Acho que me expliquei mal no post anterior.
Eu conheço 1001 estratagemas e esquemas para dar a volta ao facto de algo não ser vendido em Portugal. A minha irmã viveu nos Estado Unidos e durante uns tempos tivemos um negócio de contrabando de DVDs muito interessante :) Eu encomendava na amazon.com, mandava entregar em casa dela, e ela depois remetia os caixotes para mim. Devo desde já informar que este contrabando era:
1 - Para uso meramente pessoal.
2 - Devidamente assinalado, já que ela fazia questão de escrever do lado de fora dos caixotes que se tratava de contrabando de DVDs (a mais pura das verdades, e nunca tive qualquer problema).
Tenho amigos ou conhecidos em muitas partes do mundo, e em cima disto tudo, há formas de subverter o esquema, online.
O que me irrita, é ter de recorrer a estratagemas. Não deveria ter que fazê-lo.
Eu conheço a forma de furar o esquema, e furo, mas irrita-me que as grandes empresas que andam por aí a gastar milhões em marketing de fashion stickness não percebam que há outras forma de agarrar os clientes. No meu caso, são precisas poucas coisinhas:
1 - Que falem na minha língua, correctamente.
2 - Que me tratem da mesma forma que tratam qualquer outro cliente, independentemente do país de origem.
Não é a primeira vez (nem será certamente a última) que me incompatibilizo com uma empresa por causa de uma das razões acima apresentadas.
Assim de repente, ocorre-me a Ensitel, obviamente, e a Kodak. Para a novela Ensitel, ver aqui ou consultar a barra lateral deste Blog. Para a Kodak, é ver aqui.

(E reparem, cu, não leva acento).
Ando a tentar comprar uma coisa que já está à venda nos EUA, e em parte da Europa, e não, não é um iPhone4, que podia ter comprado em Barcelona, mas dispenso).
É uma geringonça que não sei o que é que faz nem para que serve, mas ele quer, e está quase a fazer anos.
Nas várias tentativas que fiz para comprar online, quer nos EUA quer na Europa, a resposta foi sempre a mesma, não estás com sorte nenhuma, não vendemos isso para o cu do mundo onde vives.
Globalidade? Sim, mas só para os importantes. Comunidade Europeia, sim, mas só quando interessa a alguns. Livre circulação de pessoas, bens e serviços? My ass. Vão-se lixar (porque o meu filho às vezes passa por aqui, e a minha mãe também).
Preciso de comprar um Ar Drone e, apesar de viver num país Europeu, membro pleno da CE, não consigo.
Portugal é muito lindo mas só para passar férias e para desancar por causa do deficit. De resto? É esquecer.
Descobri via Twitter de alguém, há uns dias, as minhas desculpas por já não me lembrar de quem foi.
Gosto muito da minha Bimby, mas trocava-a por isto, de caras.
Ver a notícia completa, aqui.
Depois do meu post sobre o tricot, decidi seguir a recomendação mais referida nos comentários e fui à Rua da Conceição.
Vocês desculpem lá, mas não era bem naquilo que eu estava a pensar. Pedir agulhas circulares em bambu e receber olhares estupefactos de "agulhas quê?", como se eu fosse maluquinha, não era o que eu tinha na ideia.
À enésima loja lá consegui encontrar, mais ou menos, o que eu queria, mas eu gostava era dum sítio onde eu não tivesse de encolher a barriga para entrar, e onde pudesse andar com um cesto das compras a espreitar prateleiras cheias de coisas, e gostava de não precisar duma lista de coisas a comprar, gostava de comprar as coisas só pelo prazer de as manusear e para isso elas não podem estar metidas em gavetas, longe da minha vista e das minhas mãos. E gostava de saber para que é que servem as coisas esquisitas que aquela malta tem nas montras.
Gostava de um espaço onde eu pudesse ir à procura de um projecto divertido para fazer, e encontrasse tudo logo ali, e onde a senhora que me atendesse me explicasse que ali a meio do projecto ia precisar de aprender uma técnica nova e que havia uns workshops porreiros, e onde eu pudesse gastar rios de dinheiro, e onde me pudesse sentar e beber um chá enquanto escolho entre uma catrefada de livros.
Se calhar ando à procura duma coisa que não há, mas lá que dava jeito, lá isso dava. Uma Fnac, mais pequenina, mas só com coisas de craft. Pronto, era isso, que esta coisa de entrar em 250 lojas em 45 minutos é parecido com aquelas viagens aos Açores, descubra as 9 ilhas em 3 dias.
Ele falou da coisa melhor que eu.
Não temos os mesmos gostos de gadgets, mas as bicicletas são iguais (sim, eu não vou alinhar nessa coisa das bicicletas para senhoras que usam saias), e alguns dos gadgets vão ser iguais. Alguns podem já ser vistos, aqui.

