Leio muita blogosfera a perguntar-se onde anda a crise, que os centros comerciais continuam cheios, e as lojas a abarrotar, e os restaurantes à pinha.
Devem andar por sítios diferentes dos meus.
Moro perto de um centro comercial. Todos os anos, a partir do 1º dia de Dezembro, o tal centro comercial era zona proibida, porque nunca havia estacionamento e as bichas (no meu blog não há filas, nem videoclips, já agora) eram mais que muitas. Mesmo fora do parque de estacionamento, os carros estacionavam selvaticamente. Já sabíamos, em Dezembro, não passamos ali, nem para fazer compras.
Este ano, já vamos no dia 12, e continua a haver lugar, muito lugar, pertinho da entrada. Mesmo ao fim-de-semana. Nota-se bem, a ausência.
No centro comercial ao lado do meu local de trabalho, os lugares disponíveis para nos sentarmos a comer, em hora de ponta, não existiam. Era frequente, ver pessoas de tabuleiro na mão, à procura de lugar. No more. É fácil encontrar lugar para estacionar os tabuleiros. Aumentaram os lugares vagos na proporção inversa dos lugares na sala/bar do sítio onde trabalho. São cada vez mais as pessoas que levam comida de casa. Lancheira na mão, logo de manhã arrumam as coisas no frigorífico, à hora do almoço aquecem no micro-ondas, e comem por ali.
As lojas continuam a abarrotar, claro, mas a procissão de mulherio que aproveita a hora do almoço para ir ver montras (é ir à Zara da Fontes Pereira de Melo, entre as 12h30 e as 14h00) manteve-se, Saem de lá sem sacos (ou com sacos pequeninos).
Pode ser que não a vejam, cara Blogosfera, mas a crise está, de facto, aí.
Esta é a expressão que parece estar na ordem do dia, e eu acho que os portugueses estão a ser enganados (nada a que não estejam habituados, mas mesmo assim).
Quando peço ajuda para qualquer coisa, parto do princípio de que a ajuda que me vai ser prestada é desinteressada, é fruto de amizade ou profissionalismo, que, a ser-me cobrada, o será em géneros, um dia, sem agendamento preciso, na base da reciprocidade da coisa.
Se procurarmos a definição de "ajuda" na Priberam, encontramos a primeira definição proposta:
Ora, o que eu acho, é que se for necessário recorrer a apoio externo do FMI ou do outro da União Europeia que tem muitos EE e de que nunca me lembro, não vamos estar a pedir ajuda, porque, o que nos vai ser prestado não tem características de ajuda. Não é desinteressado, não é um favor, não é grátis, enfim, não e ajuda. Pelo menos na primeira sugestão do dicionário.
Se virmos bem, a "ajuda" vai ter enormes custos, situação muito mais compatível com a segunda definição para a palavra "ajuda" proposta pela Priberam:
Esta, pode não ser a ajuda que vamos pedir, mas será certamente a que vamos receber.
Caro Ministro das Finanças,
Numa altura em que estamos todos à rasca, o senhor ministro incluído, não queria deixar passar a oportunidade de contribuir para que fiquemos todos um pouco menos à rasca, a curto, médio e longo prazo.
Assim, fica a sugestão que, estou certa, trará benefícios à saúde dos portugueses e, à conta da ignorância desses mesmos portugueses, trará também benefícios imediatos às contas públicas.
A Primavera começa daqui a uns dias, o Sol vai começar a aquecer, vão gastar-se uns milhares valentes de euros em campanhas de sensibilização para que as crianças não sejam demasiado expostas ao Sol, sobretudo o Sol que nos ilumina (e queima) entre as 12h00 e as 16h00. Acho muito bem que se gastem esses milhares de euros, e a minha sugestão não se prende directamente com isso.
Para além das campanhas, faça aprovar uma Lei que PROÍBE os pais de levarem as crianças para a praia no horário acima indicado. Sim, proibir. Durante a Primevaera e Verão. Com direito a coima (que é o nome fino da multa), e de preferência, pesada. Os senhores que fiscalizam o cumprimento doutras normas na praia fiscalizariam mais esta (já não são permitidas massagens, nem bolas de Berlim, nem essas coisas, não é?).
A curto pazo, isto encherá os cofres do estado, a médio e longo prazo tirará do Serviço Nacional de Saúde jovens adultos com problemas de cancro na pele.
Onde é que está o ponto de falha desta ideia?
Não está, é uma ideia win, win, win.
Estou a ouvir. Lembro-me das letras todas. Cá em casa, ele ameaça fazer um 25 de Novembro caseiro, e pede socorro. Diz que "O PREC instalou-se na sala. As colunas queixam-se dos adufes e das gaitas".
Eu deliro :)
E acho que esta crise pode ser uma oportunidade para a música de intervenção.
Substituam umas palavras mais datadas por outras mais actualizadas e regressa tudo de novo.
Pois Canté!!
Enquanto anda lá no céu a cotovia
Ando a trabalhar o pão de cada dia
Para encher a pança a essa burguesia
Sempre a trabalhar
P'ro patrão gozar
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Os políticos burgueses à porfia
Só nos sabem receitar democracia
Mas o povo é que é levado na tosquia
O senhor ministro
Tem a culpa disto
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Tanta propaganda na telefonia
A falar na grande crise da energia
Com tanto desemprego, quem diria!
Fala o aldrabão
E ri-se o patrão
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Quando a máquina do lucro se atrofia
A reparação é sempre a carestia
E o povo é que lhes paga a avaria
Mas o Capital
Fica sempre igual
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Com golpaças e manobras, dia a dia
Bem nos tenta enrolar a burguesia
Eles são todos da mesma confraria
Irmãos explorados
Todos lado a lado
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Desculpem lá:
"Quando a máquina do lucro se atrofia
A reparação é sempre a carestia
E o povo é que lhes paga a avaria
Mas o Capital
Fica sempre igual"
Em que é que isto não é verdade, hoje, a esta hora?
GAC! Regressa.
E as meninas e meninos que gostam de fazer covers de homenagem, NEM PENSEM NISSO.
E nos tops nacionais, saíam os abrunhosas e os cogumelos ou azeitonas ou lá como é que eles se chamam, e voltava o Zé Mário Branco, e o Sérgio Godinho, e revisitávamos o Zeca, e o Fausto, e o Vitorino pré-boleros, e a Maria do Amparo (sempre adorei a Maria do Amparo), e o Zé Barata Moura sem ser para nos mandar comer a papa, e mais uma catrefada deles.
Isso é que era!
A crise e eu vamo-nos aguentar à bronca. Não nos vamos dar bem, pelo menos eu não gostarei muito dela, mas porra, estou rodeada de muita gente de quem não gosto e isso não me impede de funcionar normalmente. Preciso é que funcionem bem. Aguento mais depressa um imbecil competente do que uma simpatia incompetente. Portanto, desde que a crise faça o trabalhinho dela e me deixe fazer o meu, estaremos menos mal.
Claro que me afectará. Mas, felizmente, eu ainda posso reduzir a despesa, embora, lamentavelmente esteja farta de pedir para me aumentarem a receita e não vejo jeitos da coisa acontecer. A verdade é que, no âmbito da impossibilidade de aumento da receita, já ando a ouvir falar nesta crise vai para uns 10 anos.
Posso reduzir a despesa, começando nas coisas mais prosaicas, menos DVDs, menos gadgets, deixo de fumar, férias mais baratinhas, menos restaurantes, poupar electricidade de forma mais fundamentalista, o mesmo com a água e com o gás.
Se for mesmo preciso, podem ser assumidos cortes mais radicais, deixo de ter empregada, passo a andar de transportes públicos, passo a levar almoço de casa.
Em caso de tragédia posso ir ainda mais longe e deixar que o puto dê pela crise.
Tenho portanto algum fôlego que me permitirá (espero eu), passar pela crise (ou deixar que ela passe por mim) de forma, senão pacífica, pelo menos suportável.
O que me leva ao que inspirou o post.
E os outros? E os que já cortaram em todo o lado e já não têm mais onde cortar?
Como é que eles vão fazer para que os seus filhos não dêem pela crise?
Acima de tudo, a crise afecta-me, por isto.
Agora que fiquei com umas luzes muito básicas, depois das explicações que tiveram a paciência de me dar, reparo que isto da economia e da crise e os jargões e coiso e tal, é muito semelhante ao football (sim Macaco, eu sei que embirras com o football e preferias futebol, atura-me lá esta mania).
Há muitos treinadores de bancada, muitos usam jargões para fingir que percebem quando na realidade andam tão às aranhas como eu, mandam-se muitos bitaites (e nem sequer são dos bons) numa de se atirar barro à parede, para que, num golpe de sorte, algum do barro cole e com a "façanha" surja um novo guru com coluna no jornal.
São poucos os que não se tentam pôr em bicos dos pés, para ver se a crise, no seu caso, não é uma oportunidade.
Curiosamente (ou não), do que tenho lido, prefiro os que andam de saltos rasos, e os que falam deste tema antes dele estar na moda.
Gosto pouco de pessoas que querem ser gurus e que disparam em todas as direcções para ver se têm a sorte de acertar em qualquer coisa de jeito. E conheço algumas assim, que fazem disto a sua regra de vida :)
Então, depois do meu pedido de esclarecimento, foram várias as almas caridosas que se chegaram à frente e tentaram explicar a coisa.
Chamo particular atenção para duas contribuições, a da Catarina Campos, e a da A. na Jugular.
Mas não foram as únicas.
O Martim explica:
"Então vamos lá por partes... Imagina que pediste dinheiro emprestado para comprar a casa. Os ratings são uns bichos que aumentam ou baixam a euribor ". Se os bichos são bonzinhos tipo AAA ++ a euribor " seria baixinha e pagavas menos pelo dinheiro que queres pedir emprestado. Se por acaso andaste na borga, gastaste mais do que devias, recebes menos do que gastas e ainda assim arranjaste dinheiro para alimentar os bichos depois da meia noite, eles transformam-se nuns bichos maus que te baixam o tal rating para A- e ficas a pagar mais pelo dinheiro que queres pedir emprestado. A diferença é que tu pagas a Euribor e o Estado paga uma outra taxa, mas o funcionamento será o mesmo.
O que fazer agora? Bem, preparar para pagar mais impostos, seja directos ou indirectos, e na próxima oportunidade votar em alguém que consiga reduzir a despesa do estado (e não aumentar) e que consiga dinamizar a economia. Só conseguimos mesmo andar para a frente quando aprendermos a não gastar mais do que recebemos."
E o Tiago Carvalho diz:
"Não sei como é que se explica tudo de uma vez, parece-me complicado, mas comecemos pelo básico, o rating. Se quiseres depois perguntas mais coisas, e continuamos...
A Helena acrescentou:
"eu passo a informação ao preço a que a comprei no noticiário alemão de há dois ou três dias:
Aqui.
Acrescento que hoje o noticiário das 8 da noite (que é extremamente sintético, porque só tem 15 minutos) mostrou imagens do encontro entre Sócrates e "Paxux Coelho" - tanto tempo dedicado a Portugal, só pode ser sinal de que a coisa está mesmo preta.
O Jorge Bateira também traça hoje um quadro bastante dramático da situação no ladrões de bicicletas.
O pior de tudo é que temo que ele tenha muita razão.
Não sei se punha o filho na escola pública, mas há uma coisa que neste momento não faria: comprar a crédito"
Fiquei esclarecida, pelo menos bastante mais do que estava antes, e agradeço a todos os que gastaram o seu tempo para partilhar informação :)
Um crédito e agradecimento especial para o autor da imagem que ilustra este post, que é o Zentopeia :) No dia em que e escrever o tal livro, esta será a capa :)
Depois faço aqui um apanhado das várias informações que me chegaram (primeiro vou a uma editora tentar vender um "Crise para Totós), mas assim de repente, a primeira coisa que retiro de todas as informações é a de que é preciso refrear os grandes investimentos, pedir crédito só se for mesmo imprescindível, e poupar.
Nessa perspectiva, conto lançar aqui uma nova rubrica neste Blog, com pequenas dicas de como poupar.
Se calhar convém explicar que não percebo nada de poupanças, tenho à ordem uns trocos que se calhar devia ter a prazo (ou debaixo do colchão, já nem sei), e que neste momento a luz da cozinha está acesa, apesar de não estar lá ninguém. Mas quero contribuir.
Aqui fica a primeira dica:
"Carregue o telemóvel no trabalho".
Pronto, serão destas dicas que poderão encontrar por aqui, e não aquelas politicamente correctas do "ande de transportes públicos" que isso já há muita gente a fazer. Eu pretendo inovar, e por isso vou dar dicas que eu própria dificilmente seguirei.
Porque, afinal de contas, a situação é grave e há que tratá-la com a seriedade que se impõe, mas se a malta não se ri, pelo menos um bocadinho, isto fica tudo muito mais difícil.
E sim, esta semana jogo no euromilhões :)
Por motivos profissionais (e não só) é necessário que me mantenha atenta ao dia-a-dia e à actualidade noticiosa (embora nem sempre jornalística) do país e do estrangeiro. Assim sendo, tem sido incontornável, de há uns tempos para cá, esta coisa da crise.
E eu leio os blogs políticos, e os blogs de economia, e os blogs que não são nem uma coisa nem outra mas que também mandam os seus bitaites sobre o que deve ser feito e o que não deve ser feito, mas fico sempre com a mesma dúvida, e assalta-me sempre a mesma pergunta:
A dúvida é "mas que raio se está a passar?", e a pergunta é "mas estes gajos acham que as pessoas normais percebem o que eles dizem?"
Bom, no fundo são duas perguntas.
É para os autores desses posts, e desses twits, e dessas notícias que gostava que servisse este post.
Especulação, ratings, bolsa, manobras, estratégia, despesa, mercados, e demais jargões económicos são palavras que os portugueses conhecem, mas noutros contextos.
Especula quem inventa coisas, os ratings são rankings e os que importam são os da UEFA, a bolsa é onde se guardam os trocos, as manobras são de diversão, a estratégia é a que o Jesus vai adoptar para o porto-Benfica, os mercados abrem duas vezes por ano e é onde os clubes compram jogadores, ou então são aqueles onde as mulheres vão às compras do peixe.
Ainda não vi (se calhar é erro meu) alguém que explicasse isto de forma a que os comuns mortais conseguissem perceber, sem dogmas do "é assim porque é assim", ou sem paternalismos "isso é muito complicado e por isso não interessa".
Eu gostava que alguém explicasse (ou me indicasse o link onde se explica) esta coisada toda, em termos que eu consiga perceber e apreender. Usem analogias, metáforas não, que dá muito trabalho e baralha.
Uma coisa simples que meta galinhas e porcos, ou jogadores de futebol, ou economia doméstica básica, um "the crise for dummies" (tenho boas experiências com o "Knitting for dummies"). Uma coisa para as pessoas simples, como eu.
Eu não sou burra, já percebi que é mau, e já percebi que vai custar a todos (bom, a uns mais do que a outros, e eu devo estar no grupo dos uns), e que a coisa está preta. Ainda não percebi é o que é que posso ou devo fazer. Comprar casa? Vender casa? Arranja um cão? Será preferível um gato? Trocar de carro? Pôr o puto no ensino público? Levantar o dinheiro do banco? (não faria diferença a ninguém, infelizmente), jogar no euromilhões? Aumentar a dose do anti-depressivo? Ter mais filhos para assegurar a minha velhice? Emigrar?
Ou viver a minha vidinha como tudo corresse normalmente, fingindo que percebo tudo, mas sem perceber uma porra do que se passa?
É que se querem que eu faça sacrifícios, é bom que me contem a história desde o princípio. Não é que não faça os sacrifícios na mesma, já que, cheira-me, vão ser mais impostos (nas duas acepções da palavra) do que propriamente pedidos, mas se calhar, terei mais disponibilidade para os fazer, se perceber porque é que são necessários.
Muito agradecida.
Uma das primeiras palavras de ordem de que me lembro, de miúda, é "os ricos que paguem a crise". Nos últimos dias tenho ouvido com mais frequência "a classe média que pague a crise". E está mal. Quem tem de pagar a crise são os chico-espertos, sejam eles ricos, classe média, remediados ou pobres.
Eu explico. Quem tem de pagar a crise é o caramelo que em vez de se pré-reformar negoceia com a empresa uma saída (com indemnização), e depois vai receber o subsídio de desemprego, enquanto espera pelo prazo da reforma. Este gajo vai a entrevistas de emprego (que não quer), porque a isso é obrigado pelo centro de emprego. Não só anda a chular o estado (portanto, nós todos), como anda a fazer perder o tempo a recursos que deveriam estar ocupados com coisas mais produtivas e construtivas.
Quem tem de pagar a crise é a cabra que tem o exacto número de filhos que lhe garanta a subsistência com base no abono de família e de outros incentivos à natalidade, enquanto o marido (marido não, que se forem casados o esquema não funciona), o "pai dos filhos" usufrui do rendimento mínimo. E não fazem um boi, porque não querem.
Quem tem de pagar a crise é a senhora que é fraca dos nervos, e que está de baixa há 10 anos (enquanto vai fazendo a sua vidinha de reformada), e que no dia em que se pode reformar, deixa o trabalho (onde não ia há 10 anos e onde provavelmente já não a conhecem nem se lembram dela) e reforma-se e continua a fazer a mesma vidinha.
Quem tem de pagar a crise é o gajo que manda fechar a varanda e que paga em dinheiro, sem recibo, para ser mais barato, sem IVA.
Quem tem de pagar a crise é a besta que recebe dinheiro através de manigâncias e engenharias financeiras, para que os rendimentos não sejam apanhados no "radar".
Quem tem de pagar a crise é o gajo que recebe uma pipa de massa, mas como é dono da empresa, declara o salário mínimo.
E os exemplos podiam continuar, o português é um povo de chico-espertos, cheio de recursos, desenrascados, e eu tenho para mim que deviam ser estes a pagar a crise.
Não deviam ser os tansos que fazem a coisa não só de acordo com as regras, mas de acordo com a sua consciência.
E não me venham com as tretas das generalizações. Há-de haver muita gente a receber o rendimento mínimo que precisa de facto dele, e por cada exemplo negativo que dei, hão-de existir muitos no sentido inverso, mas a verdade é que toda a gente conhece casos deste tipo, que estão tão generalizados que já nem se estranham.
Mas, como sempre. quem vai pagar a crise, são os tansos. Os da mama, vão continuar a mamar.