Eu já sabia mas, burra, armei-me em esperta.
É um artista português, cuja carreira acompanho, com muito gosto, há muitos anos. Já vi catrefadas de espectáculos ao vivo. Conheço de cor muitas das suas músicas. Algumas são, ou foram noutros momentos da minha vida, hinos. Tenho a discografia completa.
E é inevitável que o convívio (unilateral, bem sei) se transforme em intimidade. São muitas coisas partilhadas do lado de lá para o lado de cá. Às tantas, achamos que fazem parte do nosso círculo de amigos. É natural que lhes atribuamos as características mais puras, as que captamos nos poemas que escrevem. Mas a verdade..... é que não funciona assim.
E depois é sempre a mesma merda....... em 30 segundos desmancha-se uma imagem afectiva que foi construída e alimentada durante mais de 35 anos.
E podem dizer-me, mas em 30 segundos o gajo não teve qualquer possibilidade de corresponder às tuas expectativas. Pois não, mas não precisamos de mais do que 10 segundos para avaliar o valor dum sorriso, ou de um gesto, ou duma atitude, pois não?
Se calhar estou enganada. Espero estar enganada.
Mas soube-me a (muito) pouco.
Um disclaimer, primeiro, muitas canções de intervenção foram as minhas músicas de embalar. Ainda hoje a Ronda do Soldadinho, que tem uma letra triste e violentíssima, me desperta memórias doces, porque muitas vezes adormeci ao som dessa música. Portanto, as canções de intervenção têm um lugar muito, como dizer, protegido, na minha memória.
Posto isto, e porque muita da música de intervenção envelheceu mal, pergunto-me qual é a nova música de intervenção e recebo a resposta directamente a partir da frequência 97.4 do meu rádio.
Sátira, humor, boa disposição, algum desafinanço, claro, muita actualidade e atenção aos casos políticos (e não só) que chamam a atenção do comum mortal. E talento, de quem faz e de quem dá espaço para que se faça.
Muito bom.
O título deste post não é um trocadilho.
Aqui há uns tempos, mais precisamente em Outubro, no âmbito duma reunião informal da família SAPO, participei numa banda que pegou em várias músicas conhecidas, mudou-lhes as letras para que melhor se enquadrassem no dia-a-dia da empresa, e no final, demos um espectáculo no tal encontro.
Ora, esta brincadeira foi levada a sério por todos os que nela participaram, e meteu ensaios de mais de um mês antes da coisa. Eu não sei tocar instrumentos (e também não sei cantar, mas isso agora não interessa para nada).
Fiz algumas das letras, e cantei as músicas todas, umas como voz principal, outras como coro. Again, reforço que, não desafinando por aí além, não tenho grande voz, mas a coisa não era para ser um espectáculo musical, era para ser divertido. E foi.
Gosto de trabalhar numa empresa que me deixa tirar umas horas para ensaiar com a banda. Os ensaios foram aqui no SAPO, na sala Geek. E fazíamos uma barulheira desgraçada. Foi muito bom. O nome da banda foi escolhido de propósito para o evento. Os M-Recos.
Isto tudo para chegar adonde? Eu não sei cantar, mas ninguém poderá dizer que não me esforço. Fruto de um mês de ensaios e de um glorioso espectáculo, fiquei rouca. Ok, normal, pensei eu, esforçaste a voz, agora pagas o preço.
6 meses depois, ainda estou rouca. É uma desgraça. Não posso cantar no banho. As notas mais agudas saem ao lado. Não posso falar mais alto, saem-me fífias pela boca fora.
Fui ao médico. Sim senhor, tem aqui uma corda vocal toda estraçalhada. Não há medicamentos nem comprimidos. Vai ter de repousar a voz (medo, logo eu que falo pelos cotovelos) e vai ter de fazer terapia da fala. Seja.
Esta manhã lá fui eu marcar a terapia da fala. O médico que me tocou chama-se Tiago Querido. Não sei que diga. Assim como assim, não posso dizer nada. Não sei se será bom ou mau presságio.
Seja como for, podem acusar-me de muita coisa, mas não me podem acusar de não dar tudo o que tenho (e, aparentemente, o que não tenho), em palco :)
O pessoal que trabalha comigo deve estar a gostar desta notícia. Pelo menos por uns tempos, vou ter de andar mais caladinha. Deve ser um alívio :)
Vou, numa só frase, dizer duas barbaridades musicais daquelas que arrepiam os melómanos. Pink Floyd e Doors faziam parte do que se ouvia lá por casa, quando eu era miúda, pelo que, quando os meus coleguinhas de liceu descobriram e extasiaram com aquilo, já eu tinha um grande been there, done that, got the t-shirt.Ora, ouvir pink floyd aos 6 anos e ouvir aos 16 é muito diferente, mas aos 16 já eu estava noutra. Portantos...... a modos que, Pink Floyd e Doors (entre outros, mas estes são os mais carismáticos) não me arrancam suspiros de revivalismos, nem lhes conheço a obra de trás para a frente, nem idolatro o dark side of the moon (está mais ou menos ao nível dos patinhos, de que eu gostava muito com 6 anos), nem tomo partidos entre o waters e o gilmour e essas coisas. Com Doors, a mesma coisa, se bem que estes tenham tido um argumento que os pink floyd não tiveram, chamado Jim Morrison.
E isto tudo para dizer o quê? Que descobri, por ele, o vídeo dum concerto do Roger Waters, em 2000, duma música a que nunca achei muita piada, o Money (sim, sim, herege, herege), mas aqui tocada e cantada com um je ne sais quoi que faz com que tenha sido a banda sonora dos últimos tempos. O cabrãozinho que canta, tem uma pinta desgraçada, aguenta-se muitíssimo bem à bronca da música, sem ter medo dela, e dá uns ares a Jim Morrison em novinho. Um must.
A pedido de várias famílias,o rapaz chama-se Doyle Bramhal II
E para quem vê isto via Facebook, o vídeo pode ser visto aqui.
Isto é todo um novo conceito, da memória dentro da memória. A minha adolescência visitada por duas vezes, em simultâneo, no mesmo vídeo. Os mais novinhos não vão perceber a piada, e vão fazer um grande duh?, mas quem tenha mais de 30 anos, vá, 35, vai deliciar-se/horrorizar-se/ comover- -se/rir à gargalhada.
Via Poingg.
É impressão minha (deve ser), ou eu ouvi um jingle de promoção ao Optimus Alive em que a música é a da Internacional, mas a letra é toda nova?
Espero que a esquerda pura não oiça rádio, senão vem aí revolução pela certa.
UPDATE (com um Obrigada à Joana Lopes), o vídeo:
(E sim, é horrível, mas se houve gajos com jeito para fazer musiquetas que entrem no ouvido, foram os países comunistas)
Estou a ouvir. Lembro-me das letras todas. Cá em casa, ele ameaça fazer um 25 de Novembro caseiro, e pede socorro. Diz que "O PREC instalou-se na sala. As colunas queixam-se dos adufes e das gaitas".
Eu deliro :)
E acho que esta crise pode ser uma oportunidade para a música de intervenção.
Substituam umas palavras mais datadas por outras mais actualizadas e regressa tudo de novo.
Pois Canté!!
Enquanto anda lá no céu a cotovia
Ando a trabalhar o pão de cada dia
Para encher a pança a essa burguesia
Sempre a trabalhar
P'ro patrão gozar
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Os políticos burgueses à porfia
Só nos sabem receitar democracia
Mas o povo é que é levado na tosquia
O senhor ministro
Tem a culpa disto
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Tanta propaganda na telefonia
A falar na grande crise da energia
Com tanto desemprego, quem diria!
Fala o aldrabão
E ri-se o patrão
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Quando a máquina do lucro se atrofia
A reparação é sempre a carestia
E o povo é que lhes paga a avaria
Mas o Capital
Fica sempre igual
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Com golpaças e manobras, dia a dia
Bem nos tenta enrolar a burguesia
Eles são todos da mesma confraria
Irmãos explorados
Todos lado a lado
Isto inté qu'há-de mudar um dia
(Pois Canté!)
Desculpem lá:
"Quando a máquina do lucro se atrofia
A reparação é sempre a carestia
E o povo é que lhes paga a avaria
Mas o Capital
Fica sempre igual"
Em que é que isto não é verdade, hoje, a esta hora?
GAC! Regressa.
E as meninas e meninos que gostam de fazer covers de homenagem, NEM PENSEM NISSO.
E nos tops nacionais, saíam os abrunhosas e os cogumelos ou azeitonas ou lá como é que eles se chamam, e voltava o Zé Mário Branco, e o Sérgio Godinho, e revisitávamos o Zeca, e o Fausto, e o Vitorino pré-boleros, e a Maria do Amparo (sempre adorei a Maria do Amparo), e o Zé Barata Moura sem ser para nos mandar comer a papa, e mais uma catrefada deles.
Isso é que era!
Aqui há uns tempos falei aqui das minhas canções de infância. Não eram as canções tradicionais, eram canções de intervenção. Tudo o que é mais conhecido foi reeditado em CD (os vinis ficaram "esquecidos" em casa do meu pai), mas havia pérolas da altura que não tinham sido reeditadas e não havia maneira de conseguir recuperar as músicas, a não bocadinhos aqui e ali, online.
Hoje, no trabalho, pareceu-me ouvir algures no open space, os primeiros acordes da Internacional. Fui atrás, e foi então que dei com isto:

Opá, então não é que reeditaram em CD os 4 álbuns do GAC? O que eu procurei pelo Pois Canté! cujas letras, ainda hoje, passados tantos anos, sei de cor.
Já adicionei ao meu iTunes e vou comprar os CDs propriamente ditos, que isto são relíquias a preservar.
Tenham em conta que este post vai descrever uma série de material que eu não sei para que é que serve, apesar de partilharmos a mesma casa, e só posso dizer que é equipamento muitíssimo estimado e cuidado e que está em excelentes condições de funcionamento, como novo. Mas não sei se tiram cafés ou se fazem pizzas. É ele que quer vender, e será ele a responder às questões que eventualmente possam colocar.
Gravador digital de 16 pistas (8 simultâneas com XLR input e 256 pistas VTrack)
Efeitos COSM do Boss GT-6B, Midi Sync, Mastering Toolkit
Gravação directa para CD
Interface USB para ligação a PC/Mac
Custa novo ~1100 euros na Musifex
Vendo por ~700
Processador de efeitos de 24 bits (guitarra, baixo, voz, etc)
Vendo por ~150 euros
Bons cafés.
Estão a ver a panca que o Bitaites tem pelo Zappa? Aquilo deve afugentar-lhe alguma audiência. Ora eu, não querendo ficar atrás daquelas que são claramente as melhores práticas de quem tem um blog, não podia deixar de fazer o mesmo.
Lamentavelmente (ou não), a minha panca não é pelo Zappa, mas pela Streisand, sim, essa, a Barbra. Também gosto de Zappa (que a esta hora deve estar a dar voltas na cova ao ver-se misturado com a Barbra Streisand no mesmo post), mas é ela que me dá a volta ao miolo.
Mais, assim de repente, não me ocorre mais nenhum artista que me levasse ao pavilhão atlântico, e olhem que isto, no meu caso, é dizer muito.
Digam o que quiserem, que é pimba, que já deu o que tinha a dar, que nunca deu, que é uma divette, que é só voz, que as letras são uma porcaria e que a música é uma merda, temos pena. Eu gosto. Sobretudo gosto do mau-feitio e do nariz (e de nunca o ter "arranjado"), e do vozeirão, claro.
Obviamente, não tenho o nível do Bitaites, pelo que não verão por aqui, com frequência, odes à Barbra Streisand, no mesmo ritmo frenético com que o Bitaites publica sobre Zappa, mas hoje apeteceu-me.
Não é divette, é diva mesmo. Digam-me lá quem mais é que seria tão narcisista que, num concerto, escolheria para cantar um dueto, ela própria? Mais ninguém :)
Será que serão sempre invertidos os papéis, cá em casa?
Os putos pedem-nos para baixarmos o volume da música.
Quando eu era miúda, era a minha mãe que me azucrinava a cabeça "Põe mais baixo, e vê se não pões mais alto quando eu sair de casa, por causa dos vizinhos".
Aqui não são nem os vizinhos nem os pais, a chatear, são os putos.
Está tudo trocado. Até quando?
Está a começar no Jardim Marquês de Pombal, em Oeiras o concerto do Stanley Clarke, do Marcus Miller e do Victor Wooten.
É onde eu estou neste momento.
Não porque goste especialmente de baixo, na realidade, a maior parte das vezes nem o consigo distinguir no meio dos outros instrumentos, mas porque gosto dele.
Links e espaçamento de texto mais tarde, que o browser do meu telemóvel não suporta não sei o quê e eu não sei fazer links directos no html.
Não é de agora, é de sempre que me assalta esta dúvida.
Porque é que nos bares, onde é suposto as pessoas irem para conversar, há sempre música de dança, aos berros, obrigando as pessoas a gritar em plenos pulmões para se fazerem ouvir?
A sério. Não percebo mesmo. E uma vez que há pelo menos 25 anos que me lembro de fazer esta pergunta a mim própria, e o hábito persiste, deve haver qualquer coisa que me está a escapar.
Não?
Se alguém que lê isto está a pensar ir ver Geen Day, recomendo vivamente que nos dias que antecedem o concerto treinem escalas, ou que dêem uns toques no instrumento que tocam.
É que pode ser que vos aconteça isto:
Via Gajo, no Messenger.
Em minha casa sempre se ouviu música de intervenção, quer antes quer, sobretudo, depois do 25 de Abril. Antes era baixinho, depois era alto, para ver se chateava os vizinhos reaccionários. Nunca ninguém se queixou. Não sei se por medo se por concordância.
Distingo mal, o chico escuro do soldadinho, os 3 patinhos da herdade do valfanado.
Hoje, por causa do Cibertúlia, dei por mim a recordar essas canções, algumas das quais ainda sei de cor. Tenho em CD a maior parte das coisas, que foi a forma que tive de recuperar memórias de infância que se perderam em "partilhas" de divórcios e afins.
Mas falta-me o Pois Canté, do GAC, de 1976.
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Nunca ninguém reeditou isso? Porquê?
Vá lá, caraças. Preciso de recuperar memórias perdidas.
Não gosto particularmente de fado. Nem gosto particularmente de poesia. Nem gosto particularmente de Amália. Mas reconheço-lhe qualidade e aquele je ne sais quoi que diferencia as cantoras normais das divas. Não é só talento, é algo mais. Carisma, talvez? Não sei nomear a coisa, mas sei reconhecê-la, e via-a na Amália.
Ando a ouvir por aí rasgados elogios a este novo "projecto" baseado na obra da Amália. Projecto cheio de nomes sonantes do panorama nacional, daqueles de que é fashion gostar, e a quem ninguém ousa torcer o nariz, para não ser olhado de lado pela intelectualidade de serviço. Detesto consensos.
Ouvi A Gaivota, mas não os restantes temas, presumo apenas que os arranjos sejam os mesmos ou pelo menos, no mesmo estilo.
Espero ardentemente que as pessoas consigam perceber que o prazer que a audição lhes provoca é mérito exclusivo da espantosa pena de O'Neill (e eu detesto, o O'Neill, como pessoa), e da sublime melodia de Alain Oulman que, mesmo assassinada, consegue sobreviver.
O resto, meus senhores, esqueçam. Façam um favor a vós próprios, passem por aqui, e vejam como se faz, bem, muito bem.
De resto, indico um, dois sítios onde já se escreveu mais e melhor sobre este mesmo tema.
Mais sobre a Amália, aqui.
Bem sei que isto já parece spam ou assédio, mas a verdade é que o tema está na ordem do dia e é-me impossível fugir, além de que não quero fugir, pelo contrário.
Na semana passada ia escrever-lhe de novo, para lhe dar conta daquilo que à partida lhe pareceriam boas notícias. Sabe? Aquela coisa dos piratas do Pirate Bay terem sido condenados. Estive vai não vai. Mas depois pensei que a coisa não ficaria assim, e era escusado estar a alimentar as suas expectativas com uma notícia duma condenação que seria certamente revogada na instância seguinte.
E se bem o pensei, melhor o fiz. Calei-me, caladinha, à espera de novo julgamento. Seria portanto um post para daqui a uns meses.
Eis senão quando, mais cedo do que o que eu julgava, chegam más notícias para sua indústria, que rejubilou com a condenação.
Então não é que o juiz que condenou os rapazes afinal tem um conflito de interesses?
Malandro do juiz, que se esqueceu de referir este pequeno detalhe.
( UPDATE - TRADUÇÃO DA NOTÍCIA FRANCESA )
Como é possível que não conheça o Blog do Enrique Dans, sugiro que subscreva o feed de rss do mesmo, e chamo a sua atenção para este post do autor.
Em tendo tempo, passe também pelo CV, podendo verificar que não se trata de um desconhecido e/ou incompetente nestas (e noutras matérias).
Se passar pelo Slideshare, é capaz de encontrar uma ou outra apresentação deste autor. Bem sei que lhe custa visitar endereços que contenham a palavra "share", mas faça um esforço, que vale a pena.
Compreendo que não ligue nenhuma ao que eu escrevo por aqui, é natural, compreensível, e até denota uma razoável dose de perspicácia. Por isso lhe indico pessoas cuja opinião vale a pena ter em conta. Pessoas que sabem mais e escrevem bem melhor que eu.
Destaco (e traduzo), com o mesmo fulgor do autor original, a frase que resume aquela que é a principal dificuldade de compreensão da indústria a que pertence "OS DOWNLOADS NÃO VÃO ACABAR NUNCA".
Espero que aprecie a leitura e que esta o inspire. Bom fim-de-semana.
Desculpe-me a insistência, mas creio ter alguns elementos adicionais que lhe poderão ser úteis.
Aquela lei que o Tó Zé referiu já estar em vigor numa série de países, em que os fornecedores de acesso à Internet cortariam o acesso a quem fizesse downloads "ilegais"?
Pois, parece que os ISPs Irlandeses os tiveram no sítio, e deram à Irish Recorded Music Association a única resposta possível. E em carta aberta e tudo, que é para toda a gente saber. Basicamente responderam que, thank you, but no thank you. E desancaram os requerentes, passando-lhes um atestado de imbecilidade, imbecilidade essa de que só os senhores não se apercebem.
Espero, ardentemente que, um dia que em Portugal os senhores da indústria discográfica decidam ter o mesmo tipo de atitude, os senhores dos ISPs portugueses também os tenham no sítio.
Enquanto isso não acontecer, e só por hoje, I'm Irish!
Via Enrique Dans.