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Domingo, 29 de Maio de 2011

.... a formalidade e os rodriguinhos com que algumas campanhas lidam com quem os contacta, pressupõe que devem levar com muita merdinha e muita arrogância de quem está do lado de cá da barricada.

 

Num telefonema, há pouco, a extrema delicadeza da minha interlocutora, levou-me a pensar que os Assessores (assim, de maiúscula, porque me pareceu ser uma das boas), devem ter de falar sempre com muito cuidadinho, para que os imbecis que inevitavelmente apanham do outro lado da linha, não lhes lixem a vida.

 

É assim..... há imbecis em todo o lado. 

 

O que me chateia, é que isto seria tudo muito mais fácil (para ambos os lados), se não houvessem tantos rodriguinhos, e tanto palavreado delicodoce, para se chegar à coisa final, que passa, sempre, por um sim, ou por um não.

 

Anda tudo muito susceptível, e de nervinhos à flor da pele, é o que é.

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Domingo, 22 de Maio de 2011

Exmos. Senhores,

 

Como portuguesa atenta ao que pensam e sentem os meus concidadão, não posso deixar de constatar que são muitas as pessoas que estão indecisas em relação ao sentido do seu voto nas próximas eleições legislativas de Junho.

 

É, de acordo com o que tenho visto, um número de indecisos muito acima da média.

 

Assim, e de forma a que estes indecisos possam ter tempo e espaço para ponderarem de forma reflectida a orientação do seu voto, venho propor-vos que em vez de um período de reflexão de 24 horas (na véspera do dia das eleições) alarguem este período de reflexão para, pelo menos, uma semana.

 

Só num ambiente de calma e serenidade é que estes indecisos poderão, em consciência, tomar uma decisão tão importante.

 

Agradecem os indecisos e agradecem os decididos. Nem uns nem outros recuperaram ainda da campanha eleitoral das presidenciais e, assim como assim, as campanhas eleitoras servem muito mais para os partidos fazerem barulho do que propriamente para esclarecer as pessoas.

 

Uma decidida agradecida.

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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

Não voto PS (mas já votei). Não voto Sócrates (nunca votei, e não tenciono fazê-lo no futuro). Não voto PSD (nem nunca votei, nem votarei). Por isso, posso dizer que comento a partir de fora.

 

Desde que Sócrates foi ministro que vejo os seus opositores fazerem sistematicamente a mesma coisa. Cometem permanentemente o mesmo erro. Apre, que não há meio de aprenderem.

 

Pá..... não subestimem o homem.

 

Caraças, tanto tempo depois e ainda não perceberam o que é que gasta a casa?

 

Se no caminho dum lobo aparecem coelhinhos e demais animais fofinhos, estão à espera de quê? Que a fera amanse?

 

Porra, que são burros.

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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Já começou a campanha eleitoral, e a caça ao voto.

 

Neste caso em específico, o problema é que, do outro lado, também há bastantes votos para caçar.

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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Dizem que os jovens são idealistas, e depois aprendem.

 

Pelos vistos, essa foi mais uma coisa que não aprendi.

 

O que me custa mais, nas legislativas que aparentemente vão acontecer, não é ter de passar por outra campanha eleitoral (e esta, a julgar pelos intervenientes vai ser do piorio), o que me custa não é o debate vazio, nem a demagogia a jorrar, nem o barulho e a poluição visual e sonora.

 

O que me custa mesmo é ter de olhar para isto tudo e decidir com base no critério "mal menor".

 

Não vamos, nestas eleições, escolher aquilo que achamos melhor para o país. Vamos escolher aquilo que achamos que dará menos prejuízo.

 

E como é que eu explico isto ao meu filho? E como é que eu explico isto à idealista que me habita?

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Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Se ele fosse português, diria exactamente a mesma coisa que disse, sendo americano. Que pena que eu tenho, que não haja ninguém assim, em Portugal.

 

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Terça-feira, 22 de Março de 2011

Não é segredo, porque eu não escondo, aquilo que acho dos políticos em geral, sobretudo os que estão (ou almejam estar) no poder.

 

Vai daí que, no actual momento das coisas, o que eu vejo, e eu sou uma cínica, é um partido da oposição, com demasiados anos de sede de poder, a fazer as contas. Ora bem..... (isto são os gajinhos do psd a falarem com os seus próprios botões)..... esta coisa está tremida, ninguém grama o sócras por causa destes cortes todos, estas medidas agrestes que ele está a impor agora, vão dar frutos daqui a 1 ano, mais coisa menos coisa, pelo que nos podemos atirar já para eleições antecipadas, vamos nós para o poleiro, e passamos os primeiros 12 meses de poleiro a dizer que a culpa é da herança, e que a herança era muito difícil. Daqui a 12 meses, à conta destas medidas agora impostas pelo sócras, as coisas já estarão mais calmas, e nós aparecemos como os salvadores da pátria.

 

Vejamos..... eu não gosto do Sócrates, nem votei nele, nem tenciono votar, mas os outros senhores que agora, à frente das câmaras colocam um ar compungido, e uma postura de estado (seja lá isso o que for), atrás da câmara esfregam as mãos de contentes, porque vêem que está a chegar a sua hora.

 

E deve estar mesmo a chegar, porque os portugueses são suficientemente burros para acharem que a resposta está em mais do mesmo.

 

A mim, não me enganam.

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Domingo, 21 de Março de 2010

 

O Henrique Monteiro a acertar na mouche (again).

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Perdi a inocência muito tarde. Imagine-se que, quando soube que na universidade se copiava, fiquei chocadíssima. Tinha 16 anos. Percebem? Era muito inocente.

 

Perdi a inocência muito tarde. Mas quando a perdi, não ficou réstia de nada. Sabem aquelas coisas do amor que se transforma em ódio? É mais ou menos a mesma coisa. Passei de inocente idealista bimba para o extremo oposto. Sou cínica, e duvido sempre da natureza humana. É tudo culpado até prova em contrário.

 

Isto tudo para dizer que não ando impressionada com as notícias, e com as manipulações, e com a liberdade de expressão, e com os clamores de viva a liberdade e marchinhas daqui e marchadelas de acolá. Não acredito em políticos (independentemente da sua cor), não acredito nos órgãos de comunicação social, e não acredito na justiça. Todos têm agenda própria e todos se estão cagando para o povinho.

 

São muito raros os casos em que as pessoas enveredam por um serviço público para servir o  público. Enveredam por onde acham que lhes dá jeito, pessoal, enveredarem. Não querem servir o público ou o povo, querem servir-se a eles próprios em primeiro lugar, os interesses do público ou do povo são muitíssimo secundários. Trabalham para a sua própria agenda ou para a agenda do pastor que os apascenta. Se a coisa correr de feição, andam caladinhos, se a coisa não correr de feição, berram.

 

Portanto, senhores que andam aí a gritar e a berrar, que nem virgens ofendidas, com o estado da nação, calem-se. Vocês não estão a refilar com o estado da nação, estão a refilar por não serem vocês ou os da vossa cor, a estar no poleiro.

 

 

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Este blog é pessoal e generalista. Não é, definitivamente, um blog político. Mas eu acompanho a blogosfera política (e as outras, já agora), e espantam-me os erros de principiante que cometem algumas pessoas que já deviam saber mais.

 

A blogosfera é debate e opinião. Não debate só quem quer, há casos em que debate quem pode, e quem vai à guerra dá e leva. Mas, para haver debate e troca (mesmo que seja de pancadaria), tem de haver respeito. Não se trocam argumentos com pessoas que não respeitamos. Pelo menos de forma persistente.

 

Estranho muito uma certa blogosfera que se insurge com determinado blog, ou personagem, e que insulta, e que tenta negar, e que desvaloriza e que, ao fazer isto tudo, está pura e simplesmente a amplificar, a difundir e a divulgar o tal blog ou personagem.

 

Isto é generalista, embora eu me tenha inspirado num tema (re)corrente da blogosfera política. É um erro persistente, e eu estranho que pessoas inteligentes caiam nessa armadilha.

 

Há um personagem blogosférico (e não só) de que não gosto, não respeito nem intelectualmente nem de qualquer outra forma. Sei-o uma pessoa desonesta, sem palavra, que escreve (e fala) ao sabor dos seus interesses muito pessoais. Enfim, uma nódoa.

Acham que lhe dou, sequer, um hit para as estatísticas? Acham que contribuo sequer com uma visita para os seus KPIs? Acham que leio o que ele escreve? Para quê? Se não o respeito, porque raio vou ouvir o que ele tem para dizer? Para o contradizer? Não vale a pena, o próprio mete habitualmente os pés pelas mãos, cumprindo competentemente o papel de se contradizer (é a chamada versatilidade vira casacas).

 

Faço o que melhor se pode fazer a este tipo de gente, ignoro-o. Ele não existe.

 

Não percebo a incapacidade da blogosfera, de ignorar as pessoas que não respeita e, pelo contrário, lhes dá mais visibilidade e lhes cria mais forma e consistência.

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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Não nos conhecemos, mas decidi ler a entrevista que deu à última Visão, provavelmente porque o enfoque era dado, nos títulos e imagens que acompanhavam a entrevista, em temas que me interessam, Facebook, redes sociais enquanto ferramentas de trabalho, etc.

 

Devo desde já esclarecer que não sou uma crente em tudo o que leio e sei, por experiência própria, o quão deturpadas podem ser afirmações que fazemos, quando as lemos mais tarde impressas em qualquer jornal ou revista.

 

Não dou, por isso, demasiada importância ao que leio, principalmente se for escrito na comunicação social tradicional. Assumo-me como descrente, além de que a minha opinião vale o que vale, que é pouco ou quase nada. A minha opinião tem apenas a enorme vantagem de ser a minha, o que apenas me beneficia a mim.

 

Li no entanto algo que, não sendo novidade quando dita pelos novos adeptos das novas tecnologias, suscita habitualmente em mim um levantar de sobrancelha, a saber:

"Para ele, o envolvimento de um político nas redes sociais permite, em muitos casos, antecipar situações, perceber quais as opiniões dominantes. "Às vezes até dá para saber quais vão ser os assuntos em destaque no dia a seguir", diz".

 

É verdade, mas apenas parcial, e pode ser uma falácia.

 

Senão vejamos, não é a maioria dos portugueses que tem acesso à Internet, portanto, a opinião dominante não pode ser recolhida, a não ser por extrapolação que, como se sabe, tem muitos perigos, é uma espécie de generalização teoricamente científica e, como se costuma dizer, as generalizações são perigosas.

 

Notemos ainda que, os que têm acesso à Inernet são pessoas com um maior poder de compra (embora esta tendência esteja a ser absorvida pela massificação) e que pertencem a uma classe social que não é, infelizmente, a da maioria dos portugueses. Novamente, opiniões dominantes por extrapolação.

 

Não esquecer que, para além de tudo, dos que estão online, será uma imensa minoria, aquela que emite opinião relevante ou que ultrapasse o domínio exclusivamente pessoal. A sério. A grande maioria dos Blogs, não são dos políticos, ou de intervenção social, ou de opinião. Se quiser aprofundar esta minha última afirmação, é ver uma coisa que escrevi há uns tempos.

 

Portanto, quem anda online não é a maioria, é uma minoria privilegiada, a maior parte não produz conteúdo e, não esquecer que no meio de tão pouca gente, meia dúzia de intervenientes podem fazer a diferença. É por causa disto que parte da sua afirmação é verdadeira, dá de facto para saber "quais vão ser os assuntos em destaque no dia a seguir" mas apenas porque as redes sociais e blogosféricas são muitíssimo frequentadas por jornalistas (e ainda bem, se quer mais uma opinião minha).

 

E, por último, além de tudo o que já referi antes, convenhamos que, para seguir um político no Facebook é preciso que esteja interessado no que essa pessoa possa ter para dizer e, como sabemos, a grande maioria dos portugueses não se interessa pelo que os políticos têm para dizer (não vale contar com  o número de participantes nos Fórum da TSF que são especialistas em fazer um enorme número de vozes diferentes. Parecem muitos, mas são poucochinhos).

 

Isto já está muito comprido, mas está quase a terminar e assim como assim ninguém leu até aqui.

 

Eu percebo o sentimento de deslumbre com a aparente proximidade que as "novas" tecnologias proporcionam, a sério que percebo, melhor do que gostaria. É extraordinário o potencial enquanto ferramenta de comunicação. Mas há que atingir um ponto de equilíbrio e, sobretudo, não nos deixarmos cair no logro de que estamos todos ligados, e que as pessoas que nos seguem e que nós seguimos representam um todo.

 

É um abismo onde se cai, e de onde se pode demorar algum tempo a sair.

 

Para um conhecimento mais profundo do que, de facto, pensa a maioria, é comprar os jornais desportivos, lê-los num café, de preferência um estabelecimento que tenha uma televisão sintonizada num noticiário da TVI ou nas tarde da Júlia, e estar de ouvido atento aos comentários e às notícias que prendem a atenção das pessoas. Aí sim, vai sentir o pulsar da nação.

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Domingo, 4 de Outubro de 2009

O que não falta é comunicação sobre as vossas acções. Se forem do Team Isaltino, até recebi uma revistinha da cidade de Oeiras, com capa luxuosa, para me informar dessas e doutras demarches do senhor. Mas, para todas as forças políticas há publicidade por todos os lados.

 

Portanto, se eu quiser assistir a um comício, não falta informação acerca do onde, do quem e do como (já do porquê, nem por isso, mas não vem agora ao caso).

 

Tudo isto para informar que dispenso os cortejos de dezenas de carros ajaezados, que buzinam como se houvesse fogo, enquanto circulam por um bairro RESIDENCIAL num fim de dia de Domingo. Informo que não se trata de um bairro por onde tenham de passar para ir a qualquer lado, não, são 3 ruas, com trânsito em ambos os sentidos, todas elas becos sem saída, pelo que, a vossa operação de hoje às 19h30 foi propositada, passando diligentemente pelas 3 ruas do bairro, em alegre e ruidosa buzinadela. Já vos disse onde é que podem meter as buzinas?

 

Obrigada, mas não obrigada.

 

E já agora, apesar de saber que a legalidade das coisas não é tema valorizado no concelho, recomendo que consultem o código da estrada e vejam em que circunstâncias é que podem buzinar.

 

Aqui de cima não vi de que cor eram as bandeira, mas as buzinas eram potentes sim senhor, e não é importante saber a cor das bandeirinhas que isto serve para todos.

 

Desamparem-me a loja, caraças, que já nem em casa consigo estar descansada.

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Quanto mais vejo o que nos rodeia, politicamente falando, mais acho que estamos a ficar cada vez mais parecidos com os Estados Unidos, e não pretendo com isto fazer um elogio.

 

Aquela política de baixaria, e da instrumentalização dos órgãos de comunicação social (nisso os americanos ao menos são mais honestos e dizem logo ao que vão), com intrigas palacianas, com manobras de diversão (e não são das que fazem rir), com puxa cordelinhos aqui e dá trela acolá, com manipulação da informação.

 

Acredito que é para a baixaria e devassa tipicamente americanas que caminhamos, politicamente, a passos largos.

 

E, se querem saber, nem me importaria muito, se tivéssemos o reverso da medalha.

 

Mas não temos. Temos o pior dos dois mundos. Os salamaleques, os exmos senhores deputados, as cortesias, os pontapés por baixo da mesa, as fofocas, os perus inchados, os momentos solenes, os discursos vazios, a demagogia.

 

Mas depois, não temos o Jon Stewart, nem o Bill Maher, nem o Colbert. Não é que falte material, como já vimos, material é mesmo o que não falta. Mas falta sermos um país maior, com mais gente e, por isso, mais livre, sem que ninguém se sentisse ameaçado porque gozou com o senhor que está agora na cadeira do poder, e que tem na mão o sim ou sopas do financiamento do próximo programa.

 

Nesse, como noutros aspectos, temos TANTO a aprender com estados unidos, país com que gozamos com aquele arzinho superior de europeu com pedigree. E eles são tão mais livres. Têm tanto mais e melhor por onde escolher....

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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Não Sofia, não és a única que se emociona, e sai de dentro da assembleia de voto com uma dose extra de felicidade, daquela que faz comichão na garganta, e que é inexplicável.

 

Sim, Sofia, também eu não percebo quem se abstém, quem olha pela janela e diz, epá, isto está mesmo bom é para ir para a praia (ou para o campo, ou para o centro comercial, não interessa) e não vale a pena maçar-me com votos, que mais um menos um não faz a diferença.

 

Mas, numa coisa discordamos. Os brancos.

 

Os brancos não estão ao nível de quem não vai lá. Pelo contrário, estão no seu completo oposto.

 

O branco é aquele que não prescinde do direito de votar, é aquele que vai lá, exercer o seu direito. Vai, e vota em branco, é um recado, senhores políticos, não acredito que nenhum de vós tenha os requisitos mínimos para governar o meu país. Não há o mal menor. O mal menor é para decisões mais comezinhas, menos importantes. Para o meu pais, quero o melhor, o menos mau não serve.

 

Nunca falhei umas eleições. Voto, porque a minha bisavó queria votar e não podia, porque era mulher. Voto, porque a minha mãe e a minha avó queriam votar, e não podiam porque vivíamos em ditadura. Vou, e voto, sempre. Mas não voto no mal menor. Ou bem que há um gajo em que eu acredito, e eu voto com convicção, ou, se é para votar no mal menor, no "rouba mas faz", não lhes concedo o privilégio do meu endosso. E é essa a mensagem do meu voto em branco.

 

Votar no mal menor, é nivelar por baixo. E se estou preparada para fazer isso no que diz respeito a muita coisa (que remédio), não estou preparada para fazer isso no que ao Governo do meu país concerne.

 

 

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Sábado, 26 de Setembro de 2009

Esta é uma mensagem aos senhores políticos, principalmente a alguns candidatos a presidentes de câmara e de juntas de freguesias.

 

Há uns anos valentes, no Brasil, havia um candidato chamado Adhemar de Barros, que queria ser prefeito. Não, não é erro, é mesmo assim que os brasileiros chamam ao presidente da câmara lá do sítio.

 

Ora este senhor Adhemar tinha fama de corrupto. Esperto, chamou um caramelo do marketing para lhe orientar a comunicação e convencer o povo a votar no Adhemar. Este consultor, esperto, olhou para a coisa e disse-lhe, olhe, o senhor da fama de corrupto já não se livra, pelo que mais vale assumir a coisa, e fazê-la jogar a seu favor.

 

E foi assim, que o slogan de candidatura do Adhemar de Barros, nas eleições de 1957 foi: "Adhemar rouba, mas faz".

 

Adhemar ganhou as eleições.

 

Presumo que cá, como lá, haja quem também vá ganhar as eleições, embora dispensando a honestidade do candidato brasileiro.

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Não sei muito bem a quem endereçar esta proposta, se às televisões, se à ERC, se aos candidatos, se aos jornalistas. Olhem, entendam-se uns com os outros.

 

Os debates entre candidatos servem para que meia dúzia de comentadores políticos possam justificar os seus ordenados, e para que alguns mais esgrimam argumentos nos Blogs, mostrando a quem quiser ver que têm jeito, e que se calhar até davam bons comentadores políticos (há excepções, não ando tudo à procura de tacho ou visibilidade).

 

Creio no entanto, que a grande maioria dos eleitores decide em quem vota ou por tradição (sempre votou naquele partido), ou porque gosta mais da cara de A ou de B. Não conheço um eleitor, dos normais, que leia o programa proposto pelos partidos.

 

Posto isto, creio que os senhores (todos os que descrevi no primeiro parágrafo) deviam repensar os debates, e fazer só a coisa no modelo Gato Fedorento, mais oleado.

 

O Esmiuçar os Sufrágios vai ter mais impacto na decisão dos eleitores do que todos os outros programas/debates/frente-a-frente juntos.

 

A ordem dos candidatos não foi a mais feliz (para o programa), já que eles ainda estão à procura de um tom e de um ritmo, e que o Ricardo Araújo Pereira ainda está demasiado preocupado em encontrar o personagem ideal e ainda tem medo de sair do armário e assumir-se como gajo que até joga em igualdade (ou mesmo superioridade) de circunstâncias com as pessoas que está a entrevistar. Mas é capaz de lá chegar, já esteve melhor ontem do que anteontem.

 

Quanto às comparações com o The Daily Show with Jon Stewart, ainda é cedo. O formato é semelhante e, embora o Ricardo Araújo tenha potencial para ser o Jon Stewart português, os outros três não têm hipótese de chegar aos calcanhares do John Oliver, da Samantha Bee ou do Jason Jones.

 

Anyway....a proposta do título do post é esta.....façam mais entrevistas neste tom, e menos das outras. É uma win, win, win situation. Ganha a televisão, ganha o candidato, ganha o público e ganha a política na medida em que muita gente que não se interessaria pelo tema vê a coisa, porque é divertido.

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Sou filha da geração de 60. Presumo que por isso, tive uma infância muitíssimo politizada. Fruta da época. Lá em casa, falava-se muito de política. Antes do 25 de Abril baixinho, depois do dito cujo, aos gritos, de ordem.

 

Sempre fui muito sensibilizada para a importância do voto. E fui muito idealista, até muito tarde. Até ter trabalhado no Ministério da Cultura. Foi remédio santo. Por perceber como funcionam as coisas, desiludi-me com a coisa, e, não falhando uma votação, votei pouco convicta e ultimamente até tenho votado em branco.

 

Alheio-me da discussão política. Sim, para mim são todos iguais, mais à esquerda, mais à direita e mais ao centro. Salvo raras excepções (isto é para não ser processada), acho que qualquer político que chegue a um cargo de poder, fê-lo à custa da elasticidade da sua espinha dorsal. Ora eu acho que a espinha dorsal se quer vertical, hirta e firme. Aquela coisa do sentido cívico e do dever são tretas, ou passam a ser passados uns tempos.

 

Por motivos profissionais tenho acompanhado com mais atenção o debate político, principalmente nos Blogs, claro. E há estilos para todos os gostos. Mas o debate faz-se, de facto. Com a troca (esgrima) de ideias, e de conceitos e de posições. Às vezes há quem se estique e, verdade seja dita, não se pode fazer um post sobre política sem se ser de imediato acusado disto ou daquilo, de que se tem uma agenda eleitoral.

 

O debate é, na maioria dos casos elevado. E mesmo quando descamba continua a ser elevado. Elevado demais.

 

Não percebem que o povinho se está borrifando para quem é liberal e para quem é conservador?

 

O povinho não anda atrás do debate. O povinho anda atrás da teshirte e do tocolante.

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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Acompanho com mais gosto a política dos EUA do que a política portuguesa. Aliás, para ser completamente honesta, a política portuguesa vou acompanhando através dos Blogs que fazem parte da minha lista de leituras diárias, muitos dos quais leio por motivos exclusivamente profissionais (mas não todos). Não vejo debates televisivos (aliás, não vejo televisão), nem vou a comícios (Deus me livre) e, nos dias que correm a minha participação pessoal na democracia portuguesa passa por ir SEMPRE votar, o que não implica fazer uma cruz no quadradinho.

 

Estou mais informada e actualizada sobre o panorama americano do que sobre o panorama português. E há 2 razões fundamentais para que isso aconteça. Uma chama-se Jon Stewart (The Daily Show) e outra chama-se Bill Maher (Real Time)

 

Houvesse em Portugal quem soubesse fazer humor político inteligente, daquela forma, e não há, e houvesse em Portugal poder de encaixe por parte do poder político para aguentar críticas ferozes, e eu seria muito mais feliz.

 

Mas não há, nem duns, nem doutros. O Governo Sombra tenta trilhar este caminho, mas não está lá (além de que é rádio, tendo mais potencial por um lado, tem pouco potencial por outro), e já estou a ver os comunicados emitidos pela presidência da república, repudiando e criticando travessuras mais radicais de qualquer humorista mais afoito que cometesse a imprudência de gozar com os símbolos da nação.

 

Imaginem isto feito em Portugal (mas assim, bem feito e com bom gosto):

 

 

 

Portugal é um país de caretas, genericamente falando. Os políticos, os humoristas e o povo. Estamos todos bem uns para os outros.

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

É tempo de eleições, que é o mesmo que dizer é tempo de novos perfis no Facebbok, no Hi5 (sim, dão tiros ao lado, com o Hi5 mas coitadinhos, não sabem), no Twitter....é vê-los, aos políticos candidatos que, de repente, acordam para as redes sociais ou para, como eles lhe chamam, a web 2.0. Já ouvi, a minha candidatura é web 2.0. Estou em todas as redes sociais.

 

Não percebem. Já expliquei como é que deveriam fazer a coisa mas, naturalmente, desvalorizaram a minha opinião, porque eles é que são os entendidos.

 

Vamos lá ver se dito doutra forma, por outra pessoa com muito mais currículo do que eu, conseguem perceber:

 

 

Via Meia de Leite.


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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Isto não é, já se sabe, um blog político ou de política. Aliás, apesar de ter tido uma infância e uma juventude altamente politizadas (como qualquer português nascido na geração de 60), tenho-me vindo a afastar cada vez mais da política. Não falho umas eleições. Desde que tenho idade para votar, vou a todas, exerço o meu direito, mas ultimamente tenho votado em ninguém.

 

Quem me lê sabe também que não sou de floreados e formalismos. Gosto de ir directa ao assunto, perco pouco em discursos de ocasião. Bullshit não faz o meu estilo.

 

E a Assembleia da República faz-me confusão. Não é de agora. Ver aquela gente toda a usar um vocabulário que as pessoas normais não percebem. A brincar às políticas, a esgrimir argumentos que, vê-se logo, não se aguentavam numa discussão entre amigos. Mas usam os floreados todos. Vossa excelência para cá, vossa excelência para, senhor Ministro por quem sois. Nos corredores é pá para cá e pá para lá, são amigalhaços, mas ali, e em público, põem o verniz. Distanciam-se das pessoas normais. Que os elegeram.

 

Já há uns tempos caiu o Carmo e a Trindade porque um deputado disse entre dentes algo que soou a um palavrão. Ó meu Deus.

 

Hoje parece que é o fim do mundo porque um Ministro mimou uns cornos.

 

Escandalizam-se com pouco, as hostes. E pelas razões erradas.

 

Pessoalmente, não quero saber do vocabulário que usam, ou dos gestos que fazem.

 

Na verdade acho mais escandalosas as ajudas de custo, os horários principescos, os motoristas e demais mordomias, as reformas milionárias e a convicção de que serão muito poucos os que estarão ali pelo sentido cívico da coisa, e muitos os que estão ali por causa do tacho.

 

Se se preocupassem com o acessório da linguagem porque o essencial dos actos estava a um nível superior, eu entendia.

 

Mas a verdade é que este tipo de linguagem e gestos estão ao nível do resto.

 

Sinceramente, não entendo o espanto.

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O site das petições parece estar em baixo....
link para o pl nao funciona :/
A solução é simples, para os artistas ganharem mai...
E eu reconheci a origem, só isso :)Eu diria que o ...
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