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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Anda para aí meio mundo entusiasmado com a campanha da Sumol, porque é inovadora, porque é inspiradora, porque é sei lá mais o quê.

 

E eu, que até sou apreciadora e consumidora de Sumol, acho que eles erraram o alvo.

 

Senão vejamos.

 

Quem é o target do refrigerante Sumol? Teenagers, certo? É para eles que a marca comunica.

 

Mas as mensagens que usa são para maiores de 30 (ou mesmo de 40).

 

 

"Um dia vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai"

Quem é que anda em manada? São os teenagers. Só mais tarde na vida é que a maioria(?) das pessoas deixa de ser influenciada pelos seus pares.

 

É uma campanha derrotista, a tentar dizer aos jovens que o seu prazo de validade enquanto pessoas originais, diferentes e livres é curto. E no entanto, é tão mentira.

 

Os teenagers não são originais, nem diferentes (uns dos outros), nem livres (da manada), só mais tarde na vida é que se alcança essa originalidade, essa diferença, e essa liberdade. Às vezes.

 

 

 

publicado por jonasnuts
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Muitas pessoas vêm a este blog por causas dos resultados das pesquisas que fazem (atenção, que este "muitas" é relativo, pois claro). Há os clássicos Playboy e Ensitel e há outro que está no top 3 dos acessos por keywords, que é um post que escrevi, em Dezembro de 2008, relatando as minhas dificuldades burocráticas em sair do país com o meu filho, e estranhando o facto das burocracias serem diferentes para pessoas casadas e para pessoas solteiras. Aparentemente a procura é grande, e deve haver mais gente com a mesma dificuldade burocrática, enfim, aterra ali muita gente, mas não comentam. A maioria, pelo menos.

 

Mas, felizmente alguém contrariou essa tendência e deixou-me um comentário que eu acho que não pode ficar escondido numa caixa de comentários de um post com mais de 1 ano. A sério. É que vale mesmo a pena. Vejam lá se não vale:

 

"Não seria justo se solteiros e casados tivessem os mesmos direitos. Quando uma pessoa casa, mostra à sociedade que é decente e que é capaz de estabelecer um compromisso com alguém. Logo, é normal que sejam mais respeitados."

 

Gosto de imaginar que o comentário é irónico, mas temo o pior. Há mesmo uma alminha que, no Portugal do século XXI pensa desta forma.

 

E depois ainda me perguntam porque é que eu sou arrogante, e porque é que eu sou nariz empinado, e porque é que eu voto em branco......

 

Pelo menos ainda não perdi o sentido de humor, e estes caramelos ainda me dão para rir.

 

Ainda.

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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Não é a primeira vez que sou confrontada com esta coisa, mas choca-me sempre.

 

Num torneio de futebol infantil, entre escolas (e escolas normais, não são sequer escolas de football), a quantidade de pais que leva aquilo a sério é impressionante.

 

Num momento que, idealmente, é de descontracção e divertimento, os pais (e mães) que berram de fora do campo para que os putos joguem melhor é um elemento de stress, na minha opinião, dispensável.

 

Aquela coisa do "na desportiva" é impossível, quando temos ao nosso lado um pai que berra ordens ao filho "vai-te a ele", "vai defender", "remata agora"..... Ainda se fossem mensagens de incentivo "boa defesa", "grande golo" etc., é como o outro, mas os pais que vêem nos filhos um futuro Cristiano Ronaldo (assegurando-lhes a velhice num lar de melhor qualidade, provavelmente), tiram-me do sério.

 

Já me chocava quando se tratava de torneios entre escolas de football (com pais e mães a insultar violentamente o árbitro, vernáculo incluído), mas piora um bocadinho quando se trata de um encontro amigável, entre escolas, e estamos a falar de miúdos do 1º e 2º ciclos (dos 6 aos 12 anos).

 

Cambada de ignorantes, que projectam nos filhos aquilo que gostavam de ter sido, tenham os putos muito ou pouco jeito para a coisa.

 

Espero que tenham dinheiro para pagar as contas do psicólogo que vai ter de tratar da auto-estima dos putos.

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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Então a história toda, mais coisa menos coisa. O Tribunal solicita a uma empresa que não tem nada a ver com o assunto, a identificação do autor de um Blog do Blogspot. A empresa intimada  responde que não tem a informação e que terão de a solicitar a quem de direito. O Tribunal responde que sim senhor, que solicitará, mas que mantém a intimação para que uma representante do empresa erradamente intimada vá a tribunal, como testemunha, para esclarecimentos genéricos sobre Blogs.

 

A representante da empresa errada desloca-se a Almeirim, e são-lhe colocadas várias questões, pelo colectivo de juízes, pela advogada de defesa e pela delegada do ministério público (e cada questão mais idiota que a primeira, mas pronto, isso é o menos).

 

A todas as perguntas a resposta foi, à semelhança do que já tinha sido comunicado ao tribunal, blogspot, blogspot, blogspot, blogspot, não sei, não conheço a estrutura de redes do blogspot, não faço ideia, blogspot, blogspot, blogspot.

 

No final, um "pode ir à sua vida" (sic), nem desculpe, nem obrigado nem porra nenhuma.

 

A isto, muitos podem chamar a justiça portuguesa a funcionar, eu chamo-lhe abuso de poder.

 

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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Atenção que este post vai MESMO precisar da vossa imaginação.

 

Vamos imaginar que eu sou "um grupo de investigadoras" do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho que está a desenvolver um estudo para caracterizar os blogueres do Minho, de forma a perceber quem está na blogosfera e quais as suas motivações.".

 

(Claro que quem me conhece sabe que eu nunca teria uma curiosidade tão redutora, e, mesmo que isso acontecesse, nunca me passaria pela cabeça escrever blogueres. Denota, no mínimo, desconhecimento básico sobre o que pretendo estudar, mas pronto.)

 

Depois, parece que mudo de ideias, e afinal o que eu quero mesmo saber é quem e quais são "As vozes femininas na Blogosfera: um olhar sobre a realidade do Minho".

 

Epá, isto é muita gente, mesmo assim. Deixa lá ver como é que eu reduzo isto.

 

O que é que eu faço?

 

Pego em mim e vou a um blog que conheço, chamado Avenida Central, e faço o estudo com base exclusiva nesse Blog.

 

Deixa-me lá recolher os contactos disponibilizados por quem comentou neste Blog (em 53 posts), e deixa-me lá ir a uma das Blogrolls do Avenida Central.

 

Ah, está muito melhor, assim reduzimos a coisa a 153 mails. Deixa lá mandar um questionário aos donos destes mails. Destes 153, há 88 que respondem validamente.

 

Pronto. está feito o trabalho de campo, vamos lá trabalhar nos resultados.

 

Sim senhor, isto permitiu-nos chegar aqui a umas conclusões sumarentas. Mais, permitiu-nos até colocar algumas questões pertinentes. Mas antes vamos às considerações finais (que em linguagem corrente se chama disclaimer) :

 

"Apesar das potencialidades que a blogosfera apresenta para a afirmação das vozes femininas, uma vez que este é um mecanismo de auto-edição, ainda se verifica um baixo nível de participações das mulheres a nível regional.


O ponto de partida para esta análise é um blogue de um homem, com um forte pendor de intervenção regional, o que poderá deixar de fora do blogroll do 'Avenida Central' os bloques com outros centros de interesse, onde eventualmente a presença feminina seja mais numerosa"

 

Elas deve ser mais bebés, bordados e culinária, que isto da intervenção regional é areia demais para a camioneta das senhoras, como se sabe.

 

Então, agora que despachei o disclaimer, bora lá às perguntas filosóficas:

 

"Será que as mulheres estão afastadas da blogosfera ou alguns blogues assinados por homens conseguem maior destaque, mesmo nos meios de comunicação tradicionais, criando a ideia de que elas são menos activas no ciberespaço?"

 

(Agora já não são as mulheres frequentadoras do Avenida Central ou que constem de uma das suas Blogrolls e que tenham respondido ao questionário, de repente são as mulheres, como um todo, que se calhar estão afastadas da blogosfera, e que recebem menos atenção que os homens).

 

 

"Será que os blogues de mulheres se concentram, de facto, em determinadas áreas tradicionalmente conotadas com a esfera feminina ou são os espaços dedicados a outras temáticas que não são (re)conhecidos?"


"Será correcto falar de blogues femininos e masculinos? Porque é que muitas escondem a sua "verdadeira identidade" sob a capa de nicknames?"

 

(Muitas? Quantas? Quem? Quais?)

 

"Será que a blogosfera está a funcionar como um mecanismo de reprodução dos esterótipos que foram sedimentados durante séculos? Ou podemos encarar os Blogues como ferramentas que estão a operar uma mudança social?"

 


Já está suficientemente profundo? Já. Então onde é que eu posso apresentar a "investigação" à  comunidade? Parece que vai haver um encontro de Blogs na Católica, se calhar não era mal pensado. Vou lá, eu, as investigadoras? Sim.

 

Opá, parece que na Católica apareceram uns caramelos quaisquer com umas questões complicadas, será que devemos rever as nossas conclusões, ou, pelo menos, a forma como as comunicamos?

 

Nah, eles não percebem nada sobre o assunto, uma é uma palerma qualquer dos Blogs da SAPO, o outro é um jornalista especializado nesta área de Internet e comunidades. Não percebem nada disto, afinal de contas eu é que sou a investigadora.

 

Vou ao I Congresso Nacional de Ciberjornalismo apresentar isto, em grande?

 

Bora.

 

Pronto, acabou o exercício de imaginação. E agora vou ser má. Desafiei-vos a imaginação, e dei-vos essa trabalheira de imaginar o inimaginável, e afinal de contas, nem era preciso. Está tudo aqui, num blog muito oportunamente chamado Um olhar sobre a Blogosfera.

 

Pelo amor de Deus..... estamos a falar de um universo de 88 pessoas.

 

Apresentar resultados do tipo:

 

"Grande parte dos bloggers inquiridos tem entre 26 e 40 anos (45,9%), é licenciado (40,7%) ou frequenta o ensino superior (30,2%), estando a maioria em situação activa."

 

Ou é falacioso ou idiota. Escolham uma delas.

 

Já na altura do encontro da Católica tinha havido um sururu aqui que depois continuou aqui, e durante a tarde de hoje dei com esta reacção.

 

E depois admiram-se que "a palavra tenha sido negada durante séculos às mulheres"

 

 

Sabem que mais, senhoras investigadoras? Vão para a cozinha. Ou isso ou crochet.

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Sábado, 31 de Maio de 2008

É impressão minha, ou desde que o preço dos combustíveis começou a disparar em flecha, este spot da Galp adquire um significado muito diferente (mas também muito mais apropriado)?

 

Já toda a gente percebeu porque é que a camioneta da selecção é "movida a energia positiva" certo? A outra energia está demasiado cara.

 

 

 

 

(Link do vídeo)

 

 

 

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Domingo, 20 de Abril de 2008
É o que dá, ter e televisão a fazer música de fundo, sintonizada na RTP1.

Um spot publicitário, da RTP e do Modelo (?), sobre a selecção e o orgulho e essas coisas.

O texto pretende ser poético, heróico, inspirador. Se calhar, dito por alguém que saiba da poda, safava-se, talvez o Mário Viegas ou o Ary dos Santos conseguissem fazer passar a coisa, não sei (mas a esta hora estão a dar voltas na cova só de verem os seus nomes aqui no meio disto).

Mas ouvir o Cristiano Ronaldo a falar em "gérações", e com as palavras a atropelarem-se e com uma dicção horrorosa, arrepia. E não é um arrepio dos bons. Não me refiro ao sotaque. Há muitos sotaques, e não acho que os posts tenham sempre de usar o sotaque lisboeta, que é o meu, refiro mesmo ao facto do senhor não saber falar, não sabe dizer as palavras.

O senhor até pode ser muito bom a jogar football (eu não aprecio o estilo bailinho da Madeira), mas qualquer pessoa que não seja surda percebe que quando abre a boca, a coisa não corre bem.

Porque é que houve alguém que achou que um texto heróico e poético ia ficar bem, dito pelo Cristiano Ronaldo?
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Eu já trabalhei em publicidade, eu sei como funciona a coisa. O cliente dá um briefing que está, teoricamente, alavancado numa estratégia de marketing, e numa determinada mensagem que se quer transmitir ao target. O contacto leva para a agência e passa aos criativos, que depois apresentam uma proposta, e por aí fora.

Também há as modas. Houve uma altura em que estavam na moda os spots slides of life, e tudo quanto era produto tinha campanhas deste género. Também houve a fase efeitos especiais, a fase modelos boazonas e a fase da galhofa, em que se tenta um pós packshot com uma piadola twist.

Ok, faz parte, precisamente porque é difícil fazer boa publicidade é que apenas os melhores vão ganhar prémios a Cannes.

Não percebo é de que agência/cliente/dupla de criativos terá saído a brilhante ideia de lançar uma nova moda, a moda de brincar aos clássicos.

Primeiro foi um supermercado qualquer que pegou no Chico Fininho, adulterou-lhe a letra para algo de inenarrável e toca de torpedear a malta com o "novo" jingle, e agora é um banco qualquer, que decidiu fazer a mesma coisa com o Anzol.

Presumo que tenham feito tudo direitinho e obtido as autorizações dos autores, e, espero ardentemente que tenham pago um fortuna mas, isso não invalida que:
1 - Os autores das obras se tenham abastardado, e tenham aceite este acordo.
2 - Os departamentos de marketing dos anunciantes estão a precisar de ideias novas.
3 - Os publicitários que propuseram tal campanha estão a precisar de se reformarem.
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008
Se esta nova lei dos cigarrinhos serviu indirectamente para alguma coisa, foi para criar, pelo menos em mim, uma indisfarçável animosidade em relação às pessoas que agora passam por um fumador, que se encontra a fumar um cigarro, na rua, no cumprimento da lei, e olham com um arzinho de bem-feita, grande mula, que andaste a poluir os pulmões de pobres indefesos ao longo dos anos. Agora fumas à chuva e ao frio, que é para veres o que é bom para a tosse. Ora, o que é bom para a tosse já eu sei, tendo em conta que fumo, seus estúpidos.

Também me custa ver o arzinho comprometido de alguns fumadores envergonhados, que escondem o cigarro, e que disfarçam, tentam fazer passar a coisa como fumo social, isto não é vício, eu deixava de fumar já amanhã se quisesse. Um pouco mais de personalidade, seus conhos.

Lamento imenso, mas todo e qualquer ar sobranceiro que me dirijam enquanto eu estiver a fumar um cigarro, seja lá onde for, leva de volta um ar de "queres ir lá para fora resolver o assunto?". Dou-te uma tareia, não digo com uma mão atrás das costas, mas pelo menos, com o cigarro no canto da boca. Normalmente encolhem-se e remetem-se à sua insignificância de onde nunca deviam ter saído. Se gostam assim tanto de ver os outros a cumprir a lei, que vão depressa declarar às finanças o dinheiro que andam a receber pela porta do cavalo, por fazerem uns recados ao senhor engenheiro, quando em simultâneo recebem o cheque do fundo de desemprego. Pobres, de finanças e de espírito.

Alonguei-me numa direcção diferente da original. Que se lixe. Em blogs mandam as regras que os posts sejam pequenos, mas como já repararam, eu gosto pouco de ser mandada.

Então hoje, numa das minhas descidas à rua para fumar um cigarro, sozinha, oiço de raspão uma conversa entre dois caramelos que passam por mim. Perguntava um, mas o que é que tu tens contra os gays? Respondia o outro, eu não tenho nada contra os gays, até tenho imensos amigos gay..... e depois foram-se, demasiado longe do alcance do meu ouvido que, informo, é de tísica.

Sempre me fez espécie esta afirmação que as pessoas atiram, como que para se defenderem de uma qualquer acusação. Racista? Eu não sou racista. Até tenho amigos de cor (quando dizem "de cor" está tudo lixado, pelo menos se a conversa for comigo, mas isso fica para outro dia).

Com a sexualidade é a mesma coisa. Homofóbico? Eu? Nem pensar. Eu até tenho amigos gay.

Interessante, esta coisa de terem de se justificar com pretensas amizades. Eu tenho poucos amigos, bons, mas poucos. E salvo raras excepções, não sei, nem me interessa a sua orientação sexual. Quero lá saber se gosta de homens, se gosta de mulheres, se gosta de cães de gatos ou de ovelhas. Não é a sexualidade de outro que define ou condiciona a minha amizade.

É semelhante a outra, que também ouvi hoje (ou ontem). Mas tu gostas assim tanto do Freddie Mercury? Não sabias que ele era gay?

O que me leva ao título do post.

Idiotas? Eu adoro idiotas. Tenho imensos amigos idiotas.
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007
Estão a ver os anúncios a instituições de crédito?

Especialmente os que falam de produtos específicos, são legalmente obrigados a disponibilizar informação acerca das condições reais do produto/serviço.

Ora, seja num spot de televisão seja num spot de rádio, a estratégia das agências (e dos clientes) parece ser semelhante, e o raciocínio aparenta ser o seguinte:

"ora nós somos obrigados a colocar ali informação que não nos interessa divulgar, como é que fazemos para cumprir a lei, mas mesmo assim não divulgar a mensagem?"

E fazem todos o mesmo, aceleram. Aceleram na velocidade a que passam as letras no rodapé do ecrã de televisão, e aceleram no ritmo a que o texto é dito, no spot de rádio.

Já na imprensa, o que fazem é diminuir a fonte até esta adquirir proporções mais ou menos microscópicas.

A minha pergunta é, para quando um Decreto-Lei*  que crie a Brigada de Trânsito dos textos obrigatórios?

Se é suposto que o consumidor final tome conhecimento de determinadas questões, colocar o texto a uma velocidade que inviabiliza a sua leitura é transgredir a lei.

O mesmo para os spots de rádio que são ditos depressa e depois, em cima disso, ainda são acelerados, para além de se cortarem as pequenas pausas entre palavras.

Cadê as multas?
Eu se andar acima da velocidade máxima permitida, sou multada e inibida de conduzir, estes senhores deviam ser multados, e inibidos de publicitarem, e as agências também deviam levar por conta.

*Esta do "para quando um Decreto Lei" não é minha, é do Marco Horácio ou do Eduardo Madeira, que têm os caixilhos e laminados nas manhãs da comercial, com que o meu puto se escangalha a rir, apesar de não apanhar 90% das piadas.  Sem link, porque os senhores não têm Blog, que eu saiba.

 
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Já há uns tempos falei aqui da Opel, e das suas campanhas de publicidade.

Parece que os senhores persistem no mesmo tipo de comunicação, que discrimina. Antes eram as mulheres, agora, na nova campanha, pelo menos os spots de rádio, têm um texto de idiotice suprema.

Qualquer coisa como:
"Procura-se: Mulher, inteligente, bonita, simpática, culta, e etc..
Oferece-se baixinho, gordinho, talhante.
Se tem pouco para oferecer, mas muitas expectativas, compre um usado Opel"

Mas o que é que este senhores da Opel têm contra os talhantes, os baixinhos e os gordinhos?

Acharão eles que estas são características que diminuem uma pessoa?

Fosse eu talhante, e já tinha apresentado queixa contra a Opel.

Talhantes deste país, uni-vos e apresentem queixa contra estes senhores, ou pelo menos, façam um press release, mexam-se, façam barulho.
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007
Independentemente de toda esta polémica com as qualificações académicas do primeiro-ministro de Portugal, tema que eu me recuso a abordar neste Blog, a campanha que o governo lançou, sobre as novas oportunidades sempre me pareceu estranha.

O conceito parece ter sido encontrado por amadores, que fizeram o brainstorming, mas não fizeram o brainstorming reverse. Eu explico. No brainstorming é suposto serem aceites todas as ideias (por mais idiotas que pareçam), sem qualquer crítica. É uma sessão de levantamento de ideias, não é suposto que haja enfoque ou debate sobre essas ideias. Mas, a um brainstorming, tem SEMPRE de seguir-se um brainstorming reverse que é, tal como o nome indica, o contrário do brainstorming. Portanto, pega-se na lista de ideias que sai do brainstorming e critica-se até à exaustão, para se identificarem os pontos fracos de cada uma das ideias. Há pontos fracos que se podem corrigir, há pontos fracos que são "show stoppers" (como agora é moda dizer).

O conceito de "Aprender compensa . Esta foi a fulana que não terminou os estudos" não teria sobrevivido a um bom brainstorming reverse.
1 - Generaliza.
2 - Despromove (já para não dizer, insulta) todas as pessoas que têm profissões que são consideradas por esta campanha como sendo profissões menores.
3 - Tem o enfoque na aprendizagem académica que, para algumas áreas pode ser (e é) imprescindível, mas que, para muitas áreas, não faz qualquer falta.
4 - Promove um comportamento social que nos devíamos esforçar por contrariar, o conceito "se tem curso é de primeira categoria, se não tem curso é de segunda categoria".
5 - Promove uma ideia falsa, a de que o simples facto de se ter formação garante seja o que for.

Senhores do governo, investir na formação é fundamental. Invistam na formação e na competência das pessoas que integraram o grupo de trabalho que geriu esta campanha.

Na próxima campanha, constituam um grupo de trabalho que integre pessoas com competências na área de marketing, porque, nitidamente, nesta campanha, as competências podiam ser muitas, mas não era de marketing de certeza absoluta.

Eu podia oferecer-me mas, lá está, só tenho 10 anos de experiência nesta área. Não sou licenciada em Marketing e Publicidade.
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Sábado, 7 de Abril de 2007
Há muito tempo que não escrevia um post sobre anúncios idiotas, uma temática que me fascina, e que tenho abandonado neste Blog. Está na hora de retomar a tradição.

Já viram certamente aquele spot de televisão em que o Represas pára de cantar sempre que alguém leva um copo de Bohemia à boca.

Não percebo o conceito. A não ser que a campanha faça parte de um movimento para calar o Represas.

Aí já percebo. E até apoio.
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Sábado, 1 de Julho de 2006
Ok, este banner só entra nesta categoria porque eu sou fundamentalista no que diz respeito à correcção ortográfica em todo o lado, mas especialmente nos anúncios.

Aliás, eu acho que o governo deveria instituir multas pesadas para quaisquer anunciantes e agências que deixassem sair comunicação com erros de português. Fossem erros de ortografia ou de construção. A quantidade de escolas que já se teriam construído por conta desta multa é incalculável.



Eis aqui uma associação de profissionais que quer formar professores.

Vejam o url do site. www.preparateparaavida.com

Tendo em conta que os hífenes são habituais nos urls , este endereço poderia (e deveria) ser www.prepara-teparaavida.com

Não sendo, como é que estes senhores se propõem formar professores? Nem sabem falar escrever português correcto.
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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
Na secção de anúncios idiotas temos mais uma entrada directa para os lugares cimeiros do Top.

Alguém já viu os spots de promoção do vinho Casal Garcia, em que, sem razão aparente as pessoas começam a rir de gargalhadas forçadas?

Muitas vezes, um texto medíocre pode ser resgatado à mediocridade pela excelência da representação.

Acontece também, muitas vezes, um óptimo texto ser assassinado por uma péssima representação.

Casal Garcia junta o melhor de dois mundos:
Péssimos textos e medíocres representações.

Gargalhadas forçadas não abonam nada a favor da vinhaça, parece que o vinho não faz efeito, ou então só é bebido por patetas.

Patético de quem identificou o conceito, de quem teve a ideia, de quem a aprovou, de quem a produziu e sobretudo de quem pagou uma pipa de massa para aquilo ser feito.

Senhores, poupem uns cobres, tirem aquilo do ar, com urgência.
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2006
Mais um spot de Televisão (já para não falar da restante campanha) que tem uma entrada directa para o top five desta categoria.

A Opel tem uma nova campanha que serve para promover o Astra, com o conceito "Experimente antes de comprar". Normal, não conheço ninguém que não faça um teste drive antes de comprar um carro. O conceito parece-me pertinente.

O que já não me parece tão pertinente, é um dos spots que usam para ilustrar este conceito, em que um recém marido, com a recém mulher ao colo, vai devolvê-la a casa do que supomos ser o pai da nubente, com a afirmação "Depois de 3 dias de casados, cheguei à conclusão de que não serve".  Slogan - Era bom se pudesse experimentar primeiro.

Ponto número um - a mulher é reduzida a algo que se pode experimentar.

Ponto número dois - a existência da mulher não dispensa um homem, tem de estar na posse de um pai ou de um marido (já agora de um irmão, de um tio de um padrinho, qualquer coisa, desde que seja homem).

Claramente a Opel dispensa o target feminino, e acha que as mulheres não se sentem ofendidas, por serem caracterizadas como objectos que se experimentam e devolvem e descartam.

Claramente a Opel vive no passado, se ainda acha que os casais de hoje em dia não se experimentam, mutuamente, antes de casarem.

Se eu fosse mulher e andasse à procura de carro para comprar, a Opel estaria de imediato excluída da minha lista de potenciais fornecedores.


Espera.......eu SOU mulher, e ESTOU neste momento no processo de compra não de um, mas de dois carros.

Opel.....tchau.

Isto só melhoraria se eu fosse responsável pela aquisição de viaturas para a frota da empresa.
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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006
Sim, agora que tenho finalmente um Blog de sucesso (e é sucesso mesmo), este tem estado mais abandonado.

Vejam o outro, que é bem mais interessante, é o Blog Oficial dos Blogs Beta e conta com a participação dos utilizadores.

Obviamente. Nunca escondi que o este Blog é de testes, e as coisas que aqui tenho dito eram mesmo só para ter um Blog cheio de coisas em latim.

Daí que a frequência com que actualizo isto, que nunca foi muito grande (a não ser em momentos de teste) vai reduzir-se ainda mais.

Mas....há sempre espaço para posts com as Tags mau-feitio , e anúncios idiotas, e é o caso deste.

Quem é que se lembraria de comprar uma bebida que apresenta como seu porta estandarte um idiota que:
1 - Não sabe cavar um buraco.
2 - Não toma banho depois de exercício físico intenso.
3 - Não distingue o esquerdo do direito (enganou-se na janela).
4 - Fica cá em baixo agarrado ao copo, em vez de subir as escadas e entregar a flor em mãos?

A Martini , claro. Depois daquele gajo com o problema nos lábios, vem o gajo com problemas mais graves.

Quem é que se identifica com aquilo?

Vou ver se nas fotos do SAPO Messenger , os gajos Martini agora passam a aparecer de pá na mão.
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006
E nesta categoria considerar-se-ão todo o tipo de anúncios, imprensa, online, spots de televisão, rádio, online e etc.

O que me leva a falar do spot de televisão que suscitou a criação desta nova categoria.

Bom, talvez seja bom neste primeiro post sobre o tema dizer que trabalhei uns anos valentes em publicidade (numa agência - responsável pela área de produção - audiovisual e gráfica), portanto, se calhar tenho uma visão um bocadinho deformada (profissionalmente falando).

Chamo a vossa atenção para o spot de televisão do medicamento Cêgripe. Neste spot, há um rapaz a quem atribuo a idade de 19/20 anos que, em plena aflição congestionada, as duas primeiras coisas de que se lembra são:
1 - Entrar numa cabine telefónica para,
2 - Telefonar à mãe.

Então vejamos, um rapaz de 19 anos, apanha uma constipação porque saiu de casa pouco agasalhado, começa a espirrar, entra na cabine telefónica e liga para a "mamã" (sic). Logo a seguir, a mamã manda o "menino" ver na bolsa da sua mochila, porque lá colocou o tal do Cêgripe. O "menino" toma de imediato o Cêgripe, podendo assim juntar-se à namorada que o aguarda do lado de fora da cabine, no final diz - "Obrigado mamã".

Em que país é que os gajos de 20 anos têm mamãs?
Em que país é que os gajos de 20 anos tratam publicamente as suas mães por mamã?
Em que país é que os gajos de 20 anos não têm um telemóvel?
Em que país é que os gajos de 20 anos deixam as mães mexer nas suas mochilas?
Em que país é que os gajos de 20 anos a quem acontecem todas as questões anteriores, têm namorada?

Senhores da Janssen-Cilag, pode ser que nos vossos países, todos os gajos de 20 anos sejam completamente totós, mas em Portugal, segundo creio, já não há indivíduos desta espécie, e se existirem, vocês não querem que eles sejam vossos clientes.

Podem parar de gastar dinheiro com a campanha IDIOTA e insultuosa que têm no ar. Para contratação dos meus serviços técnicos de consultora para esta área, é favor usarem os comentários deste blog.
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Quinta-feira, 30 de Junho de 2005
cronaldo.gif

Ainda gostava de perceber o que é que passou pela cabeça dos "especialistas" de comunicação do BES. Senão vejamos, as vantagens do Cartão amplamente divulgado pelo Cristiano Ronaldo são as seguintes:

10% de desconto em gasolina e portagens.

Habilita-se, num sorteio, a ter as prestações da casa completamente pagas.

Alternativamente (se a casa já estiver paga) pode ter um carro de luxo.

Pergunta: Tendo em conta que o senhor só vem a Portugal de férias (não usa gasolina portuguesa nem as auto-estradas portuguesas durante a maior parte do ano), tendo em conta que ganha uma pipa de massa, duvido que tenha crédito de habitação, e quanto a carro de luxo, provavelmente tem mais do que um.

Porque é que escolheram este caramelo para ser o porta voz desta campanha?

Dinheiro a mais para gastar?

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Comentários
Viva,Miguel Carretas:- direcção da Agecop- directo...
Não há qualquer culpa associada ao PL118. Presume-...
Com que então o senhor Carlos Zorrinho diz que o P...
E eu não pela "tua dose" em tempo útil :)Mas já es...
Esqueci-me de deixar a minha dose por cá também:ht...
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