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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Antes de mais, os disclaimers. Nunca serei cliente da Zon, pelo que a campanha publicitária que os senhores da Zon têm neste momento no ar não me é dirigida, mas há evidências que não me passam ao lado, pelo não me contenho, e vou comentar aquilo que me parece ser a mensagem da campanha da operadora.

 

 

 

Toda a campanha anda à volta do trocadilho, boazona (e contratam um modelo/actiz que encarna o epíteto) com o nome da marca, associa-se a boazona à boa zon. Ok, apelam aos homens, Uma gaja descascada, ou com um decote a que muitos homens gostam de chamar de generoso, cai no goto do target masculino.

 

 

Mas, tendo em conta o crescente poder de compra e de decisão das mulheres, pergunto-me se os senhores da operadora terão pensado seriamente neste segmento do target.

 

Senão vejamos. Aos homens, apelam com uma gaja toda boazona, e de mamas à mostra. Já para apelar a elas, escolhem o Nicolau. Um senhor, sem dúvida. Mas já entradote e, sem pôr em causa todos os (certamente muitos) atributos do Nicolau, digamos que a beleza física não estará no topo da lista. Portanto, em vez de usarem um equivalente masculino, optam pelo Nicolau.

 

Mais, não nos podemos esquecer que, o Nicolau, emprestou a sua mediática imagem, à (meritória) campanha de sensibilização para o problema da disfunção eréctil.

 

 

 

 

 

 

 

 

E eu pergunto-me....... que imagem estará a operadora a transmitir a potencias clientes femininas?

 

:)

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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

 

Explicam-me que não há erro neste anúncio, porque esta parte do cartaz é complementar do que está do outro lado da esquina mas, para mim, que desço a Fontes Pereira de Melo, é isto que vejo. E com certeza, os senhores publicitários e os senhores da marca, não estão à espera que eu ande a dar a volta aos edifícios para lhes olhar para a comunicação, pois não?

 

Para mim, isto é uma ideia mal concebida, mal produzida, mal aprovada.

 

A sorte é que com a confusão que grassa nos portugueses em geral no que diz respeito à utilização do à e do há, a maioria não dará pelo erro. Persistirá nele.

 

Não é de agora que defendo uma multa para publicidade com erros de ortografia, este cartaz só vem confirmar a minha teoria. Portugal estaria rico, com uma lei que multasse quem dá erros de ortografia.

 

O título do post é descaradamente roubado a uma secção do Blog Cão e Pulgas, que recomendo vivamente, o Caçador de Pérolas.

publicado por jonasnuts
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Para os mais curiosos e porque obtive autorização da autora desta mensagem para o fazer, a empresa que me contactou, na pessoa da Ana, foi a Lelo, uma marca sueca de produtos eróticos de luxo. Para os mais curiosos ainda, o produto específico que me foi sugerido, foi o MIA.

 

Aprendam como se faz, anunciantes portugueses.

publicado por jonasnuts
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Estava prometido, e uma vez que eu guardo todos os mails de mil novecentos e carqueja, foi fácil encontrar.

 

Portanto, aqui ficam umas dicas de como podem ser feitas as coisas correctamente, caso se pretenda apresentar uma proposta de parceria publicitária (ou de reviews) a um Blog.

 

1 - Usar um endereço de mail com o domínio da marca que diz representar (é o caso do exemplo ali de baixo, apenas está omitido porque eu nestas coisas sou do tipo de preservar a identidade de quem me contacta).

2 - Use português correcto e simples.

3 - Identifique-se, não só com o nome, mas inclua outra referências que permitam melhor conhecer quem faz a proposta. A reputação de quem pede é tão importante como a reputação de quem recebe o pedido.

4 - Diga ao que vai sem grandes floreados.

5 - Seja honesto, siga o Blog da pessoa a quem pretende propor a parceria, e personalize o pedido mostrando que é leitor.

6 - Faça uma sugestão de produto a experimentar, mas deixe em aberto outros produtos da mesma gama (inclua material informativo acerca da gama).

7 - Deixe claro que aquilo que pretende é uma review depois da experimentação.

8 - Não indique orientação da review. Uma review é uma opinião, para ser verdadeira (e, portanto, eficaz), não pode ser previamente condicionada.

9 - Seja cordial e coloque-se à disposição para mais esclarecimentos se necessário.

 

Este foi o ÚNICO caso, até hoje, e em mais de 6 anos de Blog, ao qual respondi sinceramente, e até dei umas dicas de outros blogs que poderiam ser interessantes. Não fiz o post e expliquei porque é que não o fazia, e mesmo assim a empresa em causa afirmou manter a oferta. Não digo que seja necessário ir tão longe. Acho perfeitamente legítimo que apenas se forneça o produto/serviço a quem à partida se comprometa a escrever sobre ele, mas parece-me que esta empresa (ou esta representante da empresa) é muito à frente.

 

 

publicado por jonasnuts
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Tendo em conta os comentários que me têm chegado (por diferentes vias), achei que seria interessante exemplificar boas e más práticas de propostas de parceria. Começo pela negativa (que é a mais frequente, sendo que de propostas positivas só tenho um exemplo, fica para o post a seguir).

 

Então, aqui ficam algumas recomendações acerca do que NÃO fazer, se está a pensar entrar em contacto com um Blog (ou com um conjunto de Blogs) com uma proposta de parceria:

 

1 - Não use um mail @hotmail (ou @gmail, etc...). Use um endereço de mail que confira credibilidade à sua proposta.

2 - Use português correcto, quer na ortografia, quer na dactilografia, quer na construção.

3 - Não lamba as botas do autor (ou autora) do Blog, chamando-lhe representativo da blogosfera portuguesa" (embora, em alguns casos, isso possa funcionar).

4 - Não misture alhos com bugalhos. Um blog é um Blog, uma conta de twiter é uma conta de Twitter.

5 - Não diga ao autor do Blog que pode tornar-se fã do produto (que ainda não foi lançado) na página do Facebook.

6 - Não ofereçam coisas "muito giras" que nada têm a ver com o produto.

7 - Não sejam vocês a definir as regras da experimentação do produto/serviço.

8 - Não digam NUNCA o que é que o blogger tem de escrever no post. Coisas do género "a ideia é que escreva um post no seu Blog a explicar a sua experiência e a recomendar aos seus leitores que visitem a página X" são absolutamente proibidas.

 

Aqui vai um exemplo, real e verídico, que recebi há relativamente pouco tempo:

 

 

E teve direito a segunda mensagem e tudo, apesar de eu não ter respondido à primeira. Assina a mesma pessoa, o mail remetente é diferente (mas o erro persiste):

 

 

 

 

 

Acho que estes dois exemplos, são muito bons quanto ao que NÃO se deve fazer. Já de seguida, assim que encontrar o mail da proposta boa, publico-a aqui.

publicado por jonasnuts
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Estou aqui no início do post e já estou a pensar que isto vai dar um lençol. Não sei. Talvez.

 

Acho, desde sempre, que os anunciantes em geral e as agências de publicidade em particular ainda não sabem explorar devidamente o potencial da publicidade online. Salvo raras e honrosas excepções, tratam o online como tratam os outros meios. Imprensa (um banner fixo) ou televisão (um banner animado). Sabem vender volume, mas não sabem vender especificidade. Interessa-lhes que os banners sejam "vistos" muitos milhares de vezes, mas preocupam-se pouco com a eficácia real das campanhas, sobretudo porque nos outros meios, não têm como medir essa eficácia, descartam essa medição neste meio, deitando à rua aquela que é uma das (muitas) enormes vantagens deste meio de comunicação.

 

Mas se isto é verdade no online em geral, é ainda mais escandalosamente verdade no que diz respeito aos Blogs. Quando falamos em Blogs, assim, no geral, eu compreendo que os anunciantes e as agências desconfiem. Afinal de contas, debaixo do chapéu de chuva da palavra "Blogs" cabe de tudo.... muita coisa boa, muita coisa má, muita coisa péssima.

 

Há quem se aperceba do potencial, e tente fazer publicidade em blogs, mas usam os métodos antigos. Espetar com um banner num blog, mesmo que seja um banner duma campanha que possa ter interesse para os visitantes desse Blog, não é mau, mas podem ir muito mais longe.

 

Os Blogs criam empatia com os seus leitores (os bons, pelo menos). Interagem, respondem pedem ajuda. Uma recomendação sincera num blog, vale muito mais do que uma campanha de banners.

 

Por exemplo; mais depressa compro uma Actifry por causa deste post, do que por causa de qualquer banner ou folheto que me passe à frente dos olhos. Porquê? Porque não é a marca que está a louvar as características do produto, é um utilizador, é um de "nós". É alguém que tem reputação online. Sim, que esta coisa da reputação é importante. As marcas que criam fake blogs de consumidores fantasma, que só escrevem dois ou três posts a dizer bem de um determinado produto estão a dar tiros nos pés, estão a chamar burros aos consumidores. E ninguém gosta de ser tomado por burro, nem mesmo os burros.

 

O Pedro não recebeu um tusto para escrever aquele post. Fê-lo porque lhe apeteceu e porque achou útil. É aliás frequente ver no Blog dele reviews sobre produtos vários, assim de repente e sem ir ver, lembro-me de aspiradores, da Bimby, de brinquedos sexuais, duma catrefada de equipamento tecnológico de que não pesquei um boi, enfim, para todos os gostos. Ora, o Pedro não recebeu nada, mas podia (e devia) ter recebido. Os senhores da Actifry, se fossem espertos, tinham-lhe oferecido qualquer coisa. Vales para outros produtos da marca, sei lá, qualquer coisa. Mais, se fossem realmente espertos, teriam incorporado uma série de Blogs numa campanha, oferecendo o seu produto a vários Bloggers, pedindo como contrapartida um post sobre o produto. Um post a relatar com honestidade a experiência de utilização. Não me refiro a um post com a cópia do press release, que isso não serve de nada. Claro que só pode fazer isto quem tenha confiança na qualidade do seu produto, e quem tiver inteligência e capacidade para se aguentar à bronca, no caso de num post, serem escritas coisas menos positivas. É isso que confere veracidade à coisa. A experiência total, com os pontos positivos e com os pontos negativos.

 

Dá trabalho, planear uma campanha que inclua este meio? Dá. Muito. Porque não basta chegar aos Blogs e fazer uma pesquisa, e ver quem é que fala de cozinhados, para se tentar vender fritadeiras. É preciso conhecer. Saber quem são as pessoas. Saber se são honestas. Não se vai lá pelos números de tiragem, ou pela classificação dos targets. Não é uma ciência exacta. E é isso que trama os anunciantes, habituados a fazer cruzinhas num papelucho, quando planeiam a compra de media duma determinada campanha.

 

Querem uma dica? A Cocó fez uma pergunta no Blog dela. Pediu por feedback acerca de Cavitação (tive de ir ver o que era :). Alguém duma das clínicas onde se faz essa coisa da cavitação já a deveria ter contactado, no sentido de lhe explicar em que é que consiste a coisa, como é que funciona, e a oferecer-lhe um tratamento completo, de forma a que ela pudesse relatar no Blog a sua experiência (boa, má, assim-assim). Mais.... para ser em grande, ainda faziam uns pacotes especiais Cocó na Fralda, para que a Cocó pudesse, no final do seu "tratamento" e caso recomendasse, oferecer a algumas leitoras. Quanto é que isto custava efectivamente à clínica? Peanuts. Publicidade, da boa, baseada na utilização do produto/serviço, praticamente à borla.

 

Eu sei que a minha área de trabalho faz com que eu esteja mais desperta para estas coisas do que o comum dos mortais. Acresce a isto que trabalhei muitos anos em publicidade, mas a verdade é que isto é uma conclusão a que qualquer pessoa com dois dedos de testa chega.

 

Há assim tanta falta de gente com dois dedos de testa?

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Domingo, 3 de Abril de 2011

As vozes são coisas curiosas. Se as ouvimos antes de conhecermos as suas donas, imaginamos o aspecto físico de quem fala. Normalmente enganamo-nos. Para se ser bom locutor de publicidade não basta ter boa voz, às vezes nem sequer é preciso. É uma questão de entoação, boa dicção, timing e profissionalismo. Por acaso, as vozes que "locutaram" 90% dos spots publicitários nos últimos anos, reúnem todas as condições. Isso e o facto de serem excelentes pessoas. O Zé Ramos já morreu (e era TÃO novo), mas estes dois aqui de baixo, o Carlos Duarte e o Luís Gaspar fizeram (e fazem) milhares de spots de publicidade e são, de certeza absoluta, os donos das vozes mais usadas. Gosto muito de ambos, porque me ensinaram muito, quando eu era apenas uma jovem bebé na área da produção (a até antes disso). O Luís Gaspar impediu mesmo que a Braun tivesse no ar um spot em que a minipimer afirmava picar alho, cebola e tomate (digam isto depressa e percebem).

 

Era sempre uma farra, ir para estúdio com um destes dois e é porreiríssimo ver que, passados tantos anos, quase nada mudou. Se há coisas de que tenho saudades da publicidade (e são poucas), as tardes em estúdio com um destes senhores é uma delas. Obrigada a ambos :)

 

 

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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

A propósito do meu post anterior, aqui fica um exemplo de como a coisa deve ser feita (embora nem sempre seja necessário gastar os milhões que a Nike gastou).

 

A melhor forma de usar estes novos meios, é fazer coisas que as pessoas QUEIRAM mostrar. A Internet não é um veículo, são muitos veículos, muitos Blogs, muitas contas de Facebook, muitas contas de Twitter. E só partilha um determinado tipo de conteúdos, quem gosta e quem acha que a sua audiência vai gostar. Não conheço outro meio que faça uma selecção natural e automática de target/audiência.

 

 

E, que fique a nota, eu nem gosto do Cristiano Ronaldo, mas acho que este spot está fabuloso, e por isso, apesar de não ser paga para isso, disponibilizo um anúncio da Nike neste meu espaço. Atinge uma grande audiência, aqui? Não. Mas outros farão aquilo que eu acabei de fazer (e outros já fizeram). Neste preciso momento, o vídeo tem cerca de 700.000 visualizações. Vamos ver como estará para a semana.

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Ultimamente tenho falado muito de sobrinhos.

 

Tenho falado dos sobrinhos bons, os meus, mas neste caso em específico vou falar doutro tipo de sobrinhos.

 

É aflitiva a forma pouco profissional e ignorante como certos "especialistas" aconselham os seus clientes no que aos novos meios de comunicação diz respeito. E a isto, quero juntar o conceito do "giro". Este é um post que ando para fazer há algum tempo, mas tem andado emperrado, claramente à espera da conjugação dos astros, parece que estão alinhados hoje.

 

E alinharam-se graças à Mitsubishi, com a ajuda da Sarrafada.

 

 

Quanto dinheiro foi gasto nesta campanha? Não sei, mas sei que os outdoors não são baratos.

 

Quem é que propôs esta campanha ao Cliente?

 

Ou, tendo sido proposta do Cliente, quem é que lhe disse que sim e não o alertou para o facto desta campanha não ter pés para andar? Uma campanha que viola os termos de utilização da maior rede social do mundo, e que por sinal é conhecida por ser violenta na aplicação desses termos de utilização e protecção da sua imagem, não tem pés para andar. O que é que leva uma agência e um cliente a investirem numa campanha que mais tarde ou mais cedo vai rebentar, porque o perfil vai ser removido?

 

"ADENDA: O JC chamou-me a atenção, nos comentários, para o endereço que foi impresso no outdoor. Falta-lhe o .com. Em cima de tudo o resto, gastaram um dinheirão a comunicar um endereço que não existe :) É a cereja no topo do bolo."

 

Mais, qual foi o argumento para vender isto ao cliente? Qual é a estratégia por trás da campanha?

 

Eu aposto que os argumentos foram: O Facebook está na moda, vejam as estatísticas (americanas, claro), há milhões de utilizadores, dá ideia de modernidade e é giro.

E deve ter ficado por aí.

 

Há uns anos, trabalhava eu numa agência de publicidade, tentei chamar a atenção para a Internet, dizendo que devíamos investir recursos na aprendizagem deste novo meio. Bem sei que foi há muitos anos (15, mais coisa menos coisa), mas é assustador ver que, depois destes anos todos, está tudo mais ou menos na mesma.

 

Não há pessoas competentes e com know-how nos sítios onde deveriam estar. As agências (e os Clientes, já agora) não sabem criar nem produzir para o online. Continuam a criar como se estivessem num meio tradicional. Anúncios de jornal ou spots de televisão. Muito flash (é assustador ver a quantidade de sites institucionais feitos exclusivamente em flash, lá está, porque é giro, mas que não são depois apanhados pelos motores de pesquisa - que não consegue penetrar no flash - e que consome imensos recursos e largura de banda, e que não é lido por muitos browsers, já para não falar daqueles que, como eu, têm inibidores de flash, e só vêem os conteúdos em flash se lá clicarem. Enfim, ignorância e incompetência, mas cobrada a bom preço.

 

Depois também temos, para ajudar à festa, os auto-intitulados, gurus. Os que se apresentam como especialistas, sendo que de especialistas têm muito pouco, são habitualmente curiosos da coisa, com a tradicional chico esperteza tuga.

 

E, para último ingrediente deste cocktail, temos os vendedores de publicidade online que são, isso mesmo, vendedores de espaço. Tanto podiam estar a trabalhar no online como no papel, são vendedores de espaço, sem a mínima noção de que o meio que estão a vender tem idiossincrasias próprias que podem ser exploradas e que, bem geridas, são uma mina. Dá mais trabalho do que vender espaço? Certamente, muito mais, que isto de vender num meio interactivo não termina quando a coisa está impressa, pelo contrário, começa aí.

 

Tudo isto junto dá a actual situação do mercado publicitário online em Portugal. Na maioria dos países, enquanto os números da publicidade nos meios tradicionais desce vertiginosamente, os números da publicidade online crescem. Em Portugal, tanto quanto sei, os números da publicidade online acompanham os restantes meios na descida.

 

Há 2 anos, quando se começou a falar na crise, eu disse que a crise ia ser uma oportunidade para o online. Não estava errada, mas aparentemente deveria ter nascido noutro país.

 

Continuamos a fazer coisas giras, fashion, e pouco eficazes.

 

O que me leva ao ponto inicial, o dos sobrinhos. O meu sobrinho mais velho (7 anos) saberia programar campanhas com mais interesse do que muitos profissionais e gurus que por aí andam.

 

O que só confirma a minha afirmação inicial, os meus sobrinhos são dos bons. Aliás, são os melhores sobrinhos do mundo.

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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Fica a informação de que trabalhei uns anos valentes em publicidade, portanto não me venham com tangas.

 

Este post é inspirado pelo som da televisão que está ligada porque ele está a ver, enquanto eu estou no computador.

No intervalo dum programa qualquer são vários os spots cuja locução anuncia que oferecem, que dão, que apoiam, que contribuem.

 

Eu não percebo porque é que não há alguém a fiscalizar esta merda (e a multar os erros de ortografia e de mau português na publicidade, que dava cá uma receita que dava para nos tirar da crise).

 

Tirando os familiares e amigos (e em elguns casos nem mesmo esses), ninguém dá nada a ninguém. Eu repito. Ninguém dá nada a ninguém, muito menos as donas dos produtos que compramos nos supermercados (nem os supermercados, já agora).

 

Os brindes, as ofertas, as prendas, o grátis, o pague dois e leve 3, os cartões de pontos, são iscos, são falaciosos, e são, na sua totalidade, pagos (provavelmente com lucro) por quem compra o que quer que seja que venha colado ao "brinde".

 

Como é que as pessoas são tão ingénuas que ainda acreditam que quem quer que seja lhes ofereça seja o que for?

 

Burros!

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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
</p>

 

Estão a ver alguém a baldar-se a um jogo do Glorioso, mesmo que a pedido do patrão, da namorada, do Papa ou do Presidente da República, ainda por cima para ir ver música clássica e poesia? Os Italianos são uns panisgas é o que é.

 

Mas, uma coisa semelhante, tem todo o potencial de viralidade por que tantos anseiam.

 

Via Pedro F.

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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Cara Unilever,

 

Da próxima vez que quiser enviar correspondência às crianças em geral e ao meu filho em particular, agradeço que o faça com correcção. Não o trate por tu, porque o tratamento na 2ª pessoa implica intimidade, que é algo que não existe nesta relação e, sobretudo, escreva sem erros de ortografia.

 

Quando o nosso target são crianças em idade escolar, temos de ter ainda mais cuidado com a correcção ortográfica do que comunicamos.

 

Da próxima vez que ele me pedir para comprar um gelado, eu também não me "esqueçerei" da vossa mensagem.

 

 

Devem ter a mesma agência que o Toys'r'us.

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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Antes de começarem a disparar mails em todas as direcções, para todos os Blogs, façam o favor de poupar trabalho (a vocês e aos bloggers), e leiam as instruções do Bitaites.

 

Não é que o Bitaites explique exactamente como é que se faz, mas explica muito bem como é que NÃO se faz.

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Sábado, 27 de Junho de 2009

Nos Estados Unidos os jornais em papel fecham a uma velocidade estonteante, muitos deles concentrando a sua publicação na web. Pela Europa e especialmente em Portugal (não sei se é especialmente, mas é o mercado ao qual estou mais atenta), assustam-se as hostes.

 

Os velhos do Restelo tentam encontrar nas práticas tradicionais a resposta para este "problema" que de tradicional tem muito pouco.

 

Desde perseguir os maus (o Google, os Blogs, os ISPs, o utilizador), ou sugerir taxar determinadas actividades, ou pedirem para se fechar a Internet ou, pelo menos, restringir o acesso à mesma por parte de terceiros que não os iluminados (que isto da Wikipédia dá um jeitaço quando é preciso informação), ele há para todos os gostos.

 

Levantam-se os gritos de que o média tradicionais não estão preparados para este "novo" desafio.

 

Curiosamente, discordo. Há um longo caminho pela frente, claro, mas não acho que, ao nível operacional, os média estejam mal preparados. Têm até, na generalidade, competências críveis nesta área. Os jornalistas não estão desactualizados. Bom, pelo menos a grande maioria, e como são pessoas curiosas (em princípio e se forem bons), rapidamente aprenderam a usar esta ferramenta que é a Internet.

 

O problema não são os operacionais. O problema são os senhores lá de cima. Os que mandam. Os que têm o poder para tomar as decisões, os que vendem a coisa.

 

É preciso compreender o meio para o saber vender. Achar que um comercial do papel ou do éter tem competências para saber vender o online é viajar na empadinha. Hão-de existir alguns, mas são raros os que olham para este meio e pensam a sério sobre a forma de o rentabilizar sem usar os métodos tradicionais. Por isso é que o banner continua a ser o formato mais usado. Um banner é igual a um anúncio impresso. Coitados, é o que sabem fazer. Não conseguem ir mais longe.

 

Esta crise que vivemos podia (devia) ter sido encarada como uma oportunidade, para o Online. É um meio mais barato, com capacidade de medir resultados muito acima dos outros meios (meçam lá a eficácia de um mupi, para eu me rir um bocadinho) e, apesar de ainda não estar bem segmentado, está mais bem segmentado do que todos os outros. Mesmo assim, continua em queda, a venda de publicidade online, a acompanhar as restantes quedas (salvo raras e honrosas excepções).

 

Os senhores lá de cima não percebem. Insistem em manter a informação restrita, em vez de a partilharem. Ainda não perceberam que informação restrita não interessa, não existe. Conheço uma editora que não quer partilhar a base de dados dos seus livros, porque "é conteúdo com muito valor". Não, não é. A não ser que seja partilhado. Não vos serve de nada, escondidinha e protegida na vossa gaveta. Coitadinhos, não percebem.

 

Nesta época a velocidade com que se fazem as coisas é absolutamente capital (veja-se a cena da morte do Michael Jackson), o mail, que há 2 ou 3 anos era a ferramenta de trabalho mais rápida do mundo, é hoje uma tartaruga, quase ao nível do snail mail. Há até quem proponha que os "news alerts" sejam renomeados para "news reminders", tal é a lentidão com que os média tradicionais acompanham as notícias de última hora.

 

Se persistirem neste caminho, haverá jornais a fechar. Mas não porque lhes falte a competência técnica.

 

Faltam é pernas aos senhores lá de cima.

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Aqui há uns tempos falei duma campanha da T-Mobile. Muito bom. Pensei na altura que tinham elevado a fasquia para um patamar difícil de alcançar. Continuo com a mesma opinião mas, na mesma linha estratégica, aqui fica a nova campanha e as reacções de quem passava (e se prestarem muita atenção, no primeiro vídeo, ainda conseguem ver a Pink :)

 

E não é difícil fazer isto, em Portugal, adaptado à realidade portuguesa. Caro, mas não difícil.

 

 

 

 

As reacções:

 

 

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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

O título é auto explicativo.

 

Top 10 business mistakes that newspapers must avoid as they go online-only.

 

E o título é redutor. Eu iria um pouco mais longe:

"Top dos 10 erros de negócio que qualquer entidade deve evitar, no online, independentemente de estar há muito ou pouco tempo online".

 

Aquilo é senso comum, e admiro-me que haja tanta falta de senso comum. Bem sei que o senso comum, nestas coisas, se baseia, também, em experiência, mas, caramba, já há gente a trabalhar nesta área há tempo suficiente, para ter experiência. Pois, parece que não. Anda aí muita gente que não aprende com os erros.

 

Chamo a vossa atenção, em particular, para um tema que me é muito caro. O da publicidade.

 

"While most of us in the local publishing business think our site is available to everyone, the P-I should avoid the one-size-fits-all mentality. It's a mistake to have your sales team start calling on as many advertisers as possible without regard to vertical market, psychographic attributes, etc. A well-honed value proposition for a particular segment is more work but worth it."

 

Vale a pena ler o artigo todo, aqui. Eu cheguei lá via António Granado.

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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

 

Via FailBlog.

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

... daquela que faz com que os consumidores se transformem eles próprios num veículo de divulgação, deixo-vos aqui uma campanha muito recente da T-Mobile. Recente, com 10 dias.

 

Em 10 dias, tiveram, só no Youtube, mais de 1 milhão e meio de visualizações. Tomara muito spot de 20 segundos conseguir sequer metade, na televisão. E isto não foram pessoas à espera que o intervalo passasse, foram pessoas que activamente clicaram no botão de play e quiseram ver o vídeo que, por sinal, tem 2 minutos e 41 segundos. Quanto é que custaria uma campanha deste tipo na televisão, e que audiência real atingiria? Menos, muito menos, estou convencida. Já para não falar do vídeo do Making of, e do vídeo dos ensaios, e do vídeo das reacções.

 

 

 

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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Recomendo vivamente a leitura atenta deste post do Enrique Dans sobre o tema. Especialmente recomendado a anunciantes, agências de publicidade (mais especificamente sobretudo se  se tratar duma "especializada" em publicidade online), e áreas comerciais de portais ou grandes sites.

 

Vão, e vejam se aprendam qualquer coisinha.

 

Andamos nisto há anos, e vocês ainda não perceberam nada.

publicado por jonasnuts
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Acabo de ver os resultados de um estudo (?) inquérito (?) encomenda (?) não sei bem, não consegui encontrar a ficha técnica da coisa, da Emarketer, cujo título chamativo é "E o meio mais influente é....." (apelativo, não?).

 

E no quadro de resultados podemos ver os vários meios cuja influência foi "avaliada".

 

 

Em primeiro lugar a televisão, em segundo lugar as revistas, em terceiro lugar um genérico "online". Lá mais para baixo, em 10º lugar, encontramos os Blogs.

 

E aqui começa a minha dúvida. Os Blogs não fazem parte do online? Como é que eles distinguem os Blogs do Online e vice versa? Tendo em conta que as ferramentas de publicação que genericamente chamamos de Blogs têm vindo a evoluir tecnologicamente e já comportam todos os elementos que estão presentes nos sites tradicionais (e em alguns casos estão mesmo mais à frente), como é que se distingue um site de um Blog?

 

Claro que Portugal não está incluído, que é a situação mais frequente, o que leva muitos marketeiros portugueses a usar estes estudos para avaliar o mercado português (o que é um erro, na minha perspectiva).

 

Pronto, fica aqui registada a minha dúvida, eu que sou uma céptica em relação à maioria dos estudos feitos sobre esta área (e consequentemente sobre todas as outras áreas). São MUITO raros os estudos bem feitos e, para o caso português, não conheço nenhum actual, de jeito.

 

Via @jafurtado

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