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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Toda a gente conhece a primeira Ted Talk de Sir Ken Robinson.

Brilhante, claro, e a forma como ele pensa na educação (na sua definição mais abrangente) é-me particularmente cara. Não só por minha causa, mas também por causa do meu filho.

 

Hoje cheguei a outro vídeo de Sir Ken Robinson, que junta o melhor de dois mundos, o conteúdo e a voz do homem, e a animação da RSA. Recomendo vivamente. Ambas.

 

 

Via Correntes.

 

Link do vídeo, aqui.

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Sábado, 18 de Junho de 2011

Nunca frequentei, enquanto aluna, o ensino público. Os meus pais não tinham estrutura familiar que lhes permitisse que eu apenas estivesse ocupada uma parte do dia.

 

Quando chegou a altura de introduzir o meu filho às delícias da academia, optei por uma instituição privada, mas daquelas onde se paga de acordo com os rendimentos, portanto, onde eram recebidos meninos de todas as classes sociais. Já lá não anda, posso dizer portanto que andou no Infantário Popular de Sintra, e que, desde a sala do 1 ano até à pré-primária, a experiência foi sempre fantástica (obrigada, educadora Paula Nunes).

 

Depois era a sério, ia entrar no primeiro ano (primeira classe para quem é do meu tempo), e tinha de mudar. Novamente optei pelo privado, desta vez sem as vantagens de haver meninos de diferentes classes sociais, que ali, doía a todos por igual, quando chegava a altura de pagar a mensalidade. Não me dei bem com a escola. Não foi o puto que não se deu bem fui eu. Estava muito habituada a intervir e a participar no dia-a-dia do meu filho (vinha "mal habituada" do Infantário Popular de Sintra) e custou-me muito aquela dinâmica do deixa a criança à porta, recolhe a criança à porta, queres falar com a professora marcas hora para daqui a 15 dias, e se queres saber o que comeu ao almoço, perguntas na secretaria e já gozas. Mais informações, não há, tens de confiar na escola, porque a escola é que sabe de educação e de pedagogia, e os pais não são para aqui chamados. Comigo não funcionou.

 

Custou-me, mas mudei-o mesmo a meio do ciclo. Mudei-o para a Escola Raiz (já lá não anda, por isso posso dizer que lá andou). Uma escola pequenina, com um método de ensino algo invulgar, eventualmente com mais sucesso se o meu puto lá tivesse andado desde mais novo. Mas uma escola que me incluía, que me interpelava, onde eu entrava sem problemas, onde via os trabalhos do meu filho (e das outras crianças, evidentemente), e via a sala de aulas, se me apetecesse, e onde falava com os professores sem ser preciso marcação prévia. Foi perfeito? Não, não foi, mas eu não acredito que exista a escola perfeita. Assim como assim, também não existem crianças perfeitas, nem pais perfeitos.

 

O ano lectivo que agora termina foi a minha estreia no ensino público. Fui a medo, confesso. E o impacto e a diferença foram brutais. Mas não por causa da qualidade do ensino. Bons professores e maus professores há em todo o lado, seja no público seja no privado, portanto, também aqui, no liceu, tive direito às duas realidades. Mas, no geral, o balanço é positivo. Muito positivo. Também pode ser que eu tenha tido sorte, mas não creio que tenha sido só isso.

 

Reuniões bem organizadas, com uma directora de turma extraordinária (que é também boa professora), que se desunha para fazer chegar aos encarregados de educação a informação relevante, sem nunca deixar que as reuniões caíssem naquelas coisas típicas dos colégios particulares "ai, o meu Rodriguinho é tão prendado". Assertiva, mas 15 dias depois de começarem as aulas já conhecia os putos todos pelo nome. E, note-se, não estamos a falar de turmas de 15 meninos (que era a isso que eu vinha habituada), estamos a falar de turmas gigantescas, com 30 e mais alunos.

Não sei como é que ela consegue, mais para mais, sabendo que tem mais turmas, mas gostei de, no meio de um liceu com (bem) mais de 1000 alunos, que a coisa fosse, de certa forma, personalizada.

 

As auxiliares conhecem o puto pelo nome? Não. Mas quando ele se sentiu mal e foi preciso chamarem-me, sabiam exactamente onde é que ele estava, e quem é que era, e o que é que tinha, e quais tinham sido os sintomas.

 

Eu ressenti-me.... passar duma escolinha pequenina para uma escola gigantesca, não foi fácil. Sobretudo porque o "gigantesco" implica muitos alunos, todos mais velhos, a conviverem com os mais novitos que, coitados, parecem bebés. E pronto, também há uma catrefada de alunos que não são bem daquela escola, mas que frequentam espaços comuns que não são, dizem, muito recomendáveis. E, sim senhor, já vi cenas de pancadaria à porta, mas foi só uma vez. E há assaltos, e obviamente, os mais novos são as vítimas mais evidentes, mas os assaltos acontecem fora da escola, e a polícia anda sempre por ali.

 

A comida da cantina. Na outra escola aquilo era quase à la carte. O menino não gosta de bacalhau? Não faz mal, eu cozo-lhe uma postinha de pescada. E ficavam lá a ver se ele comia tudo, e havia sopa e fruta. Agora ele diz-me que a comida é boa, que há sempre sopa (e ele nunca come, aposto), que nos dias em que não gosta da comida come menos, e depois come umas bolachas da máquina (pessoalmente, eu dispensava a máquina, mas pronto), e chega a casa com mais fome, ao lanche. O saldo é positivo.

 

Os professores. Teve sorte com uns, teve azar com outros. É como tudo na vida. Não é novidade. No ensino particular também apareceram bons e maus professores. Ou melhor, professores mais empenhados e mais motivados, e professores que não querem saber. O meu trabalho, como mãe, acho eu, passa por ensiná-lo a respeitar todos, e a tentar colmatar as falhas dos professores menos inspirados, de forma a que a falta de inspiração não estrague o gosto do puto por uma determinada disciplina. Inglês, disciplina em que ele é, claramente, um aluno excelente (porra, o puto lê livros em inglês), tocou-lhe uma professora maluca, que ia arruinando o gosto que o puto tem pela língua. Ele percebeu. Também percebeu que às vezes, a professora pode ser boa, mas ele não gosta da matéria (disse-me isso acerca de uma das disciplinas - ó mãe, a professora é boa e ensina bem e é justa, eu é que não gosto nada daquilo), fair enough.

 

Não vai ter negativas. Vai ter mais 3 do que o que eu gostaria, mas é o primeiro ano, é o de adaptação. Para o ano puxo mais por ele (aliás, já comecei a puxar, que o sacaninha está de férias, mas tem livros para ler, e ditados para fazer, que a caligrafia é uma queixa generalizada).

 

Portanto, e porque isto já vai longo. A minha aventura pelos reinos do ensino público foi positiva. Para o ano, gostava que lhe (nos) calhasse a mesma directora de turma. Ajuda muito, ter alguém competente e empenhado, a puxar a carroça (e que me manda as actas por mail, para eu imprimir e assinar e mandar pelo puto - oh, as vantagens das novas tecnologias).

 

Ah, o moodle é uma merda. Para mim, que trabalho nesta área, aquilo é abaixo de cão em termos de usabilidade, navegabilidade, intuição, segurança, interactividade...enfim.....nada se aproveita. Era deitar fora e fazer de novo, mas como deve ser. Ofereço-me para consultoria (graciosa, não comecem já a pensar que eu me quero encher de guito) se alguma vez precisarem de beta testers ou de input de quem trabalha nesta indústria. A sério..... com os putos habituados a Facebook, Youtube, Blogs, jogos e coisas bestialmente bem feitas e ricas, pedirem-lhes para trabalhar no moodle é um turn of do caraças.

 

E pronto.... já ninguém está a ler esta parte do texto, que se fosse eu a ler, já tinha desistido há muito tempo, dum texto tão chato e tão comprido :)

 

E não, não digo em que liceu é que ele anda. Daqui a 5 anos falamos :)

 

Falta dizer que isto começou por ser um comentário a este post, e que depois, quando percebi que me ia alongar, achei que era melhor poluir o meu próprio espaço, e não o espaço alheio :)

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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Leio no DN que há uma nova polémica, por causa de um dicionário recomendado para os alunos do primeiro ano, dicionário cuja edição contém "palavrões".

 

E está toda a gente muito chocada, porque os dicionários têm lá, com todas as letras, as palavras que os pais não querem que os filhos aprendam.

 

Tudo isto está muito bem, e as pessoas têm o direito de se insurgirem contra o que muito bem entenderem, mas a minha pergunta é esta:

 

Como é que sabem que lá estão os palavrões?

 

Não foram as crianças, de certeza absoluta que, estando no início do 1º ano, não sabem ler.

 

Portanto, foram os pais que foram à procura dos palavrões, que aparentemente conhecem, apesar de não terem nenhum dicionário que lhes ensinasse a coisa.

 

Há uns anos tive de comprar um dicionário para o meu filho. Não tinha qualquer referência da professora, portanto, o critério era o meu. Recusei-me a comprar qualquer dicionário que não tivesse pelo menos, a palavra "merda". Vai sabê-la, vai aprendê-la, ao menos que, tendo curiosidade, possa saber como é que se escreve e o que significa, tendo, para além da mãe, outras formas de obter essa informação.

 

Os paizinhos estão convencidos que os filhinhos vão ler o dicionário? Ninguém lê um dicionário. Vai-se ao dicionário à procura do significado duma palavra que se ouviu ou que se leu, o dicionário raramente é a origem da coisa. Mas é o esclarecimento.

 

Prefiro ter um filho que ao dizer ou escrever "caralho" saiba exactamente o que é que está a dizer, do que ter um filho que escreva "keralho", e pense tratar-se duma ferramenta de lavoura.

 

Por último, senhores jornalistas, não escrevam "os pais manifestam-se contra". Escrevam "alguns pais manifestam-se contra", não me incluam no lote de imbecis que não sabe que a silly season já terminou, bem como o século XIX.

 

Ao senhor Albino Almeida, da confederação nacional das associações de pais, que recomenda a manutenção dos tradicionais dicionários escolares, uma informação: a tradição já não é o que era, e phoda já se escreve doutra forma, vá ver o dicionário.

 

Isto deve ser visto pelo lado pedagógico, se por acaso uma criança pegar num dicionário e começar a lê-lo, antes de chegar ao "caralho" já tem mais vocabulário que muitos licenciados.

 

Merda do corrector ortográfico dos Blogs não é dos bons, marca-me ali uma série de palavras como se fossem erros. Há que mudar isso.

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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Ao princípio andamos todos às aranhas. Tirando as educadoras, cada um parece ter uma ideia muito própria acerca do que é suposto debater-se numa reunião de pais.

 

Depois, com a prática e o andar dos anos, habituamo-nos a reconhecer os que nunca falam, os que nunca vão, os que acham que sabem tudo, os que adoram falar dos feitos das criancinhas, os poemas que fazem aos 5 anos, os futuros músicos, engenheiros, as tendências de génio que os infantes já demonstram, em tão tenra idade, as conquistas, etc.

 

Com a prática aprendemos a catalogá-los, e eles a nós, provavelmente. É uma espécie de reunião de condomínio, mas com pessoas que não são nossas vizinhas.

 

No entanto, apesar de tantos anos que levo de reuniões de pais, confesso que continuo a conseguir surpreender-me com algumas avestruzes.

 

Estamos no século XXI e o grupo dos graxistas ainda existe. Os que tratam a professora por "seutora", os que dão os parabéns no final da reunião, pelo sucesso da mesma, tentando usar palavras mais caras do que o que têm para gastar. São, provavelmente, netos do puto que levava invariavelmente uma maçã para oferecer à senhora professora. Palavra que não entendo.

 

Mas hoje, pela primeira vez em quase 12 anos que levo de reuniões de pais, um interveniente levantou uma questão original.

Simulacros e instruções de conduta para situações de emergência. Fogos, sismos, pensarão vocês, como eu pensei.

 

Mas não. Aparente e adicionalmente o senhor referia-se a alunos armados de espingardas, à solta nas instalações, matando tudo e todos e depois eles próprios. Uma coisa assim como Columbine, mas num bairro de Lisboa.

 

Não sei o que é que me divertiu mais, se a questão colocada pelo progenitor, se a cara de espanto dos outros presentes, se a aflição da directora de turma que estava a levar a coisa.

 

Enfim, é o início de um novo ciclo que, pelo teor da reunião me parece auspicioso e, acima de tudo, muito divertido.

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Domingo, 29 de Agosto de 2010

Todos os anos é a mesma coisa, por esta altura. Os pais anseiam vivamente pelo regresso das aulas. Pelo menos eu :)

 

Tanto que, este ano, antecipei a coisa, já tenho os livros todos, já os identifiquei e já os forrei, que é o que me leva a escrever este post.

 

Eu sei que me repito, mas a verdade é que quem inventou o Kit Salva Livros da AMI, devia receber um prémio qualquer. Epá, a sério. O puto este ano vai para o 7º. Carradas de disciplinas e, consequentemente, carradas de livros. Se eu tivesse de forra os sacanas dos livros como antigamente, com papel autocolante, gastava 3 tarde, 20 rolos de papel e neurónios (que têm de se poupar porque, como sabe, nas loiras, não abundam).

 

No ano passado só consegui arranjar dois Kits, no início de Setembro. Este ano decidi ser mais esperta. Ontem no Office Centre abarbatei-me a 3 Kits. Decidi começar a forrar os livros há bocado. Já estou despachada. Ficaram porreiríssimos, e até desenvolvi uma técnica especial que me permite poupar ainda mais tempo.

 

Material necessário? Os livros propriamente ditos, os Kits, e um X-acto. Nada de fita-cola nem tesouras.

 

A sério, quem ainda não forrou livros com esta coisa, não sabe o que está a perder.

 

Adoro!

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Sábado, 6 de Março de 2010

Para quem tem filhos a estudar entre o 5º e o 6º ano, para ver junto com os pais. É divertido e pedagógico. E rápido :)

 

 

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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Volta não volta meto-me nestas coisas, por necessidade, claro.

 

Está na altura de decidir em que escola ponho o puto para o próximo ano lectivo. O meu filho sempre andou em escolas particulares, mas desta vez, decidi-me pelo público, sou, portanto, marinheira de primeira viagem nestas coisas das inscrições e dos registos e dos agrupamentos e das burocracias.

 

Poderia pensar-se que nos dias de hoje, com a web, a coisa seria fácil de fazer (ou de aprender), mas parece que não.

 

Saber a que agrupamento escolar pertence a minha área de residência parece ser um segredo bem guardado, online, pelo menos. As recomendações que tenho recebido mandam-me à junta de freguesia da minha área de residência, fazer a pergunta. Tendo em conta que é informação automaticamente georreferenciada, não deve ser difícil fazer um site do tipo, coloque aqui a sua morada, e nós dizemos quais os agrupamentos. Não sei, talvez seja impressão minha.

 

Saber quais as escolas que tenho à minha disposição, independentemente da minha área de residência, e o que é que tenho de fazer, dentro de que prazos, para inscrever o meu filho, com que grau de certeza de que fica na escola que escolhi, também é difícil, ou sou eu que estou à procura no sítio errado.

 

Horários das escolas, por anos, também é coisa que não encontro (pelo menos para as escolas que estão na minha short list).

 

E depois, aquela coisa, sobre a qual eu até entendo que ninguém escreva (mas já merecia), que é prática comum, a de aldrabar a morada para se conseguir que os putos fiquem na escola onde pretendemos que, de facto, fiquem. Tanto post a explicar como é que se fazem bombas, e como é que se fazem outras coisas menos próprias, e uma coisa simples, que aparentemente toda a gente faz (mas eu não conheço ninguém que faça, claro), e não há um post com um passo-a-passo para explicar como é que se faz a coisa, alegada e hipoteticamente, claro.

 

É, chamemos-lhe assim, um admirável mundo novo que estou a descobrir.

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

O meu filho tem 11 anos. Anda no 6º ano. Aliás, terminaram hoje oficialmente as férias, e foi hoje o primeiro dia de aulas.

 

Todos os anos desde que a criança começou a usar livros, portanto, já lá vão 5, este é o 6º, que eu, como todas as mães e alguns pais, curto o regresso às aulas. Adoro comprar material novo, adoro os dossiers por estrear, os lápis, os estojos, e a parafernália necessária a um regresso às aulas dentro dos parâmetros.

 

Não desperdiço, a mochila do puto é a mesma desde o 1º ano, e vai fazer, pelo menos mais este. Custou €30. Não vou comprar-lhe uma mochila nova só porque sim. A mesma coisa com os lápis de cor e com as esferográficas e com os marcadores (agora chamam-se riscadores), o que está em condições serve para este ano, o que não presta vai para o lixo. Arranjei duas bolhas, na mão direita, à conta de afiar tanto lápis de cor, para ver se estavam todos bons.

 

Mas divirjo.

 

Esta é a parte que eu gosto. Há, no entanto, uma pequena aldeia Gaulesa....não.....há no entanto uma tarefa, chamemos-lhe sacaninha já que o post trata de putos. Forrar o caraças dos livros.

 

Tem de ser com um forro qualquer transparente, senão não se sabe que livro é. O papel autocolante pega-se a todo o lado, cola onde não deve, não cola onde é suposto, o não autocolante escorrega por tudo quanto é lado, e cada livro demora uma eternidade a ser despachado, para ficar em condições. E olhem que eu não sou esquisita, mas convém que o livro abra e feche como é suposto.

 

O ano passado pensei que bastava reforçar os cantos, e que os livros aguentavam. Puro engano.

 

Já tinha andado à procura deste Kit Salva Livros, que por acaso devia ser Kit Salva Mães, mas pronto, não se pode acertar em tudo, mas não encontrei no ano passado e acabei por comprar umas capas da Ambar, que não serviram em nenhum dos livros.

 

Encontrei desta vez (porque perguntei) na Stapples de Cascais. Custa 6 Euros, podia custar 12 ou 24 que eu comprava na mesma. Despachei 10 livros em 15 minutos (mais coisa menos coisa), e aquilo é uma limpeza. Ao princípio parece complicado, mas não, sem fita-cola, sem porra nenhuma, é um tiro.

 

Não estavam expostos, estavam escondidinhos no armazém, guardados para as encomendas dos espertos e das espertas que já conhecem o truque e estão caladinhos sem dizer nada, e devem encomendar resmas destas coisas.

 

Já tenho pena de não ter conseguido comprar mais, e para o ano, em meados de Agosto começo a procurar.

 

Está explicadinho aqui. É por uma boa causa. Mas se não fosse, eu comprava na mesma.

 

Caraças, grande invenção.

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Sábado, 12 de Setembro de 2009

Dizem que elas gostam de fardas. Nem todas, pelo menos, que eu sempre detestei.

A escola do meu filho tem 2 desvantagens, uma delas é ter farda. Eu bem lhe chamo uniforme, para ver se descanso a minha cabecinha, mas não, farda é mesmo o nome daquilo.

 

Confesso que se fosse uma farda tradicional, daquelas com calças de fazenda, camisinha branca, pullover e gravata (ou laço), mais os calções com a meia até ao joelho, teria escolhido outra escola (sim, sou assim tão fundamentalista), mas a verdade é que, de todas as fardas escolares que conheço, a da escola do meu filho é a mais porreira. Calças de ganga, t-shirts, sweat-shirts, e a coisa mais cocó que tem são uns pólos (manga curta e manga comprida), com colarinhos, com que embirro um bocadinho.

 

Mas pronto, o puto vai de sweat-shirt, calças de ganga e ténis. Menos mal. Preferia que não houvesse farda, mas pronto.

 

Há bocado, a comprar as coisitas que faltavam para compor o guarda roupa deste ano, numa loja que só vende fardas para escolas, e enquanto esperava na enorme bicha para pagar, ouvia duas mães, daquelas enfeitadas colares e pulseiras que fazem barulho e ferem os olhos. Apontavam para a zona onde está arrumada a roupa da escola do meu filho e dizia uma delas "olhe para aquilo, calças de ganga, parece que os miúdos vão todos os dias para as obras". Olhei, sorri, e anotei mentalmente a imbecilidade, mas fiquei caladinha. Coitadas. Mas passado um bocadinho, voltam à carga, "olhe para o material daquelas sweat-shirts, tão rafeiro" (é algodão, normalíssimo).

 

Pronto, já tinha feito a minha boa acção do dia, ficando calada da primeira vez, não sou a Madre Teresa.

 

Sorri docemente para elas, apontei para as minhas coisas em cima do balcão, onde estavam umas das tais calças de ganga e uma das tais sweat-shirts de material rafeiro e disse, "olhe, o meu filho anda nessa escola, e eu prefiro que ele ande vestido mais à vontade, do que ande desde pequenino de camisinha e gravata. Tem muito tempo para ser monótono, lá para os 30, acaba o curso de gestão, casa com uma dondoca, e nessa altura terá a oportunidade de andar de gravatinha e camisinha escolhidas pela mulherzinha, mas para já, prefiro que seja mais livre".

 

Coitadas...não sabiam onde é que se haviam de meter.

 

Lá paguei e vim embora, deixando-as certamente a comentar a falta de chá que têm as mães dos rapazes que andam nas obras.

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

E, adivinhem lá qual é um dos livros que o puto vai ler na escola, neste seu 6º ano (2º ano do ciclo, para os mais antiguinhos)? Os miseráveis. Sim, esses, os do Victor Hugo.

 

Eu que ando a ver, debalde,  se ele se interessa pela leitura com coisas como Harry Potter, e Dragões e sei lá que mais (já fui a todas), agora vou ter de lhe comprar Os Miseráveis.

 

Querem ver que é com os clássicos que o gajo lá vai? Ou isso ou passa a odiar ainda mais a leitura (provocando assim um maior e mais profundo desgosto nesta mãe, que se há coisa que eu gostava de ver o meu puto a fazer com gosto, era ler).

 

 

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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

A ronda dos Blogs hoje, está a tornar-se altamente produtiva. Esta pérola apanhei-a no Sinusite Crónica.


Enjoy, e no fim vão todos preencher a papelada para obterem a licença de porte de arma.

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Quinta-feira, 20 de Março de 2008
Bem sei que este título foi celebrizado por uma personalidade blogosférica (e não só), mas neste caso representa muito bem o meu estado de espírito face ao vídeo incontornável destes dias.

O link do vídeo, para qualquer incauto que por aí ande mais distraído, está aqui, é ir lá ver. Refiro-me obviamente ao vídeo da sala de aula, em que uma professora e uma aluna se digladiam para gáudio de quem assiste, impávido e sereno (e registando a coisa para a posteridade, abençoado Youtube, só tenho pena que a escolha de plataforma não tenha sido outra).

Não sou professora, nem nunca fui (a não ser pontualmente), e ainda bem, não só porque não tenho vocação e preservo muito a minha (já pouca) sanidade mental, como não duraria nem dois dias. Não é para mim.

Tenho no entanto contactado com muitos professores ao longo da minha vida, primeiro como aluna, agora mais recentemente como mãe de um estudante, e pela vida tenho encontrado professores.

Só se espanta com aquelas imagens quem está distante do panorama nacional. Há uns anos (mais de 10), vi e foram-me descritas cenas semelhantes e piores, que aconteciam vulgarmente numa escola primária (repito, primária) da grande Lisboa. lembro-me de ter visitado essa escola, onde uma amiga dava aulas (e era directora), e recordo-me de ficar espantada com a falta de respeito que era palpável. Estamos a falar de uma escola primária, reforço, onde os miúdos tinham 6, 7, 8, 9, 10, 11 anos, por aí (sim, havia mais velhinhos, porque se tinham atrasado).

Cá para mim andou toda a gente a ver muito high school musical, e muito O.C. e agora está tudo escandalizado, porque nas nossas escolas são possíveis cenas como aquelas que atingiram hoje as luzes da ribalta. Wake up, aquilo era para meninos. Há casos de professores a acabar nas urgências dos hospitais, professores com carros vandalizados, psicologicamente ameaçados por alunos e respectivos pais, é uma selva.

Portanto, não se espantem tanto, não se escandalizem com tanta facilidade, há tanto mais com que se podem, verdadeiramente escandalizar, as instalações das escolas, os pais das criancinhas, as criancinhas, os professores, as políticas..... é capaz de ser mais fácil enumerar as coisas que não escandalizam.

Neste caso em específico, eu tinha pregado dois tabefes na aluna e a minha carreira de docente tinha acabado naquela hora.

Gostava de saber o que é que vai acontecer. Aquela professora não tem a menor possibilidade de se fazer respeitar naquela escola (ainda teria essa possibilidade antes do vídeo?), aquela aluna será uma heroína nacional junto da classe estudantil e será, certamente, venerada pelos seus pares.

Portanto, senhoras e senhores, tirem da cara esse ar de virgens ofendidas, isto é uma ligeira, ligeiríssima demonstração do dia-a-dia nas escolas. Querem escandalizar-se a sério? Procurem bem. Às vezes nem é preciso sair de casa.
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006
....não existe, eu sei, mas gostava de encontrar uma que não fosse má de todo, para o meu filho.

Confrontada com a necessidade de encontrar essa escola, fui à procura, e encontrei muita coisa, mas nada que eu queira (ou possa) aceitar.

Assim....vejamos o que eu encontrei:
1 - Escolas que estranham uma mãe querer conhecer as instalações.
2 - Escolas que cobram mais ou menos €1000/mês (esta é a parte do não posso)
3 - Escolas que encerram às 18h00
4 - Escolas que não aceitam meninos a meio de um ciclo.
5 - Escolas que encerraram as inscrições para o ano lectivo 2006/2007 em Outubro de 2005.

Procurei oficiais e particulares, perto e menos perto da zona onde moro. Acho que a maioria dos pais que se importa e que se preocupa acaba por ser obrigado a desistir, não deve haver muita gente com capacidade de resistência para lutar, sozinho, contra o sistema, já para não falar do tempo que se perde (em telefonemas, visitas, reuniões e afins).

Há quem defenda a teoria de que sou exigente demais, e que sou demasiado controladora, e que exijo demais, demasiada informação, eu acho que apenas quero o melhor para o meu filho. Não acho que seja pedir demais. Eu só quero o que é melhor para o meu filho. Não o que querem todos os pais?
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006
com urgência. Colégio/Escola, 1º ciclo (pode ter mais), que aceite inscrições a meio do primeiro ciclo (do 2º para o 3º ano), na zona de Belém, Paço de Arcos, Carcavelos, e assim (público ou privado, é indiferente).

Pede-se: ensino de qualidade, instalações adequadas, espaços exteriores e interiores arejados, actividades extra curriculares, boas referências baseadas em experiência.

Factores preferenciais: Ter associação de pais, ter site actualizado.

Oferece-se: Mãe cumpridora (paga a tempo e horas), exigente e participativa (vai às reuniões e às festas e a todas as efemérides).

Oferece-se ainda um aluno normalíssimo, com os defeitos e virtudes de qualquer criança desta idade (7 anos), mas lindo de morrer.

Alguém conhece?
Como é que os pais deste país escolhem escolas primárias para os seus filhos?
Por ouvir dizer?
Porque a escola não tem mau aspecto?

Traumatizada por uma experiência (a decorrer) que não foi propriamente a ideal quero mudar o meu filho de escola, mas não me aparecem alternativas.

Sugestões?
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005
Muito bom foi o resultado que o meu filho teve nos seus três testes de final do primeiro período.

A minha parte preferida é aquela em que lhe é pedido para elaborar uma pequena composição acerca do Natal e que reza assim: "Eu no Natal como espareguete e carne, depois vou brincar com o meu amigo. gosto de presentes e depois nos esperamos mesa da cosinha, o pai Natal entra pelo escritorio. O pai Natal vai por os presentes pelo corradour" (O Natal que ele descreve faz agora dois anos, o esparguete não sei onde o foi buscar, porque comeu cabrito, mas pronto).

A parte mais fabulosa (e que já originou uma cartinha à professora) é aquela em que lhe é pedido para completar a frase:

"O marido da minha mãe é o meu ________________"

Por acaso o puto percebeu o que se pretendia, e escreveu "pai" mas........esta pergunta (obsoleta, idiota, retrógrada e discriminatória) deveria ter tido outra resposta. O problema é que a resposta certa seria contabilizada como errada.

A cartinha já está na mochila, e os três "Muito Bom" já cá cantam :)
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Não há qualquer culpa associada ao PL118. Presume-...
Com que então o senhor Carlos Zorrinho diz que o P...
E eu não pela "tua dose" em tempo útil :)Mas já es...
Esqueci-me de deixar a minha dose por cá também:ht...
Eu vi o anúncio a esse programa durante o fim-de-s...
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