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Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Meu para a minha sobrinha. A pedido da própria. Stress, porque não sabia se as sobras da lã necessária chegavam (e não dava para comprar mais, porque têm de ser importadas e já não havia tempo). Tudo funcionou :) E ela gostou, que é o mais importante :)

 

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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

 

Gosto de dar, mas não dou a qualquer pessoa. Gosto de, quando dou, saber que estou a dar a quem precisa.

 

Não gosto de dar dinheiro, principalmente porque o dinheiro nunca se sabe muito bem para onde é que vai, e tirando a AMI e pouco mais, não dou dinheiro.

 

Dou regularmente os brinquedos do meu filho e os livros e a roupa (que estejam em condições de ser dados, evidentemente, não dou lixo). Mas estas dádivas, por importantes que sejam, não correspondem necessariamente ao que os miúdos querem.

 

 

No ano passado descobri os Anjinhos. E gostei da ideia. Ajuda muito o facto de "conhecer" e confiar na pessoa que está a promover esta iniciativa (há-de haver mais, mas eu conheço-a a ela). Sim, é uma acção do Exército de Salvação. Sim, chamam-se anjinhos às crianças. Sim, deve ser uma coisa católica e tal. Mas, o conceito agrada-me, porque as crianças têm um nome, uma idade, e um pedido específico.

 

Crianças que não têm presentes de Natal e que pedem aquilo que gostavam de ter (e de caminho também levam com um fato de treino). Quando compramos as coisas sabemos que estamos a comprar exactamente aquilo que aquela criança deseja e que não terá, se não formos nós. São crianças sem presentes de Natal. Tudo isto, misturado com a imagem de excesso de presentes lá em casa, que todos os anos tentamos, debalde, reduzir (este ano é que é, andamos a dizer ao tempo), faz com que eu queira aderir, de novo, a esta acção.

 

No ano passado fi-lo já muito em cima da hora (e atrasei-me e tudo) e "apadrinhei" 4 ou 5 anjinhos. Este ano está mais difícil, acho que não consigo chegar a tantos (e este "tantos" parece tão pouco, face à minha vontade), mas já angariei o meu filho para o processo (eu compro o fato de treino, ele paga o presente), e vou angariar mais pessoal (família e meninos do SAPO). Até já recomendei a coisa via Facebook, imagine-se, eu que quase nunca facebuco, e que acho que nunca usei as recomendações daquela coisa.

 

Enfim, está tudo explicado aqui, ou aqui.

 

Garanto que quando entregamos os presentes, sabendo que eles vão ser, de facto, dados a quem os pediu, nos sentimos muito bem. Este é o presente que vou oferecer a mim própria neste Natal. É, ao contrário do que parece, um presente egoísta.

 

 

(Os mais desconfiados podem ver aqui algumas fotos referentes à acção do ano passado)

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Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Não, não estamos ainda nas preparações para o dia 31.

 

Quero dedicar este post a esse dia, tão importante, e que ninguém louva, ninguém refere, todos esquecem.

 

Uma data importante, entre 25 e 31 de Dezembro.

 

Esta é a minha homenagem a esse grande dia, o 26 de Dezembro, também conhecido por dia da troca.

 

Se acham que as lojas estão atascadas a 24, experimentem a 26. Saiam do Corte Inglês (secção roupa e secção brinquedos) e da loja do Gato Preto.

 

Muito agradecida.

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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Todas as famílias que eu conheço têm tradições próprias de Natal. Seja na cozinha à volta dos tachos, a preparar os doces, seja nas técnicas de acender a lareira, seja na montagem do presépio/árvore de Natal, nesta época, as famílias tendem a criar tradições dentro da tradição.

 

As tradições precisam de ser repetidas, para que se tornem dignas do nome Tradição. Quando duas famílias se juntam, é preciso que se faça um merge das tradições. Numa família em que um dos membros é especialmente esquisito no que toca à comida, é preciso cuidado, e tentativa e erro, nós por cá até já tivemos a lasagna de Natal. Quando se junta uma família que come cabrito com uma que come bacalhau, está o caldo entornado. Pior ainda quando se junta à festa mais um braço da família que elege o marisco.

 

Este ano, parece que não ia haver cabrito. Temos pena, mas apesar de ser quase a única a comer cabrito, não prescindo. Comprei meio cabrito e está ali na vinha de alhos. Por falar nisso, acho que tenho de lá meter umas folhitas de louro. Na volta ainda telefono à minha mãe.

 

Seja como for, estava aqui a tentar lembrar-me das minhas tradições de Natal, aquelas que quero transmitir ao meu filho, e uma coisa são as que se transmitem verbalmente, outra coisa são as que se transmitem pelos actos.

 

Assim, histórias de tradições familiares não lhe tenho contado muitas, mas nos actos, aí sim, as tradições de Natal passam de geração em geração, reforçadas.

 

Na minha família, para que o Natal seja Natal, a árvore monta-se aí dia 22 ou 23, e não há Natal de jeito se a 24 não for preciso comprar presentes. Oeiras Parque, amanhã de manhã. Lá estarei, eu e o meu filho.

 

Sim, porque as tradições são para manter.

(E para que a tradição seja mesmo, mesmo, mesmo apurada, a árvore desmonta-se lá pela Páscoa)

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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Hoje é dia 21, quase 22. O Natal de família, este ano, é cá em casa. O Natal ainda não desceu em mim.

 

Falta tudo, bom, quase tudo.

 

Não há árvore montada, não há compras feitas, não há decorações, não há embrulhos, não há aquele nervoso miudinho, não há expectativa, não há nada.

 

Zero, nicles, népia.

 

A única coisa que me deu verdadeiro prazer foi comprar alguns presentes, para pessoas que não conheço.

 

Help? É que este não é o tipo de coisa que eu consiga safar com a minha capacidade de improviso.

 

Onde é que se arranja espírito natalício à pressão?

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Sim, eu sei que é cedo, mas nestas coisas, nada como fazer a lista atempadamente e resolver dessa forma o stress dos entes queridos que não sabem o que me oferecer (porque sou esquisita e porque já tenho tudo - ambas afirmações falsas, claro).

 

Além disso, isto encomenda-se e pode ser que demore a chegar e pelo sim pelo não, fica dado o recado e depois não se queixem que não sabem.

 

Quero uma coisa destas:

 

 

É um fitbit.

 

É gadget, é pequenino, deve ser baratucho. Prenche os requisitos.

 

E aqui está a forma como lá cheguei, que também é geek q.b. - TecChrunch

 

 

É tão giro que, na volta, não espero pelo Natal :)

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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Sabemos que os mails de Natal estão a perder o significado e a importância quando são mais as mensagens de Boas Festas na pasta de Spam do que as que chegam à Inbox.

 

Não há um SpamSieve que filtre os SMS?

 

 

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...adorou este poema. E logo eu, que nem gosto de poesia :)

 

A Silicon Valley Christmas Tale

 

Every geek
Down in Geek-ville
Liked searching a lot …
But Bill Gates,
Who lived just north of Geek-ville,
Did NOT!

Bill Gates hated searching and search advertising!
Now, please don’t ask why. It’s not that surprising.
It could be his brain had slowed up with age.
It could be, perhaps, that he loathed Brin and Page.
But I think that the most likely reason of all,
Was his wallet was feeling 2 sizes too small.

But,
Whatever the reason,
His wallet or brain,
By Jan of ’08 he was feeling the pain.
Looking down on the web with a Gatesian stare,
At the billions of people just becoming aware,
That web search NOT windows was the new way to think.
That it’s really more fun to surf popular links!

For,
Tomorrow, he knew …
That some Google shareholder
Would make many more billions
Than him or Steve Ballmer.
They’d start BIGGER foundations
To improve world health
And they might even give away
MORE of their wealth!

 

And THEN
They’d do something
He liked least of all.
Every googling fool, the tall and the small,
Would sit at their laptops like Sergey and Larry
They’d open their browsers and type in a query!
They’d search! And they’d search!
AND they’d SEARCH! SEARCH! SEARCH! SEARCH!

“They’ll be clicking those ads”, he snarled with a sneer.
“I smell a monopoly! It’s practically here.”
The he growled, with his fingers nervously drumming,
“I must somehow stop that monopoly from coming!”

Then he got an idea!
An awful idea!
Bill Gates
Got a wonderful, awful idea!

“I know just what to do!” Gates said with a laugh.
Then he called his pal Ballmer, to plan an attack.
And he chuckled, and clucked, “What a great business trick”.
I’ll buy up Yahoo and I’ll buy them up quick.
All I need is a deal
To get their web stuff
31 dollars per share seems enough!

 

So Ballmer sent Yahoo his generous offer,
But was told by Yang to return to the coffer.
Did that stop Bill Gates …?
No! He simply said,
“If I can’t buy Yahoo, I’ll sink them instead!”
So while Yahoo’s board was asleep at the wheel,
He asked Steve Ballmer to walk from the deal.
“Now, that is a lesson in playing hardball!”
Said Gates, as he watched Yahoo’s stock in free fall.

Well, it looked like Yahoo was certainly done.
It seemed like Bill Gates and Steve Ballmer had won.
But, let’s not forget, that in Silicon Valley,
You’re one hack away from printing more money.
So Yang and his gang started coding from scratch.
They made up a product that no one could match!
“Part open, part social,” Yang said with a grin.
“We’ll rewire Yahoo from outside to in.
And open up search, the home page, and then
We’ll double our profit by 2010.”

And Gates, in ‘08, who’d lost half of his dough.
Stood puzzling and puzzling: “How can it be so?
Is there any way Yahoo can help MS Windows to sell.
Or keep Office sales from going to hell.”
And he puzzled for hours, till his puzzler was sore.
Then Bill Gates thought of something he hadn’t before.
“Maybe Yahoo,” he thought, “is more than just search.”
“Maybe Yahoo … perhaps … HAS significant worth!”

And what happened then …?
Well … in Geek-ville they say
That Bill Gate’s small wallet
Magically grew 3 sizes that day!
And the minute his wallet didn’t feel quite so bare,
He made a cash offer of 30 per share.
Then he opened HIS browser and did something new.

And he
… HE HIMSELF …!
Tried a search on Yahoo!

 

Via TechCrunch

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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Este ano o primeiro Natal é em casa da minha irmã. Não conseguiremos estar todos juntos, e o núcleo duro apenas estará junto amanhã ao jantar. Consoada na minha irmã, dia de Natal cá em casa. Hoje vai funcionar como ensaio geral. São assim os Natais dos dias que correm. A correr, desirmanados. Perfeitos ainda, mais perfeitos ainda, mas menos simples do que eram há uns anos.

 

Tenho poucas prendas para despachar. Tenho reduzido as prendas às pessoas de que realmente gosto. Só despacho aquelas de que socialmente não consigo fugir. Os presentes que comprei com gosto e a saber que iam fazer tchan já foram comprados, na maior parte dos casos, há imenso tempo. Os outros despachei-os ontem à tarde, num raide rápido no Oeiras Parque que nesta altura do ano ´está impróprio para consumo. Demoro 2 minutos a chegar ao Oeiras Parque. Ontem era mais rápido chegar lá de transportes púbicos.

 

Agora, acabo de escrever este post depois de ter organizado o meu dia de acordo com as disponibilidades do resto do pessoal. Olho para o sítio da árvore de Natal e suspiro. Se não fossem os putos (e a minha mãe, amanhã) este ano não havia árvore de Natal para ninguém. Mas pronto, vou desocupar aquele canto (onde é que raio vou meter as guitarras?), e vou à arrecadação buscar o caixote que contém a parafernália natalícia. Vamos mascarar a casa.

 

Com licença. Tenham um bom Natal, que eu vou começar a despachar o meu, agora.

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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Os Blogs são fantásticos. Graças a um deles, recuo no tempo, 30 anos, mais coisa menos coisa.

 

Esta foi a banda sonora de muitos dos meus Natais, quando os Natais ainda eram simples e perfeitos. Agora são mais perfeitos ainda, mas não são tão simples.

 

 

Operários do Natal. Textos de Ary dos Santos e Joaquim Pessoa. Interpretado por Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho. A narração é de Maria Helena D'Eça Leal (não descansei, anos mais tarde, enquanto não consegui trabalhar com a Maria Helena, a nossa melhor voz feminina de todo o sempre).

 

Alguns textos não sobrevivem ao tempo, pelo menos ao meu tempo. Mas por uns momentos transportou-me para o passado. Não é saudosismo, não é nostalgia do passado É apenas reviver um período feliz. Felizmente não foram os únicos :)

 

Oiçam os Operários de Natal aqui. (E eu com isto nas Homepages sem saber)

 

Via Dias de uma Princesa.

 

 

 

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Nunca percebi muito bem a cena dos cartões de Natal. Escrevem-se uns votos nos cartões (ou compram-se cartões com votos já impressos que dá menos trabalho), assina-se, mete-se no correio e envia-se a um conjunto de pessoas.

 

Assim de repente há aqui uma série de conceitos que estão já ultrapassados, para mim. Comprar cartões, é pouco ecológico, enviar por correio tradicional quando não tenho o costume de usar esse meio, escrever votos em cartões, por atacado.

 

 

Parece que é porque dá mais trabalho do que enviar um mail, ou pegar no telefone e ligar. Receber um cartão de Natal por correio tradicional parece querer dizer "olha, estás a ver, que até tive esta trabalheira toda só para te dar as boas festas?". O que é palerma, porque na maior parte dos casos, pelo menos nas empresas, os emissores dos cartões limitam-se a assinar por atacado, e o pessoal menor faz o resto.

 

Mais, a maior parte das vezes o cartão chega com uma série de gatafunhos, cansados de se repetirem até à exaustão, e não se percebe nada, nem a mensagem nem que a assina.

 

Isto porque há pouco me pediram para assinar 10 cartões de Natal (assim, sem saber a quem estou a dar o autógrafo) e agora pedem-me as moradas. Ó senhores eu sei lá as moradas, sei os mails, sei os endereços dos blogs, em alguns casos até sei o número de telefone, mas, morada?

 

Enviarei um mail de boas festas às pessoas a quem quiser desejar boas festas. Telefonarei a quem quiser telefonar. Até posso desejar as boas festas por aqui. Mas não me apanham a enviar cartões de Natal.

 

 

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Em minha casa o Natal só começa a partir da 2ª semana de Dezembro. Antes disso há outras festividades que não gosto de ver ofuscadas pelos brilhos de Natal. É para não haver confusões, aniversário é aniversário, Natal é Natal. Bem separadinhos, os dois eventos, que é para não haver dúvidas de que são 2. E 2 presentes, claro (embora eu lhes tenha sempre chamado prendas, mas pronto). Sempre detestei aquelas pessoas que me ofereciam 1 presente e diziam, é um bocadinho melhor porque é de anos e de Natal. E eu olhava para aquilo e pensava, se esta merda é que é o teu melhor, espera lá que eu vou ali e já volto, grande semítico somítico. Enfim, lembro-me de ser muito míuda e pensar nisto. Mas afastei-me do tema.

 

No Natal vou cá ter a família toda, outra vez. Isso significa que tenho de começar a preparar a casa. Arrumar aquelas coisas que se vão juntando ao longo dos tempos, e nas quais deixamos de reparar depois de lhes passarmos ao lado meia dúzia de vezes. Por exemplo, a caixa do Rock Band está ali, vazia (não se deitam caixas foras logo ao princípio), há quase 15 dias. Isso e um saco de papel com camisolas de Verão da escola do puto. Convém arrumar esta coisada toda, para as pessoas terem espaço para se sentarem e circularem.

 

Decidimos levar o aumento de espaço um pouco mais longe, e achámos que os CDs ocupam demasiado espaço. A verdade é que um CD aqui um CD ali (no meu caso, que no dele é mais 2 CDs aqui, 3 CDs aqui, 5 CDs aqui.....), ao fim de uns anos...... já começa a pesar no espaço cá de casa. Temos 8 móveis de CDs completamente cheios, já com CDs onde não é suposto colocá-los. Começámos hoje a digitalizar tudo. Já comprámos as pastinhas para onde vão os CDs mais os papeluchos, e as caixas vão para a reciclagem.

 

Estou nisto há umas horas, e ainda não cheguei a meio do primeiro armário.

 

Ainda bem que nos lembrámos disto a tempo, porque assim a família terá imenso espaço, quando cá vier para o Natal, de 2009 :)

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Eu sei que parece precoce, embora todos os anos a época da publicidade natalícia comece cada vez mais cedo. Pelo sim pelo não, aqui fica registado o meu pedido.

 

Aconteça o que acontecer, sejam quais forem os pedidos que recebas nas cartas do meu filho, NÃO te passe pela cabeça oferecer-lhe isto:

 

 

E quem diz isto, diz qualquer outro dispositivo móvel de comunicações. Pretendo manter a minha sanidade mental (e orçamental) durante mais uns tempinhos. Não tenho presa nenhuma na entrada do puto no maravilhoso mundo dos telemóveis e dos SMS, muito pelo contrário, pretendo adiar esse momento até ao limite dos limites (Estás a ouvir, mãe?).

 

Muito agradecida.

 


O meu filho já não escreve cartas, já sabe que o destinatário é outro, e na realidade, este post é para a minha mãe.

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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
Todos os anos prometemos que vamos fazer as coisas de forma diferente, para o ano que vem. E todos os anos acabamos por cometer, mais coisa menos coisa, os mesmo erros.

Demasiados presentes para os putos (que é como nós deste lado do Atlântico nos referimos a crianças pequenas, do sexo masculino).
Quantos mais forem os presentes, menos gozo dão. Há a sofreguidão da abertura dos presentes. Não recebem presentes. Desembrulham, olham e passam ao seguinte. Só no fim de tudo é que vão fazer a contabilidade e ver, de facto, o que é que receberam.

Já está? Não há mais?
Quero mais! Dizia a minha sobrinha de 2 anos, depois de ter aberto, à vontade, 20 presentes.

Terá mais, todos terão, que não havia pachorra, nem tempo, nem espaço para mais presentes e houve alguns que ficaram guardados para mais tarde.

Para o ano é que é.
Menos presentes.
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
A crise foi de férias, durante o Natal.

Moro ao lado de um centro comercial, o que durante quase todo o ano, é uma vantagem. Ter as coisas perto, e uma disponibilidade de horários grande.

Mas em finais de Novembro, até ao dia 24 de Dezembro, essa vantagem torna-se numa enorme desvantagem. O Oeiras Parque fica completamente atulhado. E quando eu digo atulhado, refiro-me a que anda-se de t-shirt lá dentro, tal é o calor humano que tanta gente junta emite. Dizia-me noutro dia um membro da equipa do centro comercial que no Natal o ar condicionado refresca, como no Verão, em vez de aquecer.

As filas são mais que muitas, e apesar de haver uma catrefada de lugares de estacionamento, vêem-se carros até à entrada da auto-estrada.

Este ano foi o pior de todos, até agora. Hoje às 10 da manhã já havia bicha (eu cá não sou de eufemismos e para quem me lê do Brasil, bicha é como nós por cá chamamos às bichas e às filas), havia bicha, dizia eu, em TODAS as caixas para pagar. E não se julgue que eram comprinhas de última hora. Carros atafulhados, cheios. Vídeos, consolas, televisões, grandes volumes.
Pessoas stressadíssimas, cheias de pressa, a tentar passar as outras, a empurrarem-se. Eu própria, que estava tão quietinha no meu canto, quase me vi envolvida numa cena de pancadaria por causa duma palerma que insistia em pôr as coisas dela em cima da minha alface. Quer ver quem é que empurra mais? Perguntei do alto do meu metro e setenta e um, para baixo, para pouco mais de metro e meio, depois da senhora me ter empurrado pela terceira vez a alface. Mediu-me, olhou para a minha cara, e ajuizadamente decidiu que era melhor não experimentar.

No meu quarto já estão os sacos que o Pai Natal vai trazer para os meus sobrinhos. 2 sacos, grandes. Quase cheios, e ainda não está tudo.

À volta da árvore acumulam-se os volumes. Faltam as minhas, as da minha mãe, as do resto das pessoas que cá vêm. Já não há espaço.

E isto numa casa de tesos, pronto, desenrascados, vá, que há quem nem para estas coisitas tenha trocado.

Portanto, devia ser sempre Natal, porque no Natal não há crise.

Acordo para realidade com um post do Corta-Fitas.
Parece que sim, que há crise. Anda é mais escondida. Ou se calhar, somos nós que não a queremos ver, e fechamos os olhos, e deixamos a crise dos outros passar, para os voltarmos a abrir.

Eu não vou fechar os olhos.

E sim, o Corta-Fitas está alojado na concorrência, mas que se lixe, é um Blog de que eu gosto muito, e é por uma belíssima causa.
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As prendas, os tamanhos, os preços, as quantidades. Tudo tem de ser igual, para os putos. Há um ranking familiar uma categoria de presentes que se aplica nos vários Natais.

Um stress.

Este ano o Natal é cá em casa. O que significa que temos de ter a dita cuja minimamente arrumada. Resultado? Tarefas que estavam pendentes há anos (sim, anos) estão agora a ser diligentemente despachadas. Há cantos da arrecadação que viram a luz do dia (bom, a luz eléctrica, mas pronto), a despensa já está habitável, já se consegue lá entrar, coisas que passaram anos a dizer "ponham-me no lixo" viram finalmente a sua vontade a ser feita.

Coisas espalhadas por aqui e por ali que não tinham lugar certo, passaram a ter lugar certo, arrumadinhas, sem ser no por aqui e por ali.

O problema disto tudo é que consome muito tempo. Não há cá pausas para a paz e para o amor e para a fraternidade entre os homens e as mulheres, é arrumar, arrumar, arrumar (e comprar uma mesa onde caibam todos).

A minha mãe, sempre muito prestável, oferecer-se-á de certeza para cumprir tarefas para as quais já não vou ter tempo. Ainda tenho de levar coisas para a arrecadação, arrumar caixotes, fazer a tradicional lasagna de Natal, fazer pão, ir buscar a mesa ao Ikea que não cabe no meu carro (e só dei por isso quando já estava comprada paga e em cima do carrinho de transporte, ontem à noite), dar banho ao puto, arrumar o quarto do puto (com a ajuda dele, claro), tratar das casas-de-banho e embrulhar os presentes.

Assim sendo, minha rica mãe, se não te importas, para além do tomate cherry que já me compraste, vai também arranjar as tuas unhas, já que não vou ter tempo de arranjar as minhas.

A casa está fixolas, mas ainda precisa de mais uns toques, não vamos ter tempo de pendurar os quadros que estão há mais de 4 anos para ser pendurados.

Por isso, se não se importam, jantar de consoada cá em casa, outra vez, daqui a 15 dias.
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
O meu Natal (e deveria usar o plural) só começa depois da primeira semana de Dezembro.
Há mais festividades em Dezembro, e eu não quero confusões de datas.
A árvore só é montada depois do dia 5. Normalmente por volta do dia 6 ou 7.


Este ano abusámos um bocadinho.
Começámos ontem à noite, e estamos a fazê-lo às prestações.

Acho que vamos terminar a árvore lá por volta do dia 24, antes de começar a chegar a famelga.

Mas depois fica montada até à Páscoa. E este ano temos desculpa. É para compensar a montagem tardia.

Há qualquer coisa na obrigatoriedade de montagem e desmontagem da árvore que colide com o meu sistema nervoso.
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007



Já disse aqui noutro dia que tenho memória de elefante.

Dá imenso jeito, às vezes, mas também tem um lado mais negativo. Lembro-me muito de quem me faz falta. E não me esqueço das efemérides que se referem a quem me faz falta.

O Natal é uma espécie de montanha russa de emoções, por um lado a alegria e o prazer de dar, de ver os olhos a brilhar, de descobrir que acertei na prenda. Por outro lado é uma gigantesca efeméride grupal, para todos aqueles de que sinto a falta, e são cada vez mais.

Já passei alguns Natais entre a alegria dos presentes e da família, e a casa-de-banho, para limpar as lágrimas que teimam em fugir ao controlo apertado que tento manter.

Não pensem que melhora com o tempo. Lembro-me de todos como se fosse ontem, como se fosse hoje.

Este ano, as circunstâncias não ajudam.

Logo tinha de escolher a porra do roxo, como cor da moda nesta estação.
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Sábado, 17 de Novembro de 2007
Época de paz, amor, fraternidade e orgias consumistas.

Não percebo porque é que cada ano que cada ano que passa o Natal começa mais cedo. Quando eu trabalhava em publicidade, lembro-me que todos os anos as agências esticavam a corda, para ver quem é que iniciava as hostilidades em primeiro lugar. Houve um ano em que fomos nós, com Persil, nos últimos dias de Novembro. Todos os anos os publicitários e os anunciantes nos impingem o Natal cada vez mais cedo. E nós, carneirada, vamos na conversa.

Parece que andamos todo o ano à espera do sinal de partida, e à primeira campanha a ir para o ar, ou à primeira luzinha a acender, entramos no desvario na tal orgia consumista, à espera do orgasmo da carteira. Não sei como é que é com as outras pessoas, mas no meu caso, o que acontece não é o ansiado orgasmo da carteira, mas uma ejaculação precoce ali por volta do dia 15, com metade das compras por fazer.

O Natal todos os anos me é sugado de dentro. Cada vez representa mais uma preocupação, e não um prazer. Já estou a pensar onde é que é o Natal este ano, e o que é que vou comprar para as obrigações que tenho de cumprir.

Os meus Natais são complicados, a casa da mãe, a casa do pai, a casa daqui e a casa dali, os Natais alternados consoante o andolitá dos outros lados. Já me chega de stress, já produzo o meu próprio stress, não preciso de stress induzido.

Portanto, e para finalizar, senhores anunciantes, metam as promoções no prestígio, e aprendam que o Natal só começa na 2ª semana de Dezembro.
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Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006
Estão a ver o post típico deste Blog?
Bom, na realidade, não há posts típicos deste Blog, mas pronto, este é ainda mais atípico que o costume.

Há um Blog novo, chama-se Avó Galinha, e se têm presentes para comprar, para meninas princesas, e querem oferecer uma coisa giríssima, original, bem feita, e que não seja nada cara, recomendo a visita.

A Avó Galinha não é minha avó, mas faz o favor de ser avó do meu filho e dos meus sobrinhos e sim, é minha mãe, daí esta referência.

Tipo de coisas que podem encontrar no Blog (para além dos meus disparates e dos disparates da minha irmã):

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