É algo que já sinto (e digo) há muito tempo, mas que o James Tuner define e explica bem melhor que eu.
Num artigo em que elege, tecnologicamente falando, o melhor e o pior da década que acaba daqui a uns dias, ele termina desta forma:
"
The Workplace Becomes Ubiquitous: What's the first thing you do when you get home at night? Check your work email? Or maybe you got a call before you even got home. The dark side of all that bandwidth and mobile technology we enjoy today is that you can never truly escape being available, at least until the last bar drops off your phone (or you shut the darn thing off!)
The line between the workplace and the rest of your life is rapidly disappearing. When you add in overseas outsourcing, you may find yourself responding to an email at 11 at night from your team in Bangalore. Work and leisure is blurring together into a gray mélange of existence. "Do you live to work, or work to live," is becoming a meaningless question, because there's no difference.".
E isto é tão verdade. Mais verdade ainda quando fazemos aquilo de que gostamos. E se por um lado é uma conquista, esta ubiquidade, por outro lado é um enorme peso.
Ir ao Codebtis é mergulhar em tecnologia de ponta. As novidades, os protótipos, o ambiente, os geeks, as ideias. Enfim, durante 3 dias, tecnologia é a palavra de ordem. Saímos do Codebits quase em overdose de gadgets, widgets e demais parafernália dos tempos modernos e futuros.
Um exemplo, paradigmático, é o momento em que o júri reúne para deliberar (este ano apenas para fazer uns ajustes) e atribuir os prémios de acordo com a votação dos presentes.
Gosto da tecnologia de ponta utilizada neste processo :)

Não se iludam. Parece um vulgar quadro de cortiça com um papel escrito à mão, postits e um marcador, mas na realidade é um quadro digital, e o que é escrito nos postits é enviado por bluetooth para o quadro, onde os nomes dos projectos foram escritos automaticamente à medida que iam sendo ditados. A ilusão de que é cortiça e postits é apenas o sinal do quão avançada é a tecnologia, que pretende assim cativar os mais tradicionalistas. É tudo digital.
Este post e, consequentemente, o vídeo, só serão interessantes para quem trabalha em áreas tecnológicas, sobretudo se houver um grande contacto, no âmbito das suas funções, com pessoas cujas competências técnicas sejam, vá, reduzidas.
É um vídeo esclarecedor (ou que vem confirmar suspeitas, no meu caso) e pode ser pedagógico. Quanto mais competências técnicas tiver o leitor, mais piada vai achar à coisa.