Uma vez que ando mais atenta a estas coisas das finanças, pelos motivos óbvios, têm-me surgido algumas questões. Não vou perder tempo a avaliar a qualidade técnica do site da DGCI, eventualmente servirá para outro post, mas na barra lateral, com direito a destaque, tem disponíveis os contactos da conta de Twitter e do Youtube.
Ok, eu sou uma utilizador do Twitter, portanto, pareceu-me um canal interessante para ver esclarecidas algumas questões.
Coloquei as questões. Debalde (adoro a palavra debalde). Nem uma resposta.
Fui então olhar com olhos de ver para a conta de Twitter da DGCI.


Então, não é recente, já que existe desde 23 de Dezembro de 2009. Por que razão, a Direcção Geral de Contribuição e Impostos cria uma conta de Twitter (ou faz o tweet inaugural), na véspera de uma tolerância de ponto, seguida de feriados? Não sei. Mas não há mal nenhum. É só esquisito.
É uma conta com 114 tweets, o que dá uma média de pouco mais de 7 tweets por mês. Pronto, também não dá muito trabalho.
É uma conta que não segue absolutamente ninguém, mas que tem 3.668 followers.
E, perguntar-me-ão vocês, o que é que o Twitter da DGCI traz de novo a esta imensidão de followers? Respostas? Novidades em exclusivo ou, pelo menos, em primeira mão? Coisas importantes e interessantes que não se conseguem encontrar em mais sítio nenhum? Interactividade?
Pois, que não.
Prazos de entregas de impostos, notícias que remetem para comunicados no site do Ministério das Finanças, em 2009 desejou-nos um bom Natal e um 2010 repleto de êxitos, em 2010 desejou-nos uma Feliz Páscoa, e diz-nos no seu tweet inaugural que pretende "estabelecer uma relação de maior proximidade com os contribuintes.".
Ora, se passados estes meses todos, ainda não segue ninguém, está-se mesmo a ver que a relação de proximidade é unilateral o que, nestas coisas das redes sociais, não funciona.
É uma conta que não acrescenta absolutamente nada, não serve para nada, é irrelevante.
Tendo em conta que vivemos momentos de austeridade, pergunto-me se estará a custar algum dinheiro, manter aquela conta.
Estará pelo menos a gastar tempo (embora pouco, diga-se) a alguém, pelo que recomendo já uma de duas vias:
1 - Apagam aquela porcaria, que só serve para ocupar espaço e para fazerem um press release a dizer que estão presentes nas redes sociais.
2 - Começam a usar a coisa como deve ser, para estabelecer uma relação de maior proximidade com os contribuintes, esclarecendo dúvidas, dando informações, fazendo recomendações.
Eu optaria pela segunda, embora a primeira seja melhor que nada, que é o que vão fazer. Nada.
Sou uma mal educada. A verdade é que no Twitter, nunca agradeço os #FF (Follow Friday), uma espécie de recomendação que se faz sobre user cujo seguimento se recomenda. Sou mal educada porque não só não agradeço como é muito raro fazer um #FF. E pela boca morre o peixe. Ontem, agradeci :)
Mas ontem foi um dia especial :) O meu Nirvana no Twitter.

Pá.... vale o que vale, mas um #FF do Garcia Pereira, é um #FF do Garcia Pereira :)
Acompanho o debate no prós e contras na televisão e no Twitter.
O Twiter é tão irc, tão irc, tão irc que eu estou à espera que apareça o Prince a fazer flood, ou um xico esperto com um ficheiro ascii.
Estou à espera que me ofereçam uma rosa e que me peçam op.
O mIRC é melhor cliente de Twitter do que qualquer outro que eu já tenha experimentado
Este post só será compreendido por quem tenha acedido à Internet há uns anos valentes.
Existe há algum tempo, o Twitter, mas parece que só agora é que colou. Só agora é que parece começar a estar na moda em Portugal. Eu confesso, sou uma céptica do Twitter, e explico porquê.
Por todas as razões apontadas aqui pelo Bitaites.
E porque, se olharmos um bocadinho para trás, verificamos que, na sua origem, os Blogs começaram por ser isso mesmo, uma plataforma que servia, basicamente, para troca e partilha de links, com pequenas recomendações.
Depois os Blogs evoluíram, tecnológica e socialmente, e são hoje plataformas muito mais completas, que, dêem-lhes uns mesitos e começam a tirar cafés. Longe dos tempos em que era preciso alguns conhecimentos técnicos, e em que as plataformas eram algo limitadas, os Blogs são hoje potentes ferramentas que incorporam tudo (áudio, vídeo, imagens, formulários, java, ajax, e demais parafernálias que a malta se lembre de lá colocar.).
De regresso ao Twitter. Faz lembrar um bocadinho o início dos Blogs, embora com ferramentas de publicação mais facilitadas. Tem um bocadinho de componente social, por causa daquela coisa dos seguidores e dos seguidos. Mas não vejo, assim de repente, qualquer espaço de evolução. Mas hey, posso estar enganada. Assim como assim, também não era uma fanzoca dos Blogs, que tiveram de me conquistar.
Mas, está na moda, lá isso está.
E porque está na moda, e é in estar no Twitter, toda a gente lá quer estar. Não sabem muito bem porquê, mas sabem que querem. E vão e chegam, e abrem contas (que é uma coisa facílima de fazer) e configuram o que há a configurar. E descobrem o TwitterFeed que descarrega para o Twitter os posts do Blog, e depois descobrem que podem colocar no Blog um widget com os posts do Twitter, que usam para descarregar os feeds do Blog..... estão a ver onde é que isto leva, certo? Ao loop infinito.
No site da presidência da república (isto deveria estar com maiúsculas?) anunciou-se há uns dias que já tinham um Twitter. Hoje vi um Twit do Carlos Vaz Marques, curioso acerca do facto do Twitter da presidência seguir o Twitter Oliveira Salazar. Cheira-me que alguém na presidência se entusiasmou com a história dos seguidores e decidiu angariá-los a qualquer custo, activando o "seguir todos os que me seguem". Por acaso foi um Oliveira Salazar que suscitou curiosidade. Se em vez do Oliveira Salazar fosse um "Cavaco é burro" (isto para não ser ainda mais politicamente incorrecta), já não suscitaria curiosidade, suscitaria outras coisas.
Isto tudo porque nestas coisas da representação de imagem no meio virtual, ainda não há (que eu saiba) em Portugal quem possa aconselhar as pessoas públicas que querem estar, mas não sabem como. Qualquer assessor de imagem deveria ter formação nesta área. Mais, esta vertente da assessoria de imagem não é sequer valorizada, tudo isto é, aparentemente, tão fácil, que qualquer pessoa pode fazer. Faz-me lembrar os tempos em que as empresas não queriam os serviços das agências de publicidade, para o online (sites) porque "o meu sobrinho percebe de computadores e faz-me isso de borla" (eu ouvi isto, por mais do que uma vez, da boca de directores de marketing, mudando apenas o parentesco de ligação ao carola dos computadores.).
É tudo tão mal enjorcado, tão pobrezinho mora longe. É aflitivo o atraso de Portugal nesta área. Somos os reis do desenrasca, mesmo quando não precisamos de ser desenrascados.
Só nos enrascamos.
Tenho uma relação difícil com o Twitter. Não lhe entendo completamente a utilidade. Um misto entre micro posts e irc. Conversas entre seguidos e seguidores. Conversas difíceis de acompanhar, precisamos de ser uma bola de ping-pong se quisermos acompanhar uma conversa. Se calhar ainda não percebi bem a coisa, é o mais certo.
Apesar disso, acompanho alguns Twitters mas, na sua maioria, faço-o via RSS. Isto é, não uso a funcionalidade do Twitter, que me permite ser "seguidora" de um determinado autor. Vejo os "posts" via leitor de feeds, subscrevendo-o no meu leitor.
Percebi, no entanto, que o número de "seguidores" é algo importante para quem Twitta, mais a mais que agora, a pedido do Loic, os senhores até permitem filtrar pelo número de seguidores. Assim sendo, para alguns Twitters, passei a usar a ferramenta de "seguidora", juntei-me assim ao rebanho identificável. Vou passar a ver os Twitts de forma diferente? Não. Continuarei a saborear os "conteúdos" através do conforto do meu NetNews Wire, mas sei que os números são importantes, e assim, contribui numericamente para a satisfação de algumas pessoas que, por motivos diferentes, são pessoas de quem gosto.
Não sei se o Twitter tem essa ferramenta, mas se não tem, deveria ter, aquela que permite aos autores, saberem, para além de que os segue oficialmente, quantas pessoas é que lhes consomem os "posts" via leitor de feeds. Sempre era mais um indicador.
Aproveito a boleia para reforçar o pedido de participação no ShortyAwards, de preferência com a nomeação do José Afonso Furtado, sendo que a única coisinha que é preciso fazer é transcrever a seguinte frase no vosso Twitter:
@shortyawards I nominate @jafurtado for a Shorty Award in #news because he's the best twitterer I know.
Fónix..... com tanto seguidor, ainda "só" tem 34 nomeações (ainda por cima em 2 categorias diferentes). Serão seguidores que o seguem só para terem lá o nome? Debruçar-me-ei sobre este tema mais tarde. A importância de aparecermos nas listas de amigos e de seguidores de determinadas pessoas. O status virtual. A web-cunha.