Já ando com esta encasquetada há uns tempos, mas o Nobel da Paz atribuído hoje a 3 mulheres trouxe-me ainda mais dúvidas.
Eu sou feminista. Sou feminista porque penso que ambos os sexos, com as suas diferenças, devem ser tratados com o mesmo grau de exigência, com a mesma justiça, os mesmos direitos, as mesmas responsabilidade. Enfim, nada de novo, por aí.
Mas é fácil, para mim, pensar e sentir, desta forma politicamente correcta. Fui educada dessa forma. Vivo numa sociedade onde os direitos das mulheres têm evoluído (ainda há muito por fazer, mas tem havido evolução). Sobretudo, têm mudado as mentalidades. Vivo num país ocidental. Tenho acesso a meios de comunicação. Vivo num país livre. Sou filha duma mãe pioneira na sua área (a publicidade, já agora), sou neta de mulheres que, cada uma de sua forma (uma mais que outra, mas mesmo assim) sempre pensaram nelas próprias como iguais, não como inferiores.
Não sou, portanto, uma surpresa. Tudo à minha volta apontava para este caminho. Não há grande coragem, ou um grande salto mental, meu, por pensar como penso.
A dúvida que me assalta, e que nunca esclarecerei, é; e se eu tivesse nascido numa sociedade diferente? E se eu tivesse crescido com tudo à minha volta a dizer-me que eu era inferior? E se, desde pequenina, eu tivesse sido habituada a ver nos homens seres superiores e nas mulheres seres inferiores?
Seria capaz de pensar diferente?
É tão fácil, olharmos para as burqas ou, não indo tão longe, para a mulher que apanha do marido e se vai mantendo casada, e pensar "se isto fosse comigo partia a loiça toda".
É essa a dúvida. Será que partia?
Como é que celebra o dia do pai, um pai que apenas o é para metade dos seus filhos?
Alguém sabe a resposta? :)
Recebi uma cartinha dos senhores advogados da Ensitel e estou para aqui cheia de dúvidas.
Não sei se a transcreva para um post, se a mande directamente para a minha advogada, ou ambas as anteriores.
Indecisões, indecisões.
É mesmo uma dúvida que cada vez me assalta mais (a cabra).
Quanto é que vale em €€€ no fim do mês, o privilégio de fazermos aquilo de que gostamos?
Quantifiquem-me lá isso, que quando eu faço contas, todos os anos aumento o valor ao "fazer aquilo de que gosto", e mesmo assim, as contas são cada vez mais difíceis.
Em oposição pensem em "fazer algo de que se goste menos, ser menos boa no que se faz, mas ninguém dá por nada, e a vidinha fica mais desafogada"
Já aqui falei de escolas. Das escolas que o meu puto tem frequentado. Gosto imenso da escola onde está, neste momento, dá-me alguma paz de espírito, e é aberta, não me deixa à porta. É perto da minha mãe e da minha irmã, o que me dá imenso jeito porque, desgraçadamente, à hora a que a porra das escolas terminam, eu estou a trabalhar. Convenhamos, 4 da tarde não é hora de sair do trabalho, por mais liberais que sejam os meus horários (e são). Mas esta mama acaba este ano lectivo. O 6º é o último ano da escola.
E agora? Oficial ou particular? Mais perto de casa (onde não tenho apoio familiar), ou mais perto da minha mãe e da minha irmã? Com amiguinhos da actual escola que provavelmente ficarão por ali, ou num sítio sem amiguinhos, mas onde os pode fazer, mais perto de casa? E os rankings? A do Restelo está muito bem colocada, mas não admira, recebe os meninos de todas as escolas privadas ali da zona e é maioritariamente frequentada por pessoas que podem pagar a explicadores. A escola ao pé de casa (é só atravessar a rua) está em 500º lugar do ranking.
Dúvidas, dúvidas, dúvidas.
E eu a ter de tomar uma decisão depressa, depressa, depressa.
E, sobretudo, não estar habituada a estar neste lugar. O das dúvidas.
Não é de agora, é de sempre que me assalta esta dúvida.
Porque é que nos bares, onde é suposto as pessoas irem para conversar, há sempre música de dança, aos berros, obrigando as pessoas a gritar em plenos pulmões para se fazerem ouvir?
A sério. Não percebo mesmo. E uma vez que há pelo menos 25 anos que me lembro de fazer esta pergunta a mim própria, e o hábito persiste, deve haver qualquer coisa que me está a escapar.
Não?
Porquê?
Sim, que temos de estar preparados para responder às peguntas que os nossos filhos nos fazem, quando abrimos a boca e sai a voz da nossa mãe, a repetir coisa que provavelmente já diziam as gerações anteriores. O meu nunca me perguntou (provavelmente porque eu não lhe digo que não se aponta que é feio), mas just in case, expliquem-me lá.
Porque é que é feio apontar?
(É isso e beber água da torneira)
Quando morre o autor de um blog, o que é que acontece ao Blog?
Chego a este tema via Maradona, por causa d'O Céu sobre Lisboa.
O autor do Blog morreu. Não irá actualizá-lo nunca mais. O que é que vai acontecer ao Blog? Depois de x tempo sem ser actualizado, é removido? Não sei, não conheço a política do Blogspot acerca do tema.
E neste momento que me assalta uma dúvida ou, mais apropriadamente, deparo-me com o dilema.
Não tenho dúvidas acerca do deveria ser feito. O Blog deveria ser preservado. Ali ou noutro sítio qualquer, devia ser preservado.
O meu dilema é ético. Eu consigo, facilmente, ir buscar todos os posts, todos os comentários, enfim, todo o conteúdo do Blog, e pespegá-lo noutro Blog, do "meu" lado. Mas, o que é tecnicamente possível, nem sempre é eticamente aconselhável. Se eu tivesse conhecido o autor (e não conheci) talvez percebesse melhor qual o caminho a seguir. Assim, não sei.
Tecnicamente, é fácil
Eticamente? Praticamente impossível.
Quero comprar uma bicicleta. Não percebo nada do assunto, mas sei que tipo de utilização é que lhe espero dar. Nas férias (na celestial semana que tenho a sós com ele), e depois, durante o ano, o pontual passeio de fim-de-semana, com ou sem putos. Já percebi que aquilo de que preciso é de uma bicicleta híbrida, daquelas que não são nem carne nem peixe.
Depois do que já li, já percebi que Hipermercados (seja genéricos seja da especialidade) são de excluir, e que mais vale comprar numa loja da especialidade, e eu até descobri há pouco tempo uma loja destas de cujo atendimento gostei muito.
Mas não gosto de comprar algo, principalmente algo em que vou gastar investir uma pipa de massa, e depender exclusivamente do know-how de quem me está a vender a coisa, e que tem, óbvia e naturalmente, interesses que poderão não ser exactamente os meus.
Andei a fazer umas pesquisas. Muita coisa em português do Brasil, imensa coisa em inglês, mas em português de Portugal, e adaptado à realidade nacional (nesta temática a questão geográfica tem importância), muito pouco. E o pouco que existe é demasiado técnico.
Vá lá, para mim uma bicicleta tem um volante (sim, eu sei que este não é o nome técnico), duas rodas, os pedais, o banquinho, a corrente e aquela coisa pesada em ferro (eu sei que não é em ferro) que junta estas coisas todas. Ah, e travões.
Portanto, se encontro informação que me fala em quadros XPTO, ligas de titânio, suspensões hidráulicas, pedais de clip, amortecedores, cassestes, desviadores, e demais parafernália, esta informação deixa-me mais ou menos na mesma, ou pior, porque se eu acho que tenho de aprender tanta coisa, vamos lá, não é propriamente um incentivo.
Acho que vou ter uma conversinha de pé de orelha com os senhores da "minha" loja de bicicletas, para ver se eles fazem uma coisa de jeito para quem, como eu, não pesca nada do assunto, e não quer sentir-se como imbecil, quando visita um site da especialidade (mesmo que esse sentimento se aproxime da realidade).
Alguém conhece um bom site, em português de Portugal? (não quero que aconteça como com o tricot, aprendi a tricotar através de um livro inglês, e agora não percebo nada das instruções portuguesas).
E, já agora, alguém recomenda alguma bicicleta ou marca em especial?