O meu consumo de notícias já deixou, há muito, de passar pelos jornais. É raro comprar um jornal. Não me lembro já, da última vez que comprei um jornal.
Hoje, por conta dum almoço solitário, desfolhei (é tão lindo, usar o desfolhei neste contexto, porque é o que dá, na verdade, vontade de fazer), o Público e o Diário de Notícias.
Uma das "notícias" do Diário de Notícias (sem link, não merecem) surpreendeu-me: "Evangeline Lily - Actriz de 'Lost' quer dar à luz em casa".
Fonix....a mulher pariu há tão pouco tempo e já está prenha outra vez. Isto é que é produção.
Mas depois lembrei-me de que a actriz integrou o elenco do novo filme de Peter Jackson, The Hobbit, e as duas coisas não são compatíveis.
Chegada ao meu local de trabalho, fui à procura.
Senhores do Diário, a vossa notícia está atrasada quase 6 meses (por 10 dias chegavam ao semestre). Forneço-vos, de borla, um link para o grande guru da informação deste tipo, que qualquer jornalista olha de soslaio, com arrogância e superioridade, o Perez Hilton. Este não anda por aí com peneiras de grande jornalista (anda com outras, mas isso agora não interessa nada para o caso).
Se não conseguem, sequer, estar informados sobre coisas básicas, o que é que me garante que o consigam fazer com coisas realmente importantes?

P.S.: Já para não falar do "dar à luz", que é um termo que me encanita, juntamente com o esposo/a e o falece.
Não tenho nada contra os jornais gratuitos. Não consumo, mas não tenho nada contra. Até conheço pessoalmente e blogosfericamente algumas pessoas que escrevem em alguns destes gratuitos. Por mim, tudo bem.
O que me IRRITA solenemente é o impacto que a porra da distribuição dos jornais tem no trânsito de Lisboa.
Esta manhã, fiquei parada no Cais do Sodré porque toda a gente que estava à minha frente na bicha foi acometida de uma necessidade súbita de ter não um, nem dois, mas três jornais gratuitos. O facto de estar verde e de poderem (e deverem) andar, não interessava para nada.
O puto ia ao meu lado, e estávamos atrasados, razão pela qual insultei todos os condutores e distribuidores, fiz mais um ou dois cabelos brancos, e continuei a trautear a mesma música.
Mais à frente, depois de ter deixado o puto, no Rossio, a mesma coisa.
Marquês, o mesmo cenário.
Fontes Pereira de Melo, idem, nos vários sinais.
E os senhores distribuidores também se estão borrifando para o facto de estar verde ou não estar, alguns, kamikazes quase com sucesso, atravessam-se à frente do carro. Hoje dei um toque num deles, que ainda tentou fuzilar-me com o olhar.
Termino como comecei. Não tenho nada contra os gratuitos.
Mas não empanquem o trânsito. Não é preciso, ele já está suficientemente empancado sem a vossa colaboração. E se virem um Smart preto, nas localizações acima mencionadas, pela vossa saúde, saiam da frente.
