como eu ensino aos putos que estão comigo, que não devem incomodar o resto das pessoas?
E o que é que isto tem a ver com os morangos com açúcar e com a Inês Jindrich? Fácil, a dita cuja era uma das meninas (eu estava acompanhada por alguém que é especialista em Morangos com Açúcar).
Deve julgar que tem privilégios especiais. Sendo uma "actriz", podia mostrar mais respeito quer pelo público, quer pelo trabalho de outros actores.
Foi ontem, na sessão das 21h10 do Shrek, no Oeiras Parque.
Gostava mesmo de poder participar neste desafio do Cineblog, mas a verdade é que a lista de filmes estreados em 2006, em Portugal, que eu vi, foi a seguinte:
Asterix e os Vikings Garfield 2 Cars X-Men - The last stand
Provavelmente ainda vou ao Flushed away, ao eragorn e aos minimeus, mas mai nada.
Isto não dá para participar......não tenho massa crítica.
Abençoados DVDs e Home Cinema. Se não fosse isso.....a minha vida seria cinefilamente falando, uma tristeza (já para não dizer, bosta).
Devo atrair gente mal educada, pipoqueira , malcheirosa, com telemóveis e que não pára de conversar todo o santo filme.
Resultado, desconcentro-me, e acho que muito do que deixo de gostar do filme, tem a ver com isso.
Lamento, mas este X-Men não fez tchan . Se foi por causa do filme ou por causa dos publicitários que estavam ao meu lado (um visualizador e um copy , ponho as minhas mãos no lume), não sei.
Tal como vai passar a haver obrigatoriedade de zonas de fumadores e zonas de não fumadores, nos restaurantes, também havia de ser obrigatório a separação de áreas nos cinemas, a dos pipoqueiros e a dos não pipoqueiros .
Por último, os meus agradecimentos ao Vítor, cuja dica me fez ficar até ao fim, mesmo fim :)
Ok, os putos estão away, não há amarras que nos prendam, responsabilidades que nos chamem, refeições e horários que nos obriguem.
Let's live wild! Vamos ao cinema.
Depois de um "pequeno" percalço com as costas que me obrigou a estar mais calma (leia-se imobilizada) que o habitual, hoje (ontem) foi o grande momento em que pude ir ao cinema sem ser para ver um filme para crianças.
Sinceramente, já não me lembro qual foi o último filme de "crescidos" que fui ver, no entanto, Robots (2 vezes), Shrek 2 (1 vez e meia, a outra metade adormeci), Gang dos Tubarões e afins, nada escapou (o próximo já está marcado, é o Madagascar.
Hoje fui ver Star Wars, the revenge of the Sith. Se calhar convém dizer que eu sou do tipo picuinhas, não me toquem que me desafinam, no que toca ao cinema. Há filmes pipocas (os das crianças e alguns dos adultos) e há filmes que NÃO são de pipocas.
Um filme da saga Star Wars (cujo Episódio IV - A New Hope eu vi no cinema - sem ser reposição) é um filme de culto, logo, não é um filme pipoca.
Consegui entrar sem pipocas, no entanto, estava rodeada de pipocas, e não só. Atrás de mim um casal com uma filha teenager que, provavelmente por estar a levar uma seca, se divertia a mexer com o saquinho de plástico das gomas, uns olhares ostensivos resolveram mais ou menos a coisa.
Mais abaixo, à minha esquerda, estava um caramelo que mastigava de boca aberta, mas quando o filme começou a sério, ou se deixou levar pela história ou acabaram-se-lhe as pipocas, de qualquer forma a coisa resolveu-se também, agora.......ao meu lado estava um palerma, com o que presumo que fosse a namorada, e que devem ter ido parar ali por mero engano. Ela falava, alto e bom som, ao ouvido do namorado, mas o som chegava-me claramente aos ouvidos.
Ainda se dissesse qualquer coisa de jeito, ainda era como o outro, mas quando a ouvi dizer "será que o pequenino vai começar a lutar?" (referindo-se ao Master Yoda), saltou-me mesmo a tampa.
Desencostei-me do assento, cheguei-me para a frente, e olhei ostensivamente para ela e para o palhaço que a acompanhava (era palhaço porque não lhe deu um tabefe à menção da palavra "pequenino").
Não resolveu grande coisa, eram demasiado pimbas para perceberem o significado de um olhar ostensivo, além de que não foi o único que lhes lancei durante toda a sessão.
Mal por mal prefiro as criancinhas, sempre são mais honestas e verdadeiras, e provavelmente entenderiam muitíssimo melhor a dimensão do Master Yoda!