A notícia do dia é o facto da Jerónimo Martins ter mudado a sua morada fiscal para a Holanda.
Está tudo aos pulos, e escandalizado (eu estou aos pulos, mas não estou escandalizada, apenas exercerei o meu poder de consumidora, e deixarei de comprar no Pingo Doce).
O que me espanta é que ninguém tenha relacionado essa notícia, com a notícia do final da semana passada. "Com o intuito de impedir o «turismo da marijuana», o Governo holandês decidiu proibir os turistas de consumir a planta nas coffeeshops, algo agora só possível aos holandeses e estrangeiros residentes na Holanda."
Daí a necessidade de mudança de morada.
Perceberam agora?
Antes de mais, os disclaimers. Nunca serei cliente da Zon, pelo que a campanha publicitária que os senhores da Zon têm neste momento no ar não me é dirigida, mas há evidências que não me passam ao lado, pelo não me contenho, e vou comentar aquilo que me parece ser a mensagem da campanha da operadora.

Toda a campanha anda à volta do trocadilho, boazona (e contratam um modelo/actiz que encarna o epíteto) com o nome da marca, associa-se a boazona à boa zon. Ok, apelam aos homens, Uma gaja descascada, ou com um decote a que muitos homens gostam de chamar de generoso, cai no goto do target masculino.
Mas, tendo em conta o crescente poder de compra e de decisão das mulheres, pergunto-me se os senhores da operadora terão pensado seriamente neste segmento do target.
Senão vejamos. Aos homens, apelam com uma gaja toda boazona, e de mamas à mostra. Já para apelar a elas, escolhem o Nicolau. Um senhor, sem dúvida. Mas já entradote e, sem pôr em causa todos os (certamente muitos) atributos do Nicolau, digamos que a beleza física não estará no topo da lista. Portanto, em vez de usarem um equivalente masculino, optam pelo Nicolau.
Mais, não nos podemos esquecer que, o Nicolau, emprestou a sua mediática imagem, à (meritória) campanha de sensibilização para o problema da disfunção eréctil.
E eu pergunto-me....... que imagem estará a operadora a transmitir a potencias clientes femininas?
:)

Explicam-me que não há erro neste anúncio, porque esta parte do cartaz é complementar do que está do outro lado da esquina mas, para mim, que desço a Fontes Pereira de Melo, é isto que vejo. E com certeza, os senhores publicitários e os senhores da marca, não estão à espera que eu ande a dar a volta aos edifícios para lhes olhar para a comunicação, pois não?
Para mim, isto é uma ideia mal concebida, mal produzida, mal aprovada.
A sorte é que com a confusão que grassa nos portugueses em geral no que diz respeito à utilização do à e do há, a maioria não dará pelo erro. Persistirá nele.
Não é de agora que defendo uma multa para publicidade com erros de ortografia, este cartaz só vem confirmar a minha teoria. Portugal estaria rico, com uma lei que multasse quem dá erros de ortografia.
O título do post é descaradamente roubado a uma secção do Blog Cão e Pulgas, que recomendo vivamente, o Caçador de Pérolas.
Só os mais antiguinhos compreenderão. Apesar deste blog estar a banhos, há serviços públicos que têm de ser prestados e é nessa perspectiva que faço este post.
Se tem menos de 7 anos na Blogosfera portuguesa (ou mais, mas ando desatento), siga este link, e leia tudo, tudo, tudo.
Vem isto a propósito de um post do Carlos Vaz Marques no Facebook. Como é tudo muito melhor do que eu poderia escrever, transcrevo na íntegra (depois de ter pedido autorização, obviamente).
"Há muito que não havia notícias dele. O Meu Pipi parece ter perdido a tusa e desapareceu de circulação. Agora, surpreendentemente, mão amiga fez-me chegar a prova de que o Pipi continua vivo e atento. Ao deparar-se na revista The Printed Blog, da empresa Jacaré na Lua, com a utilização de um dos seus textos, terá mantido a troca de correspondência que a seguir se transcreve. Não tive possibilidade de verificar a autenticidade destas mensagens mas o estilo parece não deixar dúvidas: O Meu Pipi anda por aí.
Exmos. Cabeças de Caralho,
Posso saber quem é que vos autorizou a publicar um texto meu na vossa revista de merda? Só para eu perceber qual é a peida desrespeitadora dos direitos de autor que o marsapo judicial vai escaqueirar, com o pedagógico objectivo de punir o atrevimento chico-esperto e burlão.
Sem outro assunto,
Pipi
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Bom dia.
Meu caro, o que fizemos foi referir o blogue "o meu pipi" numa rubrica que intitulamos de "A Antiguidade é um post", com um dos muitos textos disponíveis em open source na internet. Consideramos que tal procedimento não é passível de qualquer ilegalidade. É a nossa avaliação e de quem nos aconselha jurídicamente.
Gostaría, ainda assim, de lhe transmitir que este é um projecto que pretende trazer para papel muita da qualidade do que existe na blogosfera, sendo esse blogue em particular uma escolha da Directora da Revista como sendo uma referência e tendo aberto um caminho. É o entendimento dela e o meu, como Publisher da mesma. A nossa intenção foi, obviamente, fazer um elogio ao mesmo, e não a de qualquer tipo de aproveitamento ou burlice (para usar as suas palavras). Não nos foi possível falar consigo a priori, pelo anonimato do mesmo, mas muito gostaríamos de o ter feito.
É meu desejo que um dia mude a sua opinião, quer sobre nós que a editamos, quer sobre a própria revista.
Estou ao dispôr para qualquer outra acção ou intenção que deseje prosseguir.
Melhores cumprimentos,
Luís Gomes
Jacaré na Lua - Comunicação
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"Meu caro"? Mas que tipo de pessoa é que recebe um mail endereçado a cabeças de caralho e responde com "meu caro"? Já vi que temos fanchono. Neste momento, estou com saudades do tempo em que achava que o meu interlocutor era um vigarista. Soubesse eu que se tratava de um rabeta e não me teria incomodado. Para sua ilustração, assinalo os traços mais amaricados do seu estilo, a fim de que futuramente possa moderar essa exuberante panasquice, pelo menos em público. Não tem nada que agradecer.
Primeiro: apresenta-se como Publisher. Desempenhar cargos em estrangeiro é roto. Publique merdas, pá. À homem. Não publishe.
Segundo: tem entendimentos que coincidem com os entendimentos de gajas. Roto.
Terceiro: pretende elogiar um blogue. Roto.
Quarto: deseja que eu mude de opinião sobre si. Extremamente roto.
Quinto: Jacaré na Lua. Julgo que não é preciso dizer nada.
Creio que se trata de um contributo valioso para despaneleirizar a sua existência.
Estimando melhoras,
Pipi"
Nota pessoal minha: Gosto muito da leitura que o Luís Gomes o "publisher" faz do conceito de Open Source, na frase "com um dos muitos textos disponíveis em open source na internet". Está na Internet? É para roubar. Tudo o que está na internet é open source. Se por acaso o "publisher" por aqui passar, pode serguir este link, para perceber um bocadinho melhor o que é o open source, e já agora, que se instrua um pouco mais, e aprenda sobre o Creative Commons que provavelmente era o que queria dizer, embora o conceito também não se aplique. Tudo isto me parece espectacularmente grave, sobretudo quando se trata de um "publisher" duma publicação chamada "The Printed Blog".Tanta gente tem falado tanto desta revista, e tão bem, que eu estava quase a ultrapassar a minha descrença e incompreensão em relação ao projecto, e a comprar uma. Mas depois disto, e da cena com o Júlio Machado Vaz....... acho que não..
Um disclaimer, primeiro, muitas canções de intervenção foram as minhas músicas de embalar. Ainda hoje a Ronda do Soldadinho, que tem uma letra triste e violentíssima, me desperta memórias doces, porque muitas vezes adormeci ao som dessa música. Portanto, as canções de intervenção têm um lugar muito, como dizer, protegido, na minha memória.
Posto isto, e porque muita da música de intervenção envelheceu mal, pergunto-me qual é a nova música de intervenção e recebo a resposta directamente a partir da frequência 97.4 do meu rádio.
Sátira, humor, boa disposição, algum desafinanço, claro, muita actualidade e atenção aos casos políticos (e não só) que chamam a atenção do comum mortal. E talento, de quem faz e de quem dá espaço para que se faça.
Muito bom.
Há uns meses fiz um post sobre como poupar na alimentação, e a coisa metia soja e algum secretismo em relação à preparação da coisa, porque cá em casa há uns esquisitinhos que não gostam de novidades. É bom, verificar, que o truque alastrou :)

Anda por aí muita gente a dar o dito por não dito, por causa do vídeo dos finlandeses, e da resposta dos finlandeses, e que afinal já não acham que o "nosso" fosse assim tão bom, e que está cheio de imprecisões e de datas erradas, e o caneco, e que apagaram a coisa.
Pois eu, continuo a achar-lhe piada. Desculpem lá, mas, para mim, o objectivo do vídeo foi completamente cumprido; divertiu-me. Vou aprender história com aquilo? Não. Vou achar que os finlandeses vão, de repente, mudar de ideias por causa do vídeo? Não. Vou sentir-me mais portuguesa por causa do vídeo? Não. Vou preocupar-me por aquilo ter sido feito por betos, ou por gajos de direita, ou de esquerda, ou do centro? Who gives a shit. Sinto-me representada naquele vídeo? Em algumas coisas sim (as partes do Benfica, evidentemente), noutras nem por isso.
Andamo-nos a levar demasiado a sério. Para mim, aquilo não é uma mensagem política, ou uma tentativa de instrumentalização da massas. É um vídeo de 6 minutos e pouco, que me diverte.
E isso, nos dias que correm, já vale bastante :)
As coisas são aquio que nós deixarmos que sejam. Para mim, nunca foi um vídeo político. Continuará a não ser um vídeo político.
Para quem, como eu, adora o Whe Harry met Sally, e o conhece de cor e salteado, de trás para a frente, e os diálogos e tudo e tudo e tudo, este "trailer" é, simplesmente fabuloso.
Não é em Portugal (mas seria divertido se fosse), mas na Holanda, em que um político cometeu o erro de twittar em público aquilo que deveria ter sido uma DM (mensagem que apenas é vista pelo destinatário, se a coisa correr bem, que não foi o caso).

Para os que, como eu, não dominam o holandês, aqui vai o mimo que o deputado enviou aos seus seguidores, embora se destinasse originalmente a uma (sortuda) destinatária.
“As you throbbingly climax for the first time I feel your juices in my mouthas if they were the nectar of love”
E para os que não dominam o inglês, aqui fica a tradução para português:
"Enquanto te vens, vibrantemente, pela primeira vez, sinto os teus sumos na minha boca como se estes fossem o néctar do amor".
Estão a ver algum político português a escrever isto? :)
O senhor tem sentido de humor, e, após a gafe twittou o seguinte:
"Well, at least I’ve gained 20 new followers. a lot of people apparentl have needs they don’t dare to share”
A minha dúvida é, 20 novos followers? Só 20?
E eu nem costumo achar piada ao Unas, mas este vídeo é quase tão bom como o original. Quase :)
Aqui vai uma borla.
Vejo-vos muito preocupadas, e a palavra de ordem é viralidade. Querem à força toda que os vídeos que produzem sejam virais.
Querem vídeos virais?
Contratem o Futre (e um chinês ou dois para ele se sentir mais motivado).
Se ele fosse português, diria exactamente a mesma coisa que disse, sendo americano. Que pena que eu tenho, que não haja ninguém assim, em Portugal.
Toda a gente que aqui passa ou que me rodeia (ou ambos os dois, evidentemente) sabe que gosto de palavrões e que os usos, em determinados contextos (ouviste filho?).
O Rui Costa, sabendo disso (e a propósito de um dos meus posts sobre dicionários) deixou-me o link para um vídeo fabuloso.
O vídeo, propriamente dito, é uma merda. A qualidade é fodida, e parece ter sido gravado de um lugar de assistência longe do palco como ó caralho, mas o conteúdo, meus senhores, o conteúdo..... Miguel Guilherme interpreta um texto de Miguel Esteves Cardoso. Não se consegue fazer melhor. Mesmo.
Na sequência do meu post anterior sobre os dicionários com "palavrões" fizeram-me chegar a notícia de que há mais dicionários, e que a Porto Editora apresentou no passado dia 21 o dicionário de Língua Gestual Portuguesa.
Obviamente, a dúvida que me assalta de imediato é, tem ou não tem?

Ao princípio andamos todos às aranhas. Tirando as educadoras, cada um parece ter uma ideia muito própria acerca do que é suposto debater-se numa reunião de pais.
Depois, com a prática e o andar dos anos, habituamo-nos a reconhecer os que nunca falam, os que nunca vão, os que acham que sabem tudo, os que adoram falar dos feitos das criancinhas, os poemas que fazem aos 5 anos, os futuros músicos, engenheiros, as tendências de génio que os infantes já demonstram, em tão tenra idade, as conquistas, etc.
Com a prática aprendemos a catalogá-los, e eles a nós, provavelmente. É uma espécie de reunião de condomínio, mas com pessoas que não são nossas vizinhas.
No entanto, apesar de tantos anos que levo de reuniões de pais, confesso que continuo a conseguir surpreender-me com algumas avestruzes.
Estamos no século XXI e o grupo dos graxistas ainda existe. Os que tratam a professora por "seutora", os que dão os parabéns no final da reunião, pelo sucesso da mesma, tentando usar palavras mais caras do que o que têm para gastar. São, provavelmente, netos do puto que levava invariavelmente uma maçã para oferecer à senhora professora. Palavra que não entendo.
Mas hoje, pela primeira vez em quase 12 anos que levo de reuniões de pais, um interveniente levantou uma questão original.
Simulacros e instruções de conduta para situações de emergência. Fogos, sismos, pensarão vocês, como eu pensei.
Mas não. Aparente e adicionalmente o senhor referia-se a alunos armados de espingardas, à solta nas instalações, matando tudo e todos e depois eles próprios. Uma coisa assim como Columbine, mas num bairro de Lisboa.
Não sei o que é que me divertiu mais, se a questão colocada pelo progenitor, se a cara de espanto dos outros presentes, se a aflição da directora de turma que estava a levar a coisa.
Enfim, é o início de um novo ciclo que, pelo teor da reunião me parece auspicioso e, acima de tudo, muito divertido.
Provavelmente já conhecem e eu é que cheguei tarde, mas esta é verdadeiramente a série cómica mais genial que vi nos últimos tempos.
Os não geeks não vão perceber as piadas todas, e malta abaixo dos 30 também não.
É raro soltar gargalhadas com uma série, vejam, Seinfeld fez-me soltar 2 ou 3 gargalhadas em todos os episódios que vi (e foram bastantes).
Não sei porque é que não passa em Portugal, mas recomendo vivamente The Big Bang Theory.
Não passando em Portugal, como é que a conseguirão ver? Vocês são geeks. Do the magic.
Depois faço aqui um apanhado das várias informações que me chegaram (primeiro vou a uma editora tentar vender um "Crise para Totós), mas assim de repente, a primeira coisa que retiro de todas as informações é a de que é preciso refrear os grandes investimentos, pedir crédito só se for mesmo imprescindível, e poupar.
Nessa perspectiva, conto lançar aqui uma nova rubrica neste Blog, com pequenas dicas de como poupar.
Se calhar convém explicar que não percebo nada de poupanças, tenho à ordem uns trocos que se calhar devia ter a prazo (ou debaixo do colchão, já nem sei), e que neste momento a luz da cozinha está acesa, apesar de não estar lá ninguém. Mas quero contribuir.
Aqui fica a primeira dica:
"Carregue o telemóvel no trabalho".
Pronto, serão destas dicas que poderão encontrar por aqui, e não aquelas politicamente correctas do "ande de transportes públicos" que isso já há muita gente a fazer. Eu pretendo inovar, e por isso vou dar dicas que eu própria dificilmente seguirei.
Porque, afinal de contas, a situação é grave e há que tratá-la com a seriedade que se impõe, mas se a malta não se ri, pelo menos um bocadinho, isto fica tudo muito mais difícil.
E sim, esta semana jogo no euromilhões :)
Eu não sou uma pessoa arrumada. Sou daquelas pessoas super desarrumadas e desorganizadas que usam a desculpa do "eu entendo-me com a minha desorganização". Mentira, não entendo nada, mas isso agora não vem ao caso.
Estou a pensar comprar roupa de cama consistente com esta minha forma de ser.

Assim, tudo o resto deixava de ser desarrumação, e passar a ser design fashion. Há vários modelos, com várias peças de roupa desarrumadas. O problema e que já estou a ver a empregada a ter um piripaico.

Para quem estiver interessado, são desta marca.