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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Parece que há já algum tempo anda a ser debatida a forma como correu e decorreu a formação proporcionada aos professores/coordenadores de TIC, no âmbito do Magalhães.

 

É ver o post que deu origem à coisa, que me chegou via Chichas.

 

Eu, por acaso, tenho uma opinião ainda mais radical que a da maioria das pessoas (pelo menos do que vi, quer nesse post quer nos comentários).

 

Qualquer professor/corrdenador de TIC que precise de formação para usar o Magalhães, principalmente se se tratar de uma formação de 2 dias, não merece ser professor/coordenador de TIC.

 

O Magalhães é um computador para crianças, qualquer professor, com dois dedos de testa, sobretudo se for competente na área que lhe compete (TIC), esmifra aquilo em meia dúzia de horas, sem precisar de fadunchos, folclores, senhoras estrangeiras e demais fantochadas.

publicado por jonasnuts
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Fruto de trabalhar onde trabalho, consegui pôr as mãos num Magalhães. Parece que hoje no Rádio Clube a questão pode surgir, e eu gosto de saber do que falo. Pelo menos minimamente.

 

Até agora já li muito sobre o Magalhães, na Blogosfera, mas a realidade é que quem está na Blogosfera, não precisa de um Magalhães.

 

O Magalhães é para crianças, principal e especialmente para as crianças que não tiveram ainda uma experiência consistente de utilização de computadores. Crianças do 1º ciclo (6,7,8 e 9 anos), agora alargado às do 2º ciclo (10 e 11 anos).

 

Esta manhã, quando levei o meu filho à escola cheguei demasiado cedo (manias de quem detesta chegar atrasada e ainda não consegue prever o trânsito da marginal). Sentados no carro à espera ele pergunta-me: posso usar o Magalhães? Podes. O meu filho não é o target do Magalhães. Desde sempre que está rodeado por computadores e tem um computador dele, só dele, no quarto dele há, pelo menos, 3 anos. Mas queria brincar. Não precisei de lhe explicar muita coisa. Queixou-se de que era lento.

 

Decidi levar a experiência mais além, e quando entrei na escola, 15 minutos antes de começarem as aulas, levei o Magalhães comigo, e o puto sentou-se no bar, de Magalhães à frente.

 

Os putos pareciam espermatozóides à volta de um óvulo (ia dizer moscas à volta de uma bosta, mas prefiro uma imagem menos escatológica). Curiosos. Os pais, a mesma coisa. Muitas perguntas (dos pais, para mim, dos putos, para o puto).

 

Adorariam ter um, mas o do e-escolas é melhor. Estavam informados. Um deles até já se tinha candidatado ao computador do e-escolas.

 

Para aqueles, daquela escola, que já usam os computadores dos pais e já têm, por isso, experiência, o Magalhães não faz muito sentido, faz mais sentido o do e-escolas, mas para a miudagem que não tem acesso fácil a computadores, este Magalhães não é só um acessório, é uma necessidade.

 

Alguma vez eu havia de ver o dinheiro dos meus impostos aplicado a meu gosto.

publicado por jonasnuts
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Anda por aí meio mundo escandalizado porque o computador Magalhães que está a ser disponibilizado desde hoje a muitas das crianças em idade escolar, não vem o controlo parental activado.

 

Parece que vai ser a notícia do dia, e no que diz respeito à Blogosfera, a notícia da semana (aqui essas coisas arrastam-se).

 

Acho muito bem que tenha controlo parental. Como acho bem que tenha outras aplicações. Ora essas aplicações vão ser usadas, chamam-se ferramentas e, em última análise, é para isso que serve o computador, para ser usado.

 

Ora, um computador não funciona sozinho, é uma ferramenta, precisa de alguém que a opere.

É uma ferramenta que pode dar acesso a conteúdos e, como tal, cabe aos pais, definirem quais os conteúdos a que os filhos podem aceder. Não cabe a uma ferramenta (que é falível, como todas as ferramentas) definir o que é que os meninos podem ver ou não.

 

Chamam-se ferramentas de controlo parental por alguma razão. É suposto que haja alguém a fazer o controlo.

 

É suposto que seja o Governo a fazê-lo? Deus me livre. Não quero esse grau de intromissão por parte do Governo.

 

Ah, mas os pais não sabem mexer no computador, dirão os mais assanhados. E eu digo que, se quiserem, portanto, se se interessarem, aprendem, ou vão à cata de informação que lhes permita assumirem a responsabilidade que é, em grande maioria, deles.

 

É a mesma coisa com a televisão. Lá em casa os putos não podem pegar no comando da televisão e começar a fazer zapping. Não podem. É uma regra. Nos computadores lá de casa, existem configuradas umas cenas que lhes barram o acesso quando estão a ser encaminhados para sites que apresentam conteúdos que nós não queremos que eles vejam, ainda.

 

Mais formação para os pais? Sim senhor, acho importante e fundamental. Cursos de técnicas básicas de como consumir conteúdos online? Sim senhor. Evangelizar para a protecção dos dados pessoais como se fossem sagrados? Imprescindível.

 

O difícil, difícil mesmo, seria encontrar pais interessados em adquirir estas competências. As pessoas preferem pôr a culpa em terceiros (seja no governo, nas escolas, nas empresas, nos vizinhos, em qualquer lado) menos assumi-las.

 

Falta dizer que este post começou aqui.

publicado por jonasnuts
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