Há minutos toca um dos fixos cá de casa (o que é raro, normalmente é engano, estudos de mercado, ou tentativa de vender qualquer coisa. Neste caso, era esta última).
Desta vez atendo eu:
- Estou?
- Boa noite, é de casa do Senhor Eduardo Fulano de Tal?
- É sim senhora.
- É a esposa?
- Não, não é a esposa, é a namorada.
Resposta pronta da menina do Clix:
- Quem sabe se um dia não virá a ser esposa!
Lindo! Gostei da presença de espírito. Era simpática, pelo que não a fiz perder tempo e disse-lhe logo:
- Trabalhamos ambos na PT.
Agradeceu muito, nem perguntou mais nada, e despedimo-nos.
Adorei a resposta. Mesmo que numa pequena frase tenha traduzido a pobre realidade das coisas, elas desejam muito ser esposas.
Fartos de serem chateados pelos bancos, clínicas de saúde, instituições de crédito, operadores telecomunicações (menos a PT, que a PT não chateia ninguém, como é óbvio)?
Estão fartinhos de dizer que não querem responder a inquéritos, e pedem para o vosso número ser retirado da base de dados, e ameaçam fazer queixa à Comissão Nacional de Protecção de Dados, debalde?
Aqui está a solução. Já há algum tempo falei aqui do Tom Mabe, e das partidinhas que ele gosta de fazer mas hoje, fruto da quantidade de chamadas que tenho andado a receber, apeteceu-me chamar a atenção para outro vídeo do senhor. Gosto muito de ambos. Acho que vou comprar um gravador, e ter umas conversas interessantes com os senhores do telemarketing.